3 de abril de 2016

Destino: Passado e Futuro

     


 Há linhas atrás, foi escrito que a moça bonita e sagaz de nome Felicidade, estava sempre com ele: o sr. Futuro.
      Caminhavam juntos numa harmoniosa sintonia, mas em algum instante, em algum ponto dessa caminhada, um dos dois tropeçou e ficou pra trás... Ela, dona de riso fácil e despreocupada, não notou a pedra de tropeço em seu caminho.
      Foi nesse instante que a madame Destino interferiu e a colocou na direção oposta, pela qual ela nunca mais alcançaria seu alvo principal, seu companheiro ideal...
      Quando a Felicidade percebeu a manobra da madame Destino, teve de fazer uma escolha: Voltar e ficar com o sr. Passado ou seguir incansavelmente o sr. Futuro.
      Sucumbiu, então, às vontades maquiavélicas arquitetadas pela madame Destino, voltou ao Passado e deixou que ela, a obstinada e predestinada,  seguisse com o Futuro, aliás, esse sempre foi o plano: Felicidade e Passado, Destino e Futuro.
      Desde então, em alguns momentos, Madame Destino se descuida e abre uma brecha, quando isso ocorre, Futuro tenta se encontrar com Felicidade, mas o guardião do Tempo, um senhor forte e mediador chamado Presente, só deixa Felicidade observar Futuro de longe e ela nunca chega até ele...
      A culpa dos desencontros não é da Madame Destino, não a julguem mal; é da própria Felicidade, que quando teve a oportunidade de se lançar ao Futuro, acovardou-se e preferiu permanecer ali, no seu mundinho peculiar e pacato, no qual nada muda e nem mesmo Segundos, Minutos e Horas, os guerreiros que tentam incansavelmente encontrá-la, sabem aonde fica.

2 de abril de 2016

Desejo e Desabafo




Ainda existe uma vontade absurda
de beijar a sua boca...
Não numa relação, ou coisa assim,
mas como uma redenção da história,
 por não o ter feito quando deveria.
 É um motivo justo, mas não me faz merecer...  
Muita coisa aconteceu 
e o meu momento passou.
Não me veja como arrogante,
apenas curiosa.
É uma vontade unilateral?
A vontade é subjetiva,
mas não estou tratando com a poesia,
e sim com o poeta;
num tempo que se chama hoje,
onde a poesia e o poeta se fundem
quando se trata das vontades,
mas não se confundem...
Te beijaria se fosse poesia
e te beijo se for o poeta...
é o sabor que tem o maior peso;
e este é o mesmo,
tanto na poesia, quanto no poeta.
Sinto vontade do seu beijo...
é unilateral, inevitável e deliciosa.
Desejo sua boca na minha
sem traumas ou tramas.
É vontade nua e crua,
é desejo e desabafo!