28 de dezembro de 2010

2011 motivos para sorrir... Redundante!

Busquemos a união e a força uníssona de um grito de paz e felicidade.

Que venha 2011 e que seja muito melhor!

Separados.


A chuva cai cadenciada no telhado, como que marcando o ritmo das batidas do meu coração.


E nesse compasso vai brincando com meus sentidos, mostrando em cores únicas um universo de possibilidades que se abre à minha frente.


São tantos os obstáculos, tantas idas e vindas, que não consigo visualizar um futuro, talvez seja uma espécie de agnosia.


Releio um passado não tão distante e me sinto tão viva quanto meu coração ritmado ao embalo da chuva.


Depois da tempestade vem a calmaria, então penso nesse distanciamento como uma tempestade, cheia de trovoadas e relâmpagos, que me prova que eu sinto medo de perder você.


Mas junto com o medo tem muita água, lavando todo resquício de dúvida, toda a incerteza que a vida traz pra mim.


O cheiro do estio é delicioso, me revela sensações coloridas como o espectro que se forma fazendo uma ponte entre o Céu e a Terra... Dois opostos... Nós dois.


O sol volta a brilhar e com ele os meus olhos seguem buscando a calma, a tranquilidade e a felicidade de sentir e estar ao seu lado, apenas caminhando, seguindo nossas vidas separadas... O Céu e a Terra.


27 de dezembro de 2010

Caminhando

Perdem-se horas do dia tentando encontrar sentido ao que já não há. Pensa-se e repensa-se mil vezes se o que se sente é real, não se pode acreditar que a vida pare e deixe esse sentimento agir.

Um sentimento que, proibido pela moral e bons costumes sociais, afetaria mais vidas do que se possa imaginar.

Há que se viver o momento sempre, fazer com que as oportunidades surjam e se concretizem; pedir, implorar, convidar a felicidade para a vida. Mas nem sempre a felicidade está disposta a dar o ar da graça...

O ano acaba e as coisas continuarão iguais, nem sempre é possível alterar a situação em que as almas se encontram. E nem mesmo fazer com que se encontrem.

A alma caminha rumo ao nada, sem futuro, sem norte, sem nada que a faça ter esperança de encontrar a felicidade.

Talvez a felicidade esteja bem em frente aos olhos verdes, mas ela não enxerga, e deixa-a ir embora, ou simplesmente pede que se retire, não acreditando que seja real mesmo. Ignora, deleta, bloqueia...

Sempre a mesma história, repetitiva e cansativa, estar ou não depende só dela. Sentir depende de mais alguém.

Sentir além dos cinco sentidos é possível, basta acreditar.

O sexto sentido existe e persegue até nos momentos mais inusitados.

Percebe-se a presença de alguém que não está ali, sente-se um perfume que não está em ninguém por perto, encontra-se um rosto na multidão que não esta lá...

A presença, sempre ali, não deixando esquecer que existe.

Uma insanidade temporária com um tempo que não acaba.

26 de dezembro de 2010

La fée verte – où est qui tu as?


Existe?


Sim e vejo tulipas nas pernas como Oscar. Coisa de poeta.


Poderia jogar uma colméia de abelhas num quarto fechado, apenas para ouvir os gritos dos que estivessem lá dentro.


Faria uso de espadas e punhais para ferir os que me odeiam.


Há moedas em meus olhos e meu corpo queima em chamas, é incinerado. Só me resta a alma e ela voa junto com o verde do copo rumo ao meu interior, me conhecendo por dentro gole a gole, palavra a palavra, linha após linha.


Um exército parte para a guerra dentro de mim, suas bandeiras flamulam a cada sopro de ar que inspiro e tudo o que consigo sentir é uma agitação, um leve bambear de pernas e um torpor suave como o amanhecer de um dia de verão, quente como o sol de meio-dia. Arde, ofusca e acalma.


Sinto sede, a cada gole mais sede, mais vontade... E uma flecha certeira me atinge a jugular, sufocando, afogando meus pensamentos nesse mar verde – anis.

Olhos verdes de GATO - A perfeição do "7"

A união do ternário e do quaternário...

Espírito e matéria

V i r t u a l

D e s t i n o

Sete letras

Sete anos de diferença...

Sete dias na semana

Sete cores no arco-íris

Sete notas musicais

Sete chakras principais

Sete animais aos pares

Sete dias de estiagem

Sete deuses-astros

Sete corpos existenciais

Sete letras no seu nome

A mais antiga equação espiritual

3+4=7

▲=♂=3

▄ =♀=4

Sete vidas pra te amar...

25 de dezembro de 2010

Liquidificando a dor.


Não há nada que valha a pena escrever, nada que melhore o dia, nada que conforte a alma e os olhos verdes mais velhos do que aparentam.

Olhos que dizem e traduzem o sentimento, que transbordam, tornando-se um oceano verde e profundo que liquidificam a dor contida neles.

As palavras se tornam paliativas, mas não não resolvem o problema, que como um tumor vai se enraizando e crescendo, tomando proporções irremediáveis.

Folhas se amontoam rasuradas e amassadas, tendo como destino o saco preto lá fora. As palavras morrem e como tudo o que morre, têm um saco preto para si e depois um buraco onde se descansa em paz...

A paz... Não passa de uma pomba branca de asas tolhidas que podemos alcançar sem esforço, pois, ela não voa mais; mas conquistá-la e fazê-la comer nas mãos é bem mais complicado. Impossível para alguns . E a dor continua se esvaindo pelos olhos e leva consigo o resto do sentimento que um dia se chamou amor e que hoje não é mais do que um passado distante.

23 de dezembro de 2010

Formatando a memória.

Já restaurei as configurações e não deu certo, tentei executar um assistente de limpeza e não funcionou, excluí algumas coisas, desocupei pastas, fiz um backup do que queria manter guardado... Nada otimizou o funcionamento do meu cérebro.

Preciso de alguém que me formate e me deixe como nova, na velocidade adequada, no ritmo certo para minha vida.

A virtualidade e dualidade dos meus sentimentos me confundem; confronto-me com meu Eu e não vejo semelhança alguma, o download nunca termina e os uploads são inúteis.

As imagens estão sempre destorcidas no meu monitor, e não monitoro nem mesmo minha consciência.

A facilidade adquirida com a tecnologia abstrai de mim muito mais do que eu poderia sequer imaginar. Priva-me até de meus sonhos... Priva-me da realidade dos sentimentos.

22 de dezembro de 2010

E.P.





P.essoa E.special


E.ncanto P.essoal


E.strada P.razeirosa


E.strela P.rateada


E.u P.rata,


Prates, E.le...


P.ra te sE.ntir


P.enso E.m


E.star P.endendo


P.artindo, E.nlouquecendo


E.ntão P.ondero


E.star P.odendo


E. P.osso E.star P.ercebendo


P.recioso E.ncantamento


E.maranhando P.ercorrendo


E.nlaçando P.rendendo


E.stando P.edindo


E.P.


E.ntão P.eço


E.nlouqueça


P.ermaneça


E.P.onto.



Aprendendo a te esquecer.


Tantas dúvidas norteiam minha mente agora... Tantas dúvidas, quantos são os grãos de areia nesse oceano imenso que você se transformou. Misterioso e traiçoeiro. Ora meu calmo e tranquilo transmitindo paz, ora indeciso e revoltado, rebentando na minha praia.


As horas se arrastam nada parece no lugar, o tempo faz e se refaz na minha frente como se quisesse me mostrar que me controla.


Não consigo deixar de pensar em você, tudo está sem sentido.


Precisava muito da sua voz, do seu toque, dos seus olhos me fitando, profundos como o mar alto que se abre ao meu redor... Estou no meio dele me afundando em lembranças e saudades.


Atravesso as ondas, tento te alcançar, mas é inútil, você está cada vez mais distante e mais ausente da minha vida.


Sinto falta das conversas, das noites em claro, dos cigarros queimando entre os dedos enquanto me preocupava somente em ouvir e falar...


Ainda espero por você todas as noites em vão, pois você não vem mais, me deixou sozinha, me ensinou a te amar, te desejar, concluí o curso, e hoje posso dizer que estou pós-graduada na arte de sentir.


Sinto um pouco de tudo e muito de nada...


Tudo está vazio, há um abismo dentro de mim desde que você se foi.


Sinto você, sinto seu cheiro, seus beijos, o carinho, os toques; e a saudade só aumenta.


Como eu tiro você daqui? Essa parte você não me ensinou...

16 de dezembro de 2010

Encontre a paz se puder, e me dê o endereço dela também.


Procura-se:

Calor que aqueça corações em meio ao caos, paz que flamule branca na tormenta, luz que clareie a escuridão da dor, vida que valha à pena ser vivida... Futuro.

Não encontra-se nada além de frio, luta e breu.

Sensações e sentimentos ambíguos, ora calmos e passivos, ora brutos e ativos.

A melhora da morte... moribunda e vegetativa a vida segue, esperando a recompensa de um céu azul e tranquilo, de um sol ardente e radiante... radioativo.

Um champignon gigante pra fazer estrogonoff de gente flambado com um conhaque barato comprado em qualquer esquina onde se compra de tudo, até pessoas por uma foda de meia hora.

Paz e calma idealizadas como o amor que não existe...

O que se vê e se sente é subjetivo, cada um enxerga o que é belo aos seus próprios olhos, faz o que é aprazível a si mesmo, e trata a vida como objeto de decoração.

Um bibelô numa estante esquecida no meio da sala do mundo, cheia de teia de aranha e pó. Suja como o leito que corta o caldeirão do inferno... Podre e em decomposição.

Vida. Acabam com ela aos poucos com o sadismo de um carrasco medieval, que se encapuzando acredita que se liberta do crime e que vendando a vítima acha que ela não o vê... Ela o vê sim, o vê com a alma que morre antes do corpo decaptado...

Perde-se a cabeça por vários motivos, ela nem precisa ser arrancada do pescoço com um golpe, a cabeça está, mas o cérebro não.

Não se pensa nas consequencias dos atos, não se sente a dor alheia, então é fácil olhar apenas o próprio umbigo.

Homens pensam com a cabeça e menor e mulheres pensam com essa cabeça do homem também.

A moral e os bons costumes que se fodam no inferno criado pelos humanos para diminuir a culpa que carregam sobre os ombros largos. Quanta hipocrisia, quanta ignorância, quanta mentira... Os príncipes são pobres e bêbados no conto de fadas do caldeirão do inferno, e as donzelas não têm mais de doze anos, quando chegam aos doze anos donzelas ainda.

Crianças cobram vinte reais para chupar um pirulito sujo e chupado várias vezes antes e os porcos imundos as pagam os vinte reais e ainda batem nas suas caras com os punhos fechados, fazendo escorrer a vida delas face abaixo misturada às lágrimas de dor...

Os vinte reais vão pagar o remédio às vezes cheirado, outras colocado num cachimbo improvisado, na melhor das hipóteses enrolado num papel de seda e queimado, indo direto pro cérebro que não vai servir de nada um dia...

E ainda assim existem pessoas que acreditam num futuro melhor... O futuro está condenado e não tem futuro.





15 de dezembro de 2010

O pior e o melhor...

Acredite, para ela tudo é impossível até que ela faça.
É impulsiva e não espera por ninguém. Atua como num palco, vestindo personagens únicos e caricatos.
O que quase ninguém sabe é quem ela é realmente... Loba em pele de cordeiro, quando abre a boca,extrai pedaços e saboreia a vítima...
Tem instintos aguçados e lascivos, desmorona qualquer edificação, por mais sólida que pareça. Tripudia e pisa em quem a faz sofrer.Arde e queima com quem a ama...
Sabe ser mulher fascinante e menina inocente, sabe envolver e tem o dom de sentir e fazer sentir, mesmo que dor...
Quem a vê não imagina do que é capaz, não sabe o mal que ela faz, deixa marcas profundas e danos irreparáveis.
Sabe ser eterna e eternizar momentos, sabe diferenciar o que é sagrado e o que é sacrilégio... Não age pura e simplesmente ao acaso... Insiste, pensa, repensa, deseja...
Quando faz é porque realmente quer fazer. Para ela não existe meio termo, é ou não é, é direta e assusta as vezes, mas percebe rapidamente quando comete um engano, e raramente se engana, apaixona-se todos os dias, sente-se viva quando ama, e morre por dentro se tem que odiar alguém.
O pior que se pode desejar dela é o seu melhor... Ela mesma!

14 de dezembro de 2010

A parte difícil...


Encaixotar as coisas, desfazer-se do que não vai usar, levar tudo embora, todos os livros, tudo o que é dela... Essa foi a parte fácil.

De agora em diante, tem que pensar no novo, no ano que vem, no que vai fazer da vida de hoje em diante.

Está se sentindo muito mal, queria alguém pra conversar que tivesse mais de 5 anos, mas as alternativas a espirraram... Só queria olhinhos que a lessem hoje...

O sentimento de perda é inevitável, a dor também , a sensação de solidão e incapacidade a apavoram.

Deveria estar bem, afinal, é uma nova etapa da vida medíocre... A fase de transição começou, mas não é como ela esperava que seria.

Sofre além do que imaginava, e não consegue conter as lágrimas teimosas que descem face abaixo transformando os olhos em um oceano verde.

_ Bobagem!_ Pensa e até tenta se convencer, mas é inútil.

O caldeirão nublado, frio e molhado a deixa pior ainda. Borbulha e ferve como todos os dias, mas pra ela está diferente, falta alguma coisa... Falta alguém.

Sentirá falta de tudo, dos olhos curiosos, das palavras desconexas, das conversas paralelas, das mãos atrapalhadas, dos sorrisos, dos "Bom dia!", dos almoços, das horas que perdeu preparando coisas, das noites mal dormidas pensando no dia seguinte... Uma infinidade de detalhes ... Até das perguntas cujas respostas eram óbvias... A saudade vai seguí-la onde quer que ela vá... os "Obrigados" e os "Eu te amo", ficarão pra sempre na sua memória... Apagar tudo isso é a parte difícil... É impossível.

N.D.A.



Nenhuma das alternativas está correta, ou não se tem alternativa.

E nada muda o que se passa na cozinha do inferno, ninguém é capaz de enxergar através da chuva que despenca ácida, queimando o pouco de dignidade que ainda existe nesse lugar.

As pessoas continuam levando suas vidas, enxugando as lágrimas que caem junto com a água que vem de cima, lavando o caos.

Os mesmos assuntos, a mesma conversa, as mesmas pessoas, nada de novo, só o cheiro da cozinha do inferno mudou. Tem cheiro de lodo, de água podre que transborda da imensa privada bem no meio do caldeirão.

E as pessoas se assemelham à dejetos e flutuam no meio da água que continua subindo...

Seres humanos em decomposição diária, correndo contra o tempo que já não existe, ninguém tem tempo pra nada, nem pra ninguém. Cada um preocupa-se apenas consigo e a vida vai morrendo a cada dia.

O túmulo bem decorado no meio do cinza, pisca, pisca, pisca, pisca.... Ofusca e ilumina o caldeirão que ferve e evapora cada dia mais rápido... Os carros não passam, as latas pararam, e o barulho se ouve estridente, como ambulâncias pedindo passagem , mas a passagem não se abre, os corações não se abrem, as portas não se abrem... E os livros se fecham, os olhos se fecham, os punhos se fecham, os caminhos se fecham... Todas as alternativas se esgotam, não há como assinalar nenhuma das alternativas...

13 de dezembro de 2010

A zona de conforto.


O que fazer quando tudo desmorona e o que pensava que era sua maior riqueza torna-se o maior pesadelo?

Permita-se a fase de transição... A vida é uma só e precisa ser vivida por completo. Não existem meias verdades, assim como não existem meias vidas. Ou se vive ou se sobrevive e sobrevida não é vida!

O mundo é dos corajosos... não é Mr. Chasserraux? Os covardes não têm chance nem mesmo na cadeia alimentar... Servem de alimento aos mais fortes.

Comamos, então, o que nos faz sofrer em molho de lágrimas que não sejam as nossas, sejamos egoístas, afinal, alguém tem que sofrer para sermos felizes e completos.

Existem duas opções com um muro no meio as separando, no qual não se pode ficar em cima tentando equilibrar-se.

Permanecemos onde estamos - infelizes - ou atravessamos o muro esperando a melhora, com a consciência de que a escolha, muitas vezes pode não ser a mais acertada, mas com a certeza de ter tentado.

As situações vividas em tempo de calmaria e estabilidade acabaram, a zona de conforto já era! Arrisque-se, aventure-se, encontre-se... chame do que quiser, mas viva, afinal só se tem essa vida, mas se tem inúmeras possibilidades de ser feliz.

Ficar parado esperando o muro se abrir a sua frente é inútil, atravesse-o, mesmo que seja com murros em ponta de faca.Mesmo que sangre, que doa, que sofra...

Mergulhar de cabeça em busca de alternativas é a melhor saída.

O acaso não existe, não é por simples acaso que as coisas acontecem, que as pessoas aparecem e desaparecem. Existe um propósito em tudo. Nem que esse propósito seja foder com a vida de alguém, seja despedaçar um ou dois corações, seja pular etapas e ser expulso da zona de conforto a ponta pés.

Tudo tem seu preço, e a paga vale à pena, contanto que se encontre a tão desejada paz interior, e uma nova zona de conforto.

O silêncio machuca muito mais do que as palavras, e as palavras machucam mais que os tapas na face, e os tapas acabam com o respeito e o final do respeito é o final de tudo.

Não se evita o inevitável... E o fim de tudo o que se começa é inevitável... Como sabiamente me ensinou a alma que tive tão perto, ao alcance das mãos, e que partiu com o vento que a chuva trouxe varrendo a esperança de um final melhor.Se bem que, provavelmente, nem se comece o que já acabou.

12 de dezembro de 2010

Ponto de fuga.


Uma janela aberta, uma porta aberta, um trinco esquecido sem trava... Tudo o que ela queria era poder fugir.

Atravessar as fronteiras do Eu e seguir por onde ninguém a conhecesse, ninguém a impedisse de buscar a identidade que há anos perdeu.Quantos anos? Nem ela mesma se lembra...

Ela só se recorda do que não pode esquecer, estragaram o seu sonho por mais de uma vez, tolheram-lhe as asas sempre que tentou voar um pouquinho mais alto. Cravaram estacas à sua volta, para que não corresse e deixaram-na ali esquecida... Mas ela se recorda de quem foi; tem sede de vida, busca, mesmo com limitação, a sobrevivência e mais do que tudo a felicidade.

Não deixarão que parta sem sofrimento, sem que seja dolorido para alguém ...Sem um impulso e sem as asas ela não voa mais...

As lembranças a machucam, não são mais de felicidade ou de saudade, são de dor e pesar, nunca mais ela será como foi um dia, quando tinha o tempo que quisesse pra fazer o que quisesse.

A vida é uma, mas as chances são inúmeras, talvez ela ainda possa se refazer e fazer a sua jornada mais feliz e menos árdua, transformando seus sonhos em realidades, ainda que virtuais.

Sonhar é tudo o que resta por enquanto. Querer, fazer, ser e sentir estão em seus planos futuros, num futuro próximo, bem próximo.

11 de dezembro de 2010

Jingle Bells!!


Uma ceia farta, uma mesa repleta de comida e sobremesa, pessoas sendo falsas e se abraçando em volta dela, desejando um feliz natal...

Tempo de celebrar conquistas, receber presentes, presentear, compartilhar... compartilhar com quem?

Que tempo é esse que se comemora o nascimento de Jesus com ódio, rancor, mágoa e desprezo no coração?

Família? Quem são estas pessoas, já não as conheço mais... Lembro dos natais da infância, uma vez meu pai se vestiu de "Papai Noel" e me deu uma boneca... Naquele dia eu fui feliz, nem me lembro ao certo quantos anos eu tinha, deviam ser quatro ou cinco no máximo, tenho poucas lembranças dos natais, nunca gostei, deixei de acreditar no Noel e nas pessoas muito cedo.

Hoje descrente do mundo, sigo imaginando meus natais , não recordo deles com alegria, tampouco com tristeza, só recordo... Também não visualizo os natais futuros, não os espero nem desejo, já não quero mais presentes nem passados, desisti de comemorar, ou de "bebemorar" o natal.

A data deveria ser de caridade, solidariedade, paz, prosperidade, esses deveriam ser os desejos no coração dos homens, mas a miséria se instalou nesses corações, nas ruas, embaixo dos viadutos, nos semáforos, nas estações de transporte coletivo...

Tudo que vejo a minha volta são as árvores, os pisca-pisca, a decoração nas vitrines e olhinhos cheios de vontade de que o Papai Noel venha e lhes traga um presente.

A justiça não existe, a desigualdade impera na sociedade, e essas são as crianças dos meus natais futuros.

Crianças que não têm uma casa, uma roupa limpa, um calçado, pai ou mãe, família, escola, educação, saúde, paz, prosperidade, nem compreensão elas têm, não têm ao menos carinho... Que futuro meus natais terão, se o futuro está jogado no chão, sendo olhado com desdém e desprezo e se agasalhando das ofertas e promoções?

Onde está o Papai Noel delas? A resposta é muito simples...

O Papai Noel dessas crianças é cada um dos homens e mulheres que as olham de cima.

Quando a humanidade entender que a justiça social começa por cada um de nós, o mundo voltará a brilhar com as luzes do natal.

Eros e Psique



Psiques separadas,

Um Eros que que não a acorda

- A Alma dela -

Passa as noites buscando o que nela encontraria,

Não percebe que quem dorme o espera...

Espera que Eros a desperte,

A liberte,

- Psique -

E Psiques que são um do outro

Seguem destinos opostos,

Procurando o que está tão perto

Sem encontrar - Ele e Ela .

E cada um segue seu caminho,

Ela dormindo encantada,

Ele procurando por Ela

- A Alma dele -

Ela sonha que na morte viveria com ele,

E que tem na cabeça um ramo verde de Era,

Ele caminha acordado,

Buscando no verde do copo

O verde dos olhos dela...

9 de dezembro de 2010

Quando acabar...


Quando tudo isso acabar, esteja eu onde estiver, lembre-se de mim com carinho. Pense nos momentos que vivemos, nas carícias que trocamos, nos sonhos que tivemos, nos textos que postamos, nas almas que fomos um do outro...

Quando tudo isso acabar, saia na chuva e deixe-se molhar, sinta-se lavado dos pecados ou dos medos, deixe que a água leve embora todo o resquício de dúvida de que eu existi na sua vida... Lembre-se de mim a cada gota que tocar sua face.

Quando tudo isso acabar, caminhe a esmo, sem direção, sem bússola e pense que eu estarei em algum lugar fazendo o mesmo e lembrando de você.

Quando tudo isso acabar, não me delete da sua vida, me deixe arquivada, como uma lembrança boa, como alguém que conseguiu interpretar sua alma.

Quando tudo isso acabar, coma chocolate, tente imaginar o motivo de eu não gostar deles e me sinta por perto.

Quando tudo isso acabar, sorria para a lua, e deixe a janela aberta... Me encontrará na constelação mais brilhante, e quando a noite estiver nublada, não se preocupe, não verá mas continuarei lá.

Quando tudo isso acabar, sinta meu gosto em cada gole de vinho e se lembre das vezes que tive sede de você.

Quando tudo isso acabar não me deixe empoeirar na sua memória como um livro lido numa estante... Livros bons são raros, e todas as vezes que relemos um, descobrimos algo que não tínhamos notado.

Quando tudo isso acabar lembre-se dos olhos verdes mais verdadeiros que já te fitaram e das lágrimas mais sinceras derramadas que eles já viram.

Lembre-se e sinta-me quando tudo isso acabar... Pois a eternidade será pouco tempo para eu esquecer de você.

8 de dezembro de 2010

Sem tempo pra ele.

Pude ver o desejo nos olhos que me observavam entre uma linha e outra do jornal. Sentia as mãos me acariciarem e ouvia aquela voz carregada de tesão dizendo que me queria.
Prestei atenção a cada movimento de pernas, a cada gesto, ao franzir de cenho tão característico dele...
Percebi que nada do que fiz foi em vão, as fugas nas terças insanas, cometendo loucuras numa cama com ele o fizeram me sentir dele hoje novamente.
Percebi nos olhos e nas mãos descaradas na minha perna nua levantando o pouco vestido que a cobria por baixo da mesa rodeada de pessoas...
Quiz muito ceder, mas me contive, só ousei retribuir a carícia sob a mesa provocando reações físicas convidativas e evitando por alguns instantes que ele se levantasse.
O gesto com a cabeça me convidando pra sair como nas fugas anteriores foi entendido de pronto, afinal como esqueceria do nosso sinal, mas só aceitei a carona, o tempo... o tempo... nunca me dá um tempo, e se hoje eu não estivesse sem tempo, os beijos e as carícias lascivas no carro acabariam novamente na cama dele...

Seja bom ou ruim, não se evita o inevitável.


Hoje comecei a criar imagens em minha cabeça, algo assim Dionisíaco, romântico, devasso, uma mistura de cenas que pareciam flashes de uma tarde só nossa.

O tempo passa... Mesmo quando isso parece impossível, mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa...

Não importa o quanto os dias sejam perfeitos, eles sempre têm que acabar, ou nem mesmo começam a existir, como o dia de hoje... Parecia tão real, tão absoluto, tão palpável, eu quase podia te sentir em mim, e não aconteceu...

A espera foi dolorida e frustrante, mas a vontade de que o dia de hoje aconteça um dia continua aqui na Alma.

Não é culpa de ninguém , nem do destino ou dos demônios. Como alguém me diz sempre:

"Não se pode evitar o inevitável..." E esta frase é perfeita para o dia de hoje que não aconteceu e para os dias de hoje que acontecerão...

Não se pôde evitar o inevitável hoje, e não se poderá evitar o inevitável nos outros dias de hoje que acontecerão com certeza mais que absoluta, eu poderia até descrevê-los , posso até mesmo senti-los...

7 de dezembro de 2010

É de você que eu preciso, venha me salvar esta noite.


Estou sozinha, eu não sei se consigo encarar a noite.

Sinto medo do escuro da minha vida.

Estou em lágrimas e choro por sua causa. Quebre a parede entre nós que eu coloco meu orgulho de lado.

Não dificulte as coisas, eu já sofri o bastante.

Não sei o que fazer com este sentimento aqui dentro, a solidão virou minha companhia.

Sem você, eu não sou nada. Não tenho norte nem luz.

O que devo fazer? Continuar dormindo nesta cama sozinha?

Você é o motivo pelo qual eu vivo e morreria, você é o motivo que eu dou quando não aguento mais e choro.

Não há uma explicação, só um pedido de socorro...

Me salve desta noite e de todas as outras.

Amizade não se explica, se sente!


Flor de raro perfume que parece uma fortaleza, mas se despedaça por qualquer motivo. Me entende me apóia, me incentiva... É minha amiga!


Supera os obstáculos com a maior classe, corre atrás do que quer, passou por poucas e boas e sempre que pode atravessa a cidade pra me ver, é minha irmã mais querida. A irmã que Deus me deixou escolher...


É ela quem ouve meus problemas, minhas conquistas, minhas loucuras... É a ela que eu escuto todos os dias, é pra mim que ela conta os problemas e as soluções da vida dela.


Nunca acho que é suficiente o tempo que dedico a ela, sempre penso que poderia ser mais... Mas o tempo... O tempo... Nunca dá tempo!


Entre um monte de “filosofias de boteco” sempre tem uma lição de vida, ou de mim pra ela ou dela pra mim.


É minha “Angel From Hell”, caiu do céu na minha vidinha, e veio pra ficar pra sempre! Nunca vou deixá-la sozinha amiga... Estarei sempre aqui pra você, bem no meio do caldeirão do inferno!

Atravesse a rebentação e chegue até onde estou!


Meu anjo...


Esta noite sonhei que o mar nos separava, e que a distância era a imensidão. Acordei e percebi que o sonho era real.


A distância que você criou entre nós é imensa, um mar aberto cheio de incertezas e ondas enormes que nos desequilibram.


Eu iria até você, mas não sei nadar, e você não me ouve chamar... “Estou aqui!” Então o que me resta?


Esperar a ressaca passar e a violência do mar abrandar, sentir saudades e viajar entre um sonho bom e outro, desejar que você ainda me queira um dia e que as flores que jogou pra Iemanjá me levem até você.


Assim, me sentindo sozinha, continuo no porto a espera de uma embarcação segura, buscando calma no meio do caos, pegando conchinhas pra colocar no aquário que se tornou a minha vida.


E o aquário sempre me surpreende... Um dia está meio cheio, em outro meio vazio...


Há dias que preciso recolher as conchinhas uma a uma, como cacos caídos de mim, em outros o aquário transborda felicidade.


Não posso mais suportar o vai e vem das ondas, quando elas se vão levam uma parte de mim e quando voltam procuro você e não encontro.


Me resgate, ou me deixe morrer afogada, mas não me torture mais... Prefiro sofrer de uma vez e te deixar no meu passado pra sempre, a ser dilacerada aos poucos pela dor de não ter você no presente.

A vida na tigela de cereal.

Renato já sabia disso: “... é sangue mesmo, não é merthiolate... todos querem ver e comentar a novidade, tão emocionante um acidente de verdade, estão todos satisfeitos com o sucesso do desastre... vai passar na televisão...”.

Tenho verdadeiro pavor de baratas – coisa de mulher – e as vejo circulando no mesmo lugar onde estou sentada com a medicação na veia, tranquilas, senhoras do lugar, só faltou um jaleco branco em cada uma e um estetoscópio no pescoço que elas não têm. Há mais baratas do que pacientes e profissionais da saúde nesse lugar.

A ambulância anuncia estridentemente sua chegada, todos saem correndo da enfermaria... “ atropelamento!” ouço; e todos somem. Dos 4 pacientes no quarto que eu estive só restei eu sentada numa maca, com música nos ouvidos, balançando as pernas como uma criança no balanço do parque esperando que voltassem.

Quando voltaram – os pacientes, porque o único médico de plantão estava na emergência – começaram os comentários, baixei o som claro para poder ouví-los, mas não retirei os fones nem abri meus olhos para não ver as baratas passeando.

“ Nossa! Esse moço não vai aguentar não!... Não mesmo, você viu a cabeça dele? Parecia uma macarronada de tão vermelha que estava...”

Acho que não vou comer macarrão tão cedo – pensei.

“Será que ele não usava o capacete?... “será que já avisaram a família” “O motorista do caminhão tava bêbado... Falei com o policial que veio na ambulância e ele disse...”

Mudei o foco da minha atenção, abri o soro para aquelas gotas caírem mais rápido, sairia de lá mais doente se permanecesse ouvindo aquilo, mas não aumentei o som. Continuei ouvindo aquela conversa de comadres – provavelmente elas nem mesmo se conheciam, mas a desgraça aproxima as pessoas – Elas mataram o rapaz acidentado, disseram até que o caixão teria de ser lacrado porque ele estava “muito feio”.

Meia hora depois do “acidente – incidente”, meu soro terminou de correr na veia, o enfermeiro retirou o escalp e eu saí do quarto.

Na recepção me deparei com uma senhora chorando, parei alguns instantes e pude verificar que era a mãe do rapaz acidentado, me aproximei dela e perguntei o que estava acontecendo e ela me contou:

“Moça, meu filho sofreu um acidente de moto, ele estava com o amigo dele, não estava de capacete e machucou um pouco o rosto, quebrou uma perna, mas agora ele já está melhor, eu estou chorando porque a gente paga imposto e cumpre todos os deveres de cidadão, e quando chega ao hospital não tem nem máquina de RX nem médico e as pessoas tratam a gente como animais, não falam nada, não dão informação, só sei que meu filho quebrou a perna porque dava pra ver o osso... estão esperando a ambulância pra levar ele pra Santa Casa...”

Engraçado, o rapaz teve uma fratura exposta, e as comadres no quarto da enfermaria providenciaram até um caixão lacrado pra ele. As pessoas divertem-se com tragédias e a Santa Casa... De santa não tem nada... Serve a vida de brinde numa tigela de cereal, quando tem cereal...

4 de dezembro de 2010

A personificação da Alma.

Os demônios bem que tentaram conspirar contra o encontro tão esperado, mas a cidade, mesmo nublada e fria, aqueceu a Alma, fazendo mais ainda com que ela quisesse arder.
As bocas finalmente se encontraram aos beijos... Beijos deliciosos e lascivos que pareciam um dos "poemas proibidos" de Drummond.
As mãos tocavam acariciavam e se tocavam, como as de um cego às escuras que tateia o objeto desejado e o desenha com a ponta dos dedos.
Abraçaram-se, sentiram-se reais enfim, descobriram que existem... Ele a descobriu como na música de Björk "Nascida no escuro, em chamas, vivendo por si mesma...quando ela faz é porque realmente quer fazer..."
As bocas que buscavam além das bocas praguejavam o local público.Queriam muito mais um do outro do que podiam ter ali. Entregaram-se aos abraços naquele momento, sendo, sentindo...
O perigo tornava o momento mais tenso, mas nem por um segundo a culpa ou o medo se fizeram presentes.
As interrogações nas janelas da Alma persistem, os desejos aumentaram, a sede se intensificou, tornando a espera um inferno de incertezas.
Mas mesmo que os demônios conspirem contra eles, ainda assim, nem que seja uma única vez, se entregarão à luxúria e sucumbirão ao desejo de ser um do outro, onde só estejam os dois, prontos e dispostos a queimar no inferno juntos.
Vagarosa e lascivamente os joelhos dela encontrarão seu destino e deliciosa e lentamente, causando tremores que não serão de frio, como um vampiro que suga sua vítima, o fará chegar ao êxtase e querer mais e mais dela. Sua boca e língua percorrerão cada centímetro do corpo dele, degustando, saboreando e se deliciando dele, até que ele reaja novamente e dê a ela o que ela quer.
Com os movimentos ainda no ritmo de Björk, os quadris se moverão e ela se eriçará ao mais leve toque, como uma gata no cio.
Seus cabelos servirão de rédeas e ela será um corcel sob ele, selvagem, mas domável e ele se fartará de Alma...
Terá o gosto dela na boca, verá através de seus olhos verdes, a terá nas mãos e fará dela o que quiser.
Não existirá espaço, tempo, ou outra coisa qualquer que os separe. Serão duas almas no purgatório, ardendo, queimando um dentro do outro. Exalando tesão pelos poros, suando, derretendo de prazer...
Os sons produzidos por eles serão palavras desconexas carregadas de orgasmo , entre gemidos, urros e sussurros descuidados...
O mundo não existirá naqueles instantes, deixarão de ser dois e se tornarão um só corpo, sem fim ou começo, com uma única alma, buscando a quietude de ser, estar e sentir...Prazer...

3 de dezembro de 2010

Se pudesse fazer um pedido, o que seria?


Só se sabe o quanto já se foi feliz quando se está infeliz. A tal "felicidade" sempre está no passado.

Como diz um grande amigo meu, "... a vida é uma puta que cobra caro e eu não tenho dinheiro pra pagar...", e eu o complemento dizendo que a felicidade é colega de trabalho dela, cobra igualmente caro e dinheiro nenhum a compra.

Infelicidade não é só questão de prefixo,como disse Guimarães Rosa. É um sentimento que dilacera o coração que o sente, faz pedacinhos dele e o come em salmoura exorcizando qualquer resquício de paz que exista ali.

As pessoas têm que aprender a fazer seus dias felizes, mesmo estando infelizes. Para isso existem as máscaras que cobrem os olhos escondendo a dor e omitem a ausência de sorrisos na face.

Use e abuse de máscaras!! Mascare-se até mesmo para si próprio!!

Não permita que seu coração perceba sua fraqueza, ou ele te dominará e a loucura tomará conta de você.

Subterfúgios para uma vida saudável... Socialmente aceitável...

Seja o avesso de si, nunca se mostre, nunca demonstre o que sente, não deixe jamais que percebam que a cada minuto você morre por dentro.

Faça o que tiver vontade, deseje e foda com quem quiser, mas não conte à ninguém, pois corre o risco de ser queimada pela inquisição... Santa Joana D'Arc...

Minta e omita o máximo de si, mostre-se como é realmente apenas para alguém que te ache louca e sinta tesão em estar louco com você...Alma receosa!

Viva hoje, insanamente, intensamente, com a vontade de quem enxerga um chocolate na TPM ( ainda que odeie chocolate), com a fome de um pedinte de rua, com os olhos brilhantes de uma criança que recebe um brinquedo, com a abstinência de um viciado, com a sede de um ébrio pelo primeiro gole do dia... Com o tesão da primeira foda... Viva...

Daqui dez anos você se lembrará desses dias com felicidade, mas hoje, sinto muito, esqueça!! A felicidade está sempre no passado...

1 de dezembro de 2010

As reticências no meio do nosso contexto...

Eu preciso de paz... Será que encontrarei paz nos teus braços? ... Tudo o que eu queria era dar paz a você, a paz que seus demônios não te deixam sentir ... Essa paz idealizada que sucumbe a qualquer falsidade ... Pena que meus olhos verdes não são os falsos que você procura ...
O caldeirão do inferno ferverá se você quiser ... O inferno será onde eu estiver ... Serei o demônio que dará a paz demoníaca de que você tanto precisa ... As unhas negras correrão pelas costas que estão carregando o mundo ... E a boca ... Ahh a boca ... Nada se compara ao que a boca lasciva e cheia de desejos pode fazer ... Um estouro pode ser pouco ... A champagne lubrica sairá dos poros ... Escorerá pelas pernas ... Tentando escapar do corpo ... Provocando delírios e espasmos ... O som de êxtase soará como lira aos aos ouvidos ... O gosto de suor será doce ... O seu cheiro ficará em mim e o meu em você ... Seremos uma mistura de nós e não será possível distinguir onde um começa e o outro termina ... O hibridismo da noite e do dia ... O entardecer ... Vermelho como as faces branquinhas ... O vampiro e sua vítima ... Serei sua sem receio ou pudor ... Farei com que você deseje mais e mais de mim, até o último gole do vinho ... sem convenções, nem copos ... Já degustou e de alguma forma já conhece o meu teor ... É o somelieur da alma ... Então embriague-se de mim ... Tudo o que é bom vicia ... Mas não tenha cuidado, não farei você sofrer a crise de abstinência ... Seus tremores serão outros ... Terão outra causa ... E a circunstância seremos nós ... Vou descobrir o meu gosto na sua boca ... Te mostrarei suas cores através de mim ... Toda ação provoca uma reação ... Falta movimento além das mãos ... Falta você em mim desafiando as leis da física ... Não tenha medo ... O único problema que pode me causar é eu não deixar você ir embora ...

30 de novembro de 2010

Correção gramatical.

Ele pediu sua ajuda com a correção de um artigo para a publicação em um jornal. Ela prontamente concordou em ajudá-lo e marcaram um horário compatível para os dois na biblioteca.
Quando ela iniciou a leitura, não conseguia concentrar-se no que lia, a presença dele era perturbadora, e em meio às regras de ortografia, ela imaginava cenas que não cabiam no contexto histórico do artigo.
_ E então, o que acha? Ele perguntou.
_ P-E-R-F-E-I-T-O! Ela respondeu à pergunta que ele não fez...Ele falava do texto, e ela falava dele...
Mas ele logo percebeu as intenções por trás dos óculos que camuflavam os olhos verdes lascivos, e a correção foi posta em segundo plano.
_ Olha só, aqui neste trecho, temos que modificar umas coisas...Primeiro, não se separa o sujeito da oração e o predicado por vírgula...
_ É mesmo, deixa eu ver, onde é?
_ Bem aqui _ Ela disse apontando a tela do notebook _ Retira essa vírgula daí...
Ele a olhou tão profundamente que ela sentiu-se ruborizar...
_ Então eu sou o sujeito, e você o predicado cheio de predicados...e esta mesa..._ ele empurrou a mesa e correu sua cadeira até ela, de modo que suas pernas ficaram entre as dele _ Esta mesa é a vírgula que está nos separando...
Trêmula e com o coração acelerado, ela cedeu aos carinhos que as mãos ousadas dele proporcionavam. As bocas se procuravam e procuravam mais que bocas, as carícias tornaram-se intensas e sensuais. Não se preocuparam com o local onde estavam, afinal qualquer um poderia entrar e flagrá-los aos beijos na mesa da biblioteca.
Vozes no corredor denunciaram o perigo e ele se afastou.
Voltaram à correção ofegantes e descompostos, camisa desabotoada, cintos soltos, zíperes abertos...Ela prosseguiu com a leitura do artigo, tendo uma mão que se movia e que não era a sua, estratégicamente pousada em sua perna na altura da coxa...
_ Tá vendo? Aqui...lê em voz alta o que você escreveu.
_ Hum, tá estranho isso né? Não foi isso que eu quis dizer na frase. O que tem de errado minha revisora predileta?
Ela sorriu e respondeu:
_ Se você concordar o verbo com o sujeito, o texto ganha coerência, fica coeso. Você não está usando os tempos corretamente. Ão é futuro e Am é passado...
_ Então o problema aqui é o tempo?
_ É sim. _ Disse fazendo as alterações necessárias. _ O verbo indica a ação do sujeito, então os dois têm que concordar quanto ao tempo utilizado...
_ E você concordaria com o sujeito aqui se ele te pedisse um tempo no futuro?
Ela sentiu-se ruborizar novamente e disse entre sorrisos e olhares tímidos:
_ Concordaria em gênero, número e grau.
Os olhos dele enxergavam seus desejos,e com sarcasmo e ironia na voz disse:
_ Vou com você pra onde não existam "vírgulas" nos separando, e te darei no presente algo pra se lembrar no futuro...
Ela concordou com um sorriso nos lábios e o desejo nos olhos pensando... "Uma correção ortográfica pode levar as pessoas a cometerem loucuras..." E o beijou novamente...mas esse beijo estava carregado de pontos de interrogação que seriam respondidos no tempo certo, sem pressa e sem receios...apenas desejos realizados.

28 de novembro de 2010

Quando será a "Noite da purga sangrenta"?

Vou mandar todos os meus demônios para o purgatório nesta noite e abrir espaço pra você. Vou me libertar deles e ser somente sua.
Quando eles forem expurgados estarei pronta pra gozar com a alma como eu quiser.
E eu quero agora! Quero como louca!
Como quem deseja sangrá-la e ver escorrer dela o sentimento de devassidão escondido. Vermelho e vivo. Tornando minha pele branca ruborizada e quente.
Um crime contra a minha humanidade que deixará de existir, será dizimada pelo meu desejo, atacada pelos dentes de um vampiro ébrio.
A sobriedade não tem lugar nesta noite, estaremos embriagados de vinho e luxúria, querendo a mesma coisa ao mesmo tempo, um anagrama de nós mesmos. A mistura do mesmo tornado diferente. A decomposição em linha reta de um poema antigo ou de uma música triste que traz melancolia aos momentos de solidão.
Quero sentir e quero sentido para o que sinto. Mais do que isso, quero ser sentida.
Farei uma festa no meu inferno que será a tua cama, a transformarei no jazigo do meu presente e ressuscitarei nela o meu passado, trarei das profundezas dela o gosto de você para lembrar do tempo que me tornei notívaga por sua causa. Das noites que te esperei, das que veio e das que não veio compartilhar comigo de momentos nossos.
Nesta noite serei expulsa de mim e me tornarei o que você é, sentirei o que você sentir, tornarei sua vida meu inferno e você meu único demônio serei dominada pela lascívia que você emana, e te farei perceber que o inferno é onde eu estiver, e que é lá que você deve estar para mim.

Parafraseando o Blue Bird


No meu coração existe uma Fênix. Ela morre todos os dias e renasce de suas cinzas a noite.

Ela é mais forte do que eu porque eu morro um pouco por dia...

A Fênix bem que tenta sair daqui, mas suas amarras não a permitem alçar vôos, então eu peço para que ela não fique triste.

Sei que ela está lá, e a deixo sair quando todos dormem, então ela voa pra longe do meu caos, e me permite acompanhá-la, vamos para onde a alma está...

Por isso não permito que as pessoas a vejam, me culpariam por aprisioná-la em mim e eu seria obrigada a abrir mão dela e dos vôos que fazemos juntas...

Quando ela se cansar de mim e se libertar, poderei então me sentir livre também...

Enquanto isso não acontece continuo usando máscaras durante o dia e a devassidão durante a noite.

Passei a noite com você.

A alma esteve nos pensamentos dele esta noite , nas suas lembranças...a cada copo, a cada tragada era nela que pensava, que lembrava...
Durante uma madrugada boêmia, cercado de amigos, era a ela que desejava, era a companhia dela que queria.
No banho, suas mãos percorreram os caminhos que as dele percorreriam, com maestria, com o conhecimento de quem percorre o mesmo caminho sempre, o caminho que conduz ao estado Dionisíaco, e a água levou embora o vinho de Baco que escorreu entre as pernas sentindo falta da boca dele...
Seu chamado é ouvido pois ele deixou as janelas abertas, ela o sente presente a cada tecla apertada, cada mesnsagem é como um beijo dado, e são tantas, que os beijos tornam-se mais intensos, mais fortes... Beijaram-se e sentiram-se a noite toda.
A alma pode senti-lo, consegue tocá-lo, e o deseja mais, como uma fera que deseja saciar a fome, a alma dilacera seu corpo, o cerca, o encurrala em seus devaneios mais devassos, torna-o vulnerável aos seus desejos, e ele os realiza, faz dela sua escrava, e com os joelhos doloridos ela pede clemência implorando submissa que ele sacie sua sede...Molhada de suor e êxtase, espera, sente... a presença daquele que transformará seus sonhos em fatos reais e sublimes...

27 de novembro de 2010

À pia repleta de louça...

Ela está lá esperando pelas mãos que te tocam e te sentem aqui, como se tocassem um violão que choraria tímido e maravilhosamente Evangeline para nossas almas, eu a sua e você a minha.
Restos se decompõem em mínimos múltiplos comuns nela, assim como mínimas e múltiplas são as chances dessa história não ser escrita.
Pra que enxergar o que se pode sentir, sentir é tudo!! Não há visão que supere o sentimento, o desejo, a vontade incontida, não é preciso ver, além de ver se enxerga com a alma e mostra-se isso...
Que seja em lençois de cetim, azuis como o céu, ou em cima da pia repleta de louça, o que importa é o que fazemos e como é feito, entre beijos e sussurros, entre mordidas e unhadas, sim porque as unhas não mais serão roídas, não haverá mais necessidade de abafar os gemidos causados...
E a pia continuará ali, repleta de louça, porque as mãos se esquecerão dela e lembrarão apenas de acariciar cada centímetro dele, como se tocasse cada acorde de Evangeline, linda, todos os movimentos serão para ele, os restos que sintam a decomposição e se multipliquem como os momentos que passaremos juntos em breve...

O mar


Às vezes paro para refletir se tudo o que se passa, tudo o que idealizo, tudo o que desejo, vale a pena; e respondo quase que instintivamente com as palavras de Fernando... o Pessoa..."Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

Se fosse fácil não teria graça não é mesmo?

A vida trata de nos fazer construir castelos onde jamais entraremos, e ela mesma se encarrega de destruí-los, tomada pela fúria que levanta as ondas mais devastadoras, lava a alma da alma, que continua seguindo seu caminho, pisando as areias fofas como se pudesse tocar o céu com as mãos... Mas lhe falta altura... A alma sente-se, e é ,insignificante diante do mar de possibilidades que se abre diante dos olhos dele...

Tão natural, tão simples, mas inatingível para ela... "...Oh mar!! Quanto de teu sal são lágrimas ..." Mas não há coisa ou fato ou até mesmo consequência, que desvie seu foco, ela quer tocar o céu com as mãos, e quando deixar de ser insignificante isso acontecerá. Então o sorriso se desenhará em seus lábios e tudo será único, pois seu maior segredo está em sentir, e sentir é tudo!

26 de novembro de 2010

É assim? Será?

O caldeirão da cozinha do inferno ferveu durante o dia e transbordou hoje à noite , trazendo consigo o odor da podridão.
Os rostos contorciam-se pelo olfato incomodado, as pessoas borbulhavam, transpiravam, as mãos tocavam os rostos em desespero... até que o alívio veio do céu em gotas frescas de água e fumaça.
Não foi dessa vez que tudo se incendiou... apenas a alma continua com uma brasa acesa nela, ardendo, mas nenhuma bunda serviu de arrimo ao desespero de um cacete mal amado de meia vida.
As latas cheiravam mal, cheiravam gente cozida em molho de sal e ácido úrico, as roupas úmidas, os cabelos crespos pingando creme, pés imersos em esgoto...tudo incomodava e ofuscava o brilho dos olhos verdes que buscavam alguém no meio da podridão, alguém que nunca está ali, que não cabe no cenário de horror do caldeirão.
Todos os que carregam o luto no corpo e a guerra nos pés atraem os olhos verdes, hoje pintados de negro como as unhas, por mais de uma vez, porque é assim que ela o imagina... O relance engana e frustra a alma, mas ela persiste e insiste em encontrar... e continua se frustrando porque ele nunca estará lá. Não como a alma o quer.
Olhares se cruzam, bocas proferem obscenidades à ela, e a alma segue seu caminho em busca de salvação.

24 de novembro de 2010

O êxtase

Sexo regado a leite condensado e chocolate com morangos, línguas excitadas que percorrem um caminho desconhecido como se conhecessem cada centímetro deles, vinho tinto e seco que provoca os sentidos deixando o corpo leve e a cabeça vazia, mãos que exploram e desenham paisagens lúbricas, bocas que se abrem e não dizem nada, olhos que se fecham e dizem tudo, calor, ardor, sensações molhadas que escorem pelos dedos ou nos cantos da boca que alterna seus movimentos entre mordidas, beijos e uma sucção leve e constante, fontes que jorram um líquido quente deliciosamente colocadas no lugar certo, em movimentos ritmados e sensuais, aguçando o desejo, a sede de sentir o calor, o gosto, o cheiro...Costas que se arqueiam em espasmos involuntários, pernas que se abrem e abraçam, querendo prolongar o momento...Gemidos abafados, travesseiros apertados... E por fim o torpor, a calma e a sensação de plenitude... dois corpos em um só.

23 de novembro de 2010

Misericórdia.

Todos seguem seu rumo desorientado em busca do nada, do caos...miseráveis dormem sob o céu negro acinzentado, banhados pela garoa que esfriou os caldeirões da cozinha do inferno.
A sinceridade das pessoas ao não olharem a sua volta é mais miserável ainda. Olhar pra que? Afinal a culpa não é de ninguém, é a vontade de Deus.
Quantos filhos de Maria estão deitados no chão frio agora? Quantas cruzes eles carregam?
Sacrifícios em prol da vida humana... "Jesus chorou porque o fizeram chorar"....a verdade nua e crua. Nua como uma vadia numa cama qualquer, crua como o desejo que ela sente.
Mentiras jogadas na cara de alguém que sempre acredita...vadias não desejam... recebem para dar prazer.
"Mais que abraçá-la, abraçou-se nela"... E ela o conduziu à perdição da alma. " Ele nunca quis os poderes que foram "gentilmente" concedidos por Deus".
Almas perdem-se em buracos escuros, em becos, em terrenos baldios, em esquinas, vendem-se por qualquer trocado para comprar uma fumaça que queima os neurônios que não funcionam e os que funcionam também, ou simplesmente para alimentar um corpo que a cabeça sequer sabe o que faz ali...
Até que chegue a hora de queimar no inferno.
Que se matem então! Comam um ao outro sem pudor nem desejo, apenas para satisfazer a necessidade do corpo, para saciar a fome.
A vida expulsa outras vidas, joga com dados viciados e na sorte ou azar se sente perfeita, mas não percebe que está caindo aos pedaços, perdendo seus dedos consumidos pela lepra...O piano tocado levemente eleva a mente e acalma o caos... Quem tocará piano pros miseráveis?
Não existe misericórdia na cozinha do inferno e Jesus morreu por essa podridão que existe ali.

22 de novembro de 2010

Onde está o perigo?

Tudo que é divertido é perigoso. Sky coaster, Bunggy Jump, Rapel, Rachas, Roleta russa, um pico, um pó branco, doses verdes, tudo é divertido, e tudo é perigoso...
O perigo instiga, seduz, nos faz querer saber o quão divertido aquilo pode ser, quanta adrenalina pode causar, quantas senseções diferentes, alucinógenas, que fervem o sangue, ruborizam as faces e explodem em erupção como um vulcão molhando as mãos que agem instintiva e mecânicamente.
Tudo excita e conduz ao labirinto de onde não se sai tão facilmente e onde pode-se ficar perdido por muito tempo. Perder-se no meio das pernas de alguém que te instiga, te excita, te conduz ao mundo de Dionísio, serve a Baco, te provoca e se oferece numa bandeja como uma taça de vinho... é perigoso?
O que é mais lascivo? A diversão, o perigo, ou a devassidão?
Perder-se no labirinto é experienciar a liberdade de estar sozinho junto de alguém, pois a sensação é solitária, só a conhece quem a sente, o outro conhece apenas a própria.

21 de novembro de 2010

Quando a vidraça está limpa enxergamos o outro lado!

A vidraça limpa nos permite enxergar dentro da alma e satisfazê-la por alguns momentos, provoca orgasmos, delírios, faz com que as as Mênades de Dionísio pareçam insignificantes diante de tanta volúpia.
Sempre que possível há que se limpar a vidraça... É incrível como tudo se transforma quando ela está limpa. Todas as pessoas podem ser vistas, todos os desejos são revelados através dela.
A alma se toca, se sente e faz sentir, se mostra nua, revelando-se, convidando, instigando à espera de um agora que demora...
Mas não há pressa, só desejo...
Sem pudor ou remorso provoca reações físicas comparadas ao estouro de uma champagne quente e lúbrica que escorre no canto da boca deixando uma sede ali.
Baco é seu deus e só à ele ela se prostra e caída de joelhos pede mais e, quando saciada, entrega-se aos braços de morfeu até que o succubus nela a desperte novamente, mais devassa ainda, em busca do que se alimentar...E basta olhar para o lado que o alvo de seus desejos mais lascivos se rende teso e termina com sua sede até o último gole...

20 de novembro de 2010

Somos nossos piores inimigos

A vida é breve demais para nos preocuparmos em sermos socialmente aceitáveis, sempre e nunca não existem...o que existe é o hoje, o agora, ...se não chover, se eu sair mais cedo, se der... não espero nada de ninguém , como dizia meu anjo, se esperasse de certo me decepcionaria...e de fato me decepciono. Espero demais das pessoas.
... Acredite, saiba esperar..., foi o conselho que uma amiga me deu hoje, ...eu acredito na transcendência...
É eu queria poder acreditar também, mas estou cética.
Só acredito no que vejo ou no que me provam, e o que eu vejo é um mundo sádico e nojento, uma vida podre e fétida... asco é só o que sinto por toda essa podridão que o mundo se tornou...essa imensa privada cheia de dejetos flutuando.
Pessoas dormem nas calçadas, meninas entregam-se nas ruas, em qualquer local escuro que dificulte a visão de longe, compartilham do momento com os ratos que saem dos esgotos e reviram o lixo em volta...
Homens se esfregam nas mulheres nos ônibus lotados..." Dá licença senhor... já gozou? Se não gozou anda mais rápido que eu desço no próximo ponto..." E as risadas ecoaram dentro da lata... é... a natureza humana assusta e a revolta causada na lata também... quem desceu foi ele, senão apanharia até morrer ...
É assim que tudo acontece na cozinha do inferno... queimam o pudor se masturbando em público com a ajuda de uma bunda no ônibus, queimam o dinheiro poluindo o próprio pulmão e arruinando o próprio fígado em qualquer copo, fervem suas almas entregando-a regada à vinho e recheada de filhos mortos de alguém em uma bandeja de prata no fundo de qualquer quintal para que a comam com agulhas de tricôt...
E a vida segue seu rumo, rindo da cara dos que ainda acreditam que exista paz em algum lugar perto daqui...