28 de novembro de 2010

Quando será a "Noite da purga sangrenta"?

Vou mandar todos os meus demônios para o purgatório nesta noite e abrir espaço pra você. Vou me libertar deles e ser somente sua.
Quando eles forem expurgados estarei pronta pra gozar com a alma como eu quiser.
E eu quero agora! Quero como louca!
Como quem deseja sangrá-la e ver escorrer dela o sentimento de devassidão escondido. Vermelho e vivo. Tornando minha pele branca ruborizada e quente.
Um crime contra a minha humanidade que deixará de existir, será dizimada pelo meu desejo, atacada pelos dentes de um vampiro ébrio.
A sobriedade não tem lugar nesta noite, estaremos embriagados de vinho e luxúria, querendo a mesma coisa ao mesmo tempo, um anagrama de nós mesmos. A mistura do mesmo tornado diferente. A decomposição em linha reta de um poema antigo ou de uma música triste que traz melancolia aos momentos de solidão.
Quero sentir e quero sentido para o que sinto. Mais do que isso, quero ser sentida.
Farei uma festa no meu inferno que será a tua cama, a transformarei no jazigo do meu presente e ressuscitarei nela o meu passado, trarei das profundezas dela o gosto de você para lembrar do tempo que me tornei notívaga por sua causa. Das noites que te esperei, das que veio e das que não veio compartilhar comigo de momentos nossos.
Nesta noite serei expulsa de mim e me tornarei o que você é, sentirei o que você sentir, tornarei sua vida meu inferno e você meu único demônio serei dominada pela lascívia que você emana, e te farei perceber que o inferno é onde eu estiver, e que é lá que você deve estar para mim.

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