Não há nada que valha a pena escrever, nada que melhore o dia, nada que conforte a alma e os olhos verdes mais velhos do que aparentam.
Olhos que dizem e traduzem o sentimento, que transbordam, tornando-se um oceano verde e profundo que liquidificam a dor contida neles.
As palavras se tornam paliativas, mas não não resolvem o problema, que como um tumor vai se enraizando e crescendo, tomando proporções irremediáveis.
Folhas se amontoam rasuradas e amassadas, tendo como destino o saco preto lá fora. As palavras morrem e como tudo o que morre, têm um saco preto para si e depois um buraco onde se descansa em paz...
A paz... Não passa de uma pomba branca de asas tolhidas que podemos alcançar sem esforço, pois, ela não voa mais; mas conquistá-la e fazê-la comer nas mãos é bem mais complicado. Impossível para alguns . E a dor continua se esvaindo pelos olhos e leva consigo o resto do sentimento que um dia se chamou amor e que hoje não é mais do que um passado distante.
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