27 de outubro de 2011

Imprevisível

As melhores coisas da vida são as imprevisiveis.
Se pudéssemos prever o futuro, não haveria mais futuro,
não existiria a surpresa, o acaso...
O mesmo acaso que nos uniu há tempos,
e que nos separa por enquanto...
O futuro tem de ser imprevisível!
Mas você continua; metamórfico e ambulante,
vai e volta como as vontades.
Se modifica e continua igual... Aqui.
Enquanto for Eterno... Dura!

E a criatura se volta contra o criador!

Ensina!!
Não ... Não passe teus conhecimentos adiante
Não faças da tua vida um instante
Não esqueças teus livros na estante...

Aprende!!
Só doi se o real existiu
Só ama se jamais se feriu
Só levanta se acaso caiu...

Esquece!!
O pássaro sempre voa
Um grito sempre ecoa
A vida nem sempre perdoa...

26 de outubro de 2011

Nem tudo é o que parece perfeito...

Perfeito existe?
Talvez exista um dia perfeito, um céu perfeito, um livro perfeito, um momento perfeito, mas não vai muito além disso.
Momentos;  estes sim são felizes e perfeitos, depois que passam num instante, se descobre que a felicidade e a perfeição são efêmeras. Duram apenas a fração do tempo de que se precisa daquela felicidade, daquele momento, nada mais.
A vida não é plena, feliz ou perfeita. Há os instantes dolorosos, tristes, difíceis, vazios, cinzas, chuvosos...
Trovoadas de decepção seguidas quase que momentâneamente de relâmpagos de euforia... A dicotomia da alma humana...
Quando se pensa que acabou, começa tudo de novo. Os mesmos sentimentos, a mesma ausência sempre presente, quanto mais se quer menos se tem... E segue fechado o tempo que não há mais.

11 de outubro de 2011

Apenas mais um sonho...

Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, foram feitas pra um dia darem certo!! Acredite... os sonhos não são eternos...
Entrei como se conhecesse cada centímetro do lugar, nenhuma palavra foi dita, nem mesmo um simples "oi", falávamos com os olhos. A espera finalmente chegava ao fim, deixei a bolsa ali mesmo no chão, na porta, me sentei na cama, descalcei as sandálias e você me pegou pelas pernas e me fez girar 90°... ahhh os ângulos... me deitou e se encaixou entre minhas pernas. Sua boca me percorreu o rosto, os olhos, a boca o pescoço, o colo... as mãos subiram por minhas pernas e os sons enfim começaram a fluir, entre os gemidos e os suspiros abafados não éramos mais que um. As roupas se misturaram no chão e os corpos se fundiram num êxtase alucinado cheio eternidade...
A pele eriçada pelo toque suave das mãos denunciava o delírio contido há tempos e o sentimento que pareceu adormecido enfim despertou, aflorou em jatos para dentro da fonte... Um recomeço o mesmo sentimento, os desejos  mais escondidos deram voz ao último suspiro de realização. Acordei sentindo seu gosto...

9 de outubro de 2011

(2)

E prosseguiu por um período sonhando em sentir aquilo que ambos desejavam, mas que só ela admitia.
O óbvio aconteceu, esfriou como uma sopa numa noite gelada, que nem se faz necessário soprar antes de sorver... Apenas um gole, um beijo, mas nada mais fez sentido a partir do último momento juntos.
Não existem culpados, nem mesmo o destino, que se mostrou cruel e traiçoeiro, pode ser responsabilizado pela partilha dos sonhos a dois sonhados por ela.
Tantos planos, tantas vontades, vinhos, pêssegos, chocolate, êxtase... Sentidos aguçados, pele eriçada, uma voz chamando no meio da escuridão produzida pelas sombras de sua vida. E nada mais existiu desde a última canção escondida num instrumento empoeirado, abandonado em qualquer canto do quarto, um violão sem acordes e as letras "a" faltando por conta de uma luva que aquecia as mãos.
Belas canções antigas e tristes compartilhadas em momentos de solidão, e uma nuvem de desejo pairando, sensível e sublime, além do seu alcance, bem acima do seu mal.
E o que tem pra hoje é uma espera, um suplício, ou até mesmo uma súplica de que o tempo se encarregue de fechar as chagas que este pseudo amor produziu... Por enquanto...

Maybe ... to be continued

7 de outubro de 2011

A ignorância do ser humano assusta.

Um homem visivelmente alcoolizado atravessava a rua fora da faixa para pedestres com o semáforo fechado para ele, uma freada absurda para que o atropelamento fosse evitado e um motorista desce de seu carro... Agride, derruba, bate, esmurra, espanca até o sangue escorrer daquela face amedrontada que nem sequer sabia o que estava acontecendo, não estava lúcido o suficiente nem ao menos para atinar que quase fora atropelado...
Tragédias ocorrem todos os dias, mas nem todos os dias eu as vejo...
Racional ou não? Animal...