Pude ver o desejo nos olhos que me observavam entre uma linha e outra do jornal. Sentia as mãos me acariciarem e ouvia aquela voz carregada de tesão dizendo que me queria.
Prestei atenção a cada movimento de pernas, a cada gesto, ao franzir de cenho tão característico dele...
Percebi que nada do que fiz foi em vão, as fugas nas terças insanas, cometendo loucuras numa cama com ele o fizeram me sentir dele hoje novamente.
Percebi nos olhos e nas mãos descaradas na minha perna nua levantando o pouco vestido que a cobria por baixo da mesa rodeada de pessoas...
Quiz muito ceder, mas me contive, só ousei retribuir a carícia sob a mesa provocando reações físicas convidativas e evitando por alguns instantes que ele se levantasse.
O gesto com a cabeça me convidando pra sair como nas fugas anteriores foi entendido de pronto, afinal como esqueceria do nosso sinal, mas só aceitei a carona, o tempo... o tempo... nunca me dá um tempo, e se hoje eu não estivesse sem tempo, os beijos e as carícias lascivas no carro acabariam novamente na cama dele...
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