27 de novembro de 2011

Parênteses

Você é a melhor coisa que eu (não) tive.
E eu sou a melhor coisa que você (não) teve.
Talvez isso mude ...
Ainda há tempo pra nós,
Num lugar não tão distante,
Um espaço cósmico para dois...
Vinho e Fada (Bomba!)
E um encontro cabalístico...
Eterno, etéreo (Explosão)
Radiante e radioativo.
Intuitiva  percepção.

Às almas desalmadas ... pela distância.

              I ntuição, percepção
                       N ão importa a definição.
                             V erdade ou não
                                     I nsana tentação
                                             N a digital imensidão,
                                                   O rientada desorientação
                                                     V ertendo sedução
                                              E xtinguindo a razão
                                      R asgando  a visão
                               I ntrincada da emoção
                       T ransformando em escuridão
               A luz no coração
     S ensível desolação...

25 de novembro de 2011

(3)

Bem conveniente... "A mão que afaga é a mesma que apedreja"...
É bem simples se achar sempre certo , não enxergar o ponto de vista alheio, não evoluir e não abrir mão das próprias convicções. Foi muito fácil julgar os erros que cometi, mas reconhecer as virtudes... ahh é outra história, um próximo episódio, talvez mais complexo que um poema de Augusto dos Anjos.
Ao invés de dar tanta importância ao que escrevo, por que não presta atenção ao que eu nunca cheguei a te dizer?
O que te convém é a zona de conforto, e fui eu quem tirou você dela, de algum modo...
Se manter fechado, enclausurado num "Eu" que você criou pra se defender do mundo é satisfatório pra você? Se manter apático e manter uma distância segura de mim te faz bem? Que seja assim então... Mas saiba que é muito fácil "excluir" meus vestígios, mas me apagar da memória talvez não seja. As pessoas permanecem e o que se diz e se prova com ações não tem volta.
Sabe, a gente se cansa de tatear no escuro às voltas com suposições, um dia você vai perceber que a imagem que vê refletida no espelho não passa de uma máscara, e que quando ela cair do teu rosto, a maquiagem que você criou para sua vida se desmanchará como sal na água e verterá pela sua realidade invisível.

7 de novembro de 2011

Eu

Sou companhia, mas posso ser solidão...
tranquilidade e inconstância,
pedra e coração.
Sou abraços, sorrisos,
ânimos, bom humor,
sarcasmos, preguiça e sono.
Reviro em cólicas
orgulhosa
achei que pudesse controlar
enfileirar memórias
escolher rostos
ponderar tolices...
Mas sou Eu
e não me basto!

6 de novembro de 2011

Afogo-me

Em lágrimas que não terão sua atenção
nem sequer saberás delas
a menos que me tenhas no coração

Em sonhos que serão esquecidos
no futuro embaralhado
em versos que não serão lidos

Nos livros e na leitura
a fiel companhia
na madrugada escura

Na saudade e na promessa
esquecida em um canto
da estação de quem tem pressa

Na tempestade que cai lá fora
chovendo dentro de mim
me tortura e me devora.

3 de novembro de 2011

Um brinde ao passado

Vinho!
Elixir dos deuses que me consumiu os sentidos tantas vezes e agora  faz companhia na solidão...
Hoje, nada mais faz sentido, o passado veio  assombrar na madrugada insone trazendo lembranças que deveriam ser esquecidas, deveriam estar perdidas num canto qualquer da estante junto do livro editado.
Lemnbranças que trouxeram  consigo o gosto do vinho... e a saudade de um tempo que não existe mais e que por força do "destino" ou da inconsequência de alguns atos, talvez não exista nunca.
Um brinde ao passado que  traz a saudade de tudo que não se viveu!
As lembranças ficam, os sentimentos permanecem, a saudade dura a eternidade das vidas passadas e futuras...

2 de novembro de 2011

Reio

Estive aí
Sei que estive
No seu mundo particular
Peculiar...
Permaneci
O tempo de perceber
Uma quimera almejada
Abandonada...
Morreu
No interior do Eu
Subjetiva e sufocada
desfocada...
A quimera
Feneceu  em descanso
No coração fechado
Para balanço!