Eu aprendi a ser forte.
Isso é um fato, mas isso aconteceu somente quando ser forte se tornou minha única alternativa, quando me vi sozinha com uma menininha de 3 anos pra cuidar,quando tive que matar a primeira barata voadora da minha vida (essa parte só entende quem tbm tem pavor debarata voadora), quando descobri que entrar na faculdade era fácil, mas sair dela formada e capacitada ,nem tanto; e abandonei o curso na fundação...
Quando tomei de vez as rédeas da minha vida e deixei a casa da minha mãe pela segunda vez, quando meu mundo passou a girar em torno de um amor impossível e Mau, e a maior lição de todas aconteceu quando descobri que os "amigos" se afastam quando você mais precisa deles...
7 de abril de 2012
5 de abril de 2012
Insone...
As horas passam sem sentido, enquanto eu ando pela casa de um lado para o outro, lembrando dos fracassos,dos acertos, das rejeições, e de tudo aquilo que jamais contaria orgulhosa numa roda de amigos.
Meu desejo hoje era ser surpreendida. É estranho quando a gente escuta que alguém não dormiu a noite inteira, é cansativo quando ninguém escuta que você não dormiu a noite inteira, afinal a noite foi feita para dormir...
A insônia talvez seja uma voz que tenta fazer você acordar, mesmo que sua alma precise de descanso. Passei a noite em claro, pensando se eu fiz as coisas certas, se sempre agi da melhor maneira e não conclui nada, mas saber que ainda tenho dúvidas, que não me sinto absoluta, que me deixou ainda mais acordada: ainda tenho o que aprender, ainda preciso evoluir. Entretanto eu não dormi a noite inteira e não vai ser agora que vou voltar a sonhar acordada. A vida não é como se sonha. Nem toda noite tem sono, nem todo sono tem sonho, nem todo sonho vem com o sono, nem toda escolha é fácil. E eu já sabia que seria assim quando escolhi tentar ser um pouco mais feliz. O nome é felicidade, não facilidade. Hoje, eu não dormi, mas o mundo trouxe um novo dia. A vida continua sem mim, ela não me espera dormir... E enquanto eu não dormia, abri a janela e olhei para as estrelas e fiz delas meu exemplo. As estrelas um dia morrem, no entanto, a luz delas continua sendo vista, viajando e levando luz pelas galáxias. Concluí que elas são como o amor. O Amor, sim, o Amor em maiúscula, personificado, este é como as estrelas; se for verdadeiro, não importa a distância, não importa o tempo, mesmo após o fim ainda brilha e ilumina, ainda viaja pelo mundo levando novos sonhos a corações apaixonados, a corações desesperançosos, a corações que brilham, mesmo quando deixam de bater.
4 de abril de 2012
Acostuma-te à lama que te espera!
Ou a incrível falta que fazem as coisas que nos faltam... 

Trabalhar o desapego e ter de seguir em frente sem a antiga zona de conforto; a rotina: casa - trabalho - estudo. Na falta de um, parece que tudo falta, até mesmo o que não fazia falta torna-se relevante.
Pessoas, amigos ou não, a coxinha da cantina, a coca-cola e o cigarro do intervalo, o bicicletário, as intermináveis conversas, as brigas por "patadas" muitas vezes impensadas...
O companheirismo, as diferenças, as brincadeiras, as palhaçadas...
Clarice escreveu:
"Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro..."
E agora André? Hoje sentimos falta dessa fase,amanhã sentiremos de outra e depois de outras e assim a vida segue. O que não pode acontecer é ficarmos esperando o tempo voltar, ele não volta...
Aproveitamos, brincamos, brigamos, falamos e fizemos coisas inimagináveis, nos tornamos melhores em alguns aspectos e piores em outros...
Talvez céticos, talvez mais maduros, mas com toda a certeza que me cabe, nós nos transformamos sim, em outras pessoas.
Sua "máscara" caiu ao escrever poesia enquanto a minha máscara surgiu fazendo a mesma coisa...
Podemos dizer que hoje nos mostramos diferentes para as pessoas que nos criticavam, o engraçadinho que não queria nada com nada e a nerd que sempre sabia de tudo juntos se completaram e formaram a melhor dupla da sala... companheiros, cúmplices, e acima de tudo, AMIGOS!
Como é bom saber que mesmo com a distância, ou a falta de tempo podemos nos considerar pessoas sortudas e felizes já que encontramos numa sucessão de dias, horas e momentos, amigos inesquecíveis, e podemos afirmar com plena certeza que guardaremos em nossa lembrança todo e qualquer acontecimento vivido dos tempos da facul, época de preocupações, de “grandes dilemas” como: “Que será que vai constar na prova” ou “Como provar que o Bentinho é gay?”. Esses instantes deixaram de existir, mas as lembranças da nossa boa amizade permanecem no íntimo de cada um de nós.
Alguns amigos na nossa vida passam mesmo sendo insubstituíveis, mas esses amigos nunca nos deixam completamente sós, porque acabam deixando um pouco deles e levam um pouquinho de nós, e isso mostra que nada na vida nada é por acaso, não é destino, nem estava escrito. É fato! E quando há fatos não há argumentos...
Meu amigo inesquecível que tenhas sempre essa força de vontade e coragem para desafiar o mundo e vencer os obstáculos da vida...
A minha amizade é a mais sincera prova de que você nunca estará sozinho em sua vida, por mais que as coisas estejam ruins para o seu lado, estarei sempre aqui.
30 de março de 2012
O desgoverno que me governa
Nau à deriva.
É assim que me sinto, sem direção,com o leme rodando como um cata-vento.
Como um ponteiro que não marca hora nenhuma, tempo nenhum;
nem para começar, nem para terminar.
Sem tempo de sentir nada, de fazer nada por mim...
Sem vontades ou desejos, sem angústias ou temores.
Sem inspiração, sem palavras, sem nada que valha à pena.
Desgovernada,
ou governada pelo vazio de não sentir mais nada.
Apenas um vestígio do que fui um dia,
de embarcação ao leo, me transformei
num mero barquinho de papel...
Em contato com o mar real me desmancho;
e então me acabo!
É assim que me sinto, sem direção,com o leme rodando como um cata-vento.
Como um ponteiro que não marca hora nenhuma, tempo nenhum;
nem para começar, nem para terminar.
Sem tempo de sentir nada, de fazer nada por mim...
Sem vontades ou desejos, sem angústias ou temores.
Sem inspiração, sem palavras, sem nada que valha à pena.
Desgovernada,
ou governada pelo vazio de não sentir mais nada.
Apenas um vestígio do que fui um dia,
de embarcação ao leo, me transformei
num mero barquinho de papel...
Em contato com o mar real me desmancho;
e então me acabo!
16 de março de 2012
Um quadro ou auto-retrato...
Engana-se quem pensa que sou uma...
Sou várias,
nunca sei quem vou acordar amanhã,
como serei...
Sei quem fui pra você,
ou talvez não saiba,
sei quem quero ser pra você...
Realidade.
Nada pintado, estigmatizado
forjado como ferro no fogo...
Algo calmo,
denso, intenso,
fonte dos desejos mais insanos,
o norte da bússola,
o porto, a chegada...
Sou várias,
nunca sei quem vou acordar amanhã,
como serei...
Sei quem fui pra você,
ou talvez não saiba,
sei quem quero ser pra você...
Realidade.
Nada pintado, estigmatizado
forjado como ferro no fogo...
Algo calmo,
denso, intenso,
fonte dos desejos mais insanos,
o norte da bússola,
o porto, a chegada...
Em outra vida?
Eu espero...
Não vou morrer em paz,
vou virar alma penada...
2 de março de 2012
Sentir é o que menos importa.
Engana-se quem pensa que chorar faz bem.
O choro, ao invés de desaguar as mágoas, represa os sentimentos mais escondidos, mantendo-os alí, esperançosos de um dia poderem sair e finalmente renascer das próprias cinzas, tal qual uma fenix incandescente e intensa.
Cada uma dessas lágrimas que teimam em rolar pela face, confundindo-se com as gotas da chuva que lava a alma; fere como uma punhalada certeira e dolorida no coração, que de repente, não passa de uma bomba para que não se venha à óbito.
Insensato, incoerente, inconsequente, não importa...
A única coisa que realmente faz diferença, é que ele existe e teima em doer...
Um simples coração, que machuca e faz sofrer quem o mantém dentro de si, ainda que alheia à própria vontade, afinal, não se manda no que se sente, apenas se sente; e na altura em que estão os acontecimentos,sentir é o que menos importa.
O choro, ao invés de desaguar as mágoas, represa os sentimentos mais escondidos, mantendo-os alí, esperançosos de um dia poderem sair e finalmente renascer das próprias cinzas, tal qual uma fenix incandescente e intensa.
Cada uma dessas lágrimas que teimam em rolar pela face, confundindo-se com as gotas da chuva que lava a alma; fere como uma punhalada certeira e dolorida no coração, que de repente, não passa de uma bomba para que não se venha à óbito.
Insensato, incoerente, inconsequente, não importa...
A única coisa que realmente faz diferença, é que ele existe e teima em doer...
Um simples coração, que machuca e faz sofrer quem o mantém dentro de si, ainda que alheia à própria vontade, afinal, não se manda no que se sente, apenas se sente; e na altura em que estão os acontecimentos,sentir é o que menos importa.
20 de fevereiro de 2012
Reflexões tardias sobre você.
Você é o mediano, o vulgar, sem expressividade, é o estagnado, aquele que se acomodou dentro de seus limites estreitos e que, ainda assim, acredita estar um passo à frente dos mortais.
É negligente, mas crê que sua postura diante da vida e das outras pessoas é a ideal, pois “a seu ver” é dessa forma que se coloca em vantagem. Julga-se um excelente observador, mas é completamente inábil neste aspecto
É aquele que se acha crítico, mas é alienado, pois enquanto critica a mim, o meu trabalho, as minhas atitudes, não percebe (ou se recusa a perceber) que sua vida, seu trabalho e suas atitudes são, no mínimo, improdutivas, estéreis.
Acredita que o conhecimento é, não um bem comum, mas algo que pode ser apropriado (unicamente por você) e que existe uma verdade única, absoluta, inquestionável.A sua. Faz isso porque tem preguiça de refletir, de debater, de questionar e quando tenta agir desta forma fracassa, pois é intelectualmente limitado e não consegue elaborar argumentos consistentes que sustentem suas afirmações.
Cria para si uma realidade paralela, na qual todos lhe são inferiores e subordinados. Usa isso como mecanismo para sentir-se mais capaz e disposto. Isolado nessa ilusão, não sabe lidar com as frustrações do mundo real.
Não consegue ser diplomático, é autoritário, forja uma autoridade que não possui, ou se faz valer da de amigos e conhecidos, para se impor sobre os demais; possui recursos culturais, mas não sabe fazer bom uso deles.
Enxerga a arte e a literatura como artefatos estáticos, inertes, meros adornos que servem para rebuscar a sua pseudo-erudição. É incapaz de explorar as entrelinhas, pois a sua visão é superficial, está presa ao óbvio e recrimina aqueles que têm um raciocínio independente, acreditando que o fato de não aceitar suas análises impedirá o desenvolvimento de suas reflexões.
Julga-se completo, acha que ninguém tem nada de bom para lhe oferecer, pois tudo o que existe de proveitoso já está contido em você. E dessa forma se torna vazio, sem conteúdo, infértil. Age como se o respeito fosse unilateral, exigindo de todos e não dando a ninguém. É arrogante, presunçoso e soberbo, o que só revela sua fragilidade e seu desequilíbrio.
Em última análise, um fracassado. Mas seu fracasso não é material, é subjetivo, interior e se exterioriza através de suas atitudes mesquinhas, de usa cupidez. Fecha-se em uma redoma de arrogância e acaba condenando-se a um estado de ignorância provocado não pela falta de acesso ou por condições precárias de sobrevivência, mas pela opção por uma vida pequena e vulgar. Acredita ser superior, mas se esquece de que está cada vez mais imerso na vala comum da pobreza intelectual, espiritual e emocional.
No mais, Boa sorte.
17 de fevereiro de 2012
Absorta.
É inevitável pensar em você...
Em mais uma noite dessas; que passa isolada.
Resto-me perdida em pensamentos
E tento, em vão,
Abraçar as lembranças do tempo que se alonga...
É nesta nostalgia de pensamentos, que me derramo em saudades,
Que recordo quem fui
Que consigo olhar para trás e me orgulhar;
Não dos passos que dei,
Nem de todos os caminhos que percorri,
Mas de quem eu sou hoje.
Tenho consciência de que poderia ter dado mais de mim.
Poderia ter feito muito mais em alguns momentos.
Simplesmente me sentei, parei
Permiti-me ver a vida sem pressa.
E foi sem essa pressa
Que nunca alcancei o desejo que meu corpo ambicionou,
Que a minha alma sonhou.
Foi sem essa mesma pressa
Que não parti deste lugar onde fiquei
Sentindo o afago das palavras que me disse
E que ainda hoje me ajudam a perceber
Que a vida é um como um simples pedaço de papel
Repleto de poesias... Porque o pensamento é eterno.
9 de fevereiro de 2012
Às vezes não é sempre.
Não entende o porquê de sentir
Apenas se permite sentir...
Segue na contramão
Distribui sorrisos
Enquanto lágrimas saltam aos olhos
Lavando a alma
Libertando o coração
Às vezes a solidão satisfaz, em outras sacrifica...
Às vezes tudo é nublado, em outras faz clarear...
Às vezes tudo é nublado, em outras faz clarear...
É tudo tão intenso e incerto!
Inexplicável...
Inexplicável...
Às vezes precisa abster-se de sentir
Isso dói... Corrói...
Então se entrega
Então se entrega
Mostra-se
Permite-se
Sente
Existe
Se refaz
Renasce!
8 de fevereiro de 2012
Delírios
Quem sou eu?
O que quero?
O espelho me mostra tantas...
O que quero?
O espelho me mostra tantas...
E ao mesmo tempo, nenhuma.
Quero o tudo, quero o nada.
Procuro-me aqui, ali...
Quero o tudo, quero o nada.
Procuro-me aqui, ali...
Não me encontro.
Onde me encontrarei?
Talvez na imensidão do meu eu.
Onde me encontrarei?
Talvez na imensidão do meu eu.
Talvez esteja lá
Perdida
Dormindo
É... Talvez esteja lá!
Perdida
Dormindo
É... Talvez esteja lá!
5 de fevereiro de 2012
Vazia.
uma vontade de chorar...
Uma dor que não é física.
O que a consome hoje não tem nome,
nem sentido, muito menos um significado.
Ela simplesmente vaga por caminhos que,
apesar de conhecer,
lhe parecem tortuosos demais
e a dilaceram minuto a minuto.
Tudo parece perfeito aos olhos alheios,
tudo caminha tranquilamente
por lugar nenhum e já não há mais caminhos a seguir.
Mantém-se estática em meio ao tempo
que se arrasta em direção ao nada
perto ou longe daqui.
Não resta nada além de cacos
no entorno do que deveria ser sua vida
vazia, seca... Oca.
3 de fevereiro de 2012
Janela Virtual
Vou abrir as janelas
do meu computador!
Entre!
Traga-me
Este delicioso sorrir
Estes seus sons que não ouço há tempos!
Diga-me
Suas histórias de idade, de viagens...
Eu não posso olhar em seus olhos,
Mas eu sei sentir seus olhos,
E suas palavras
Siga em frente
No meu coração.
O mundo parece tão pequeno
Por trás desta rede!
E você só,
Eu não sei onde...
Sem passaporte,
Você cruza a fronteira,
O limite do impossível,
E traz paz e consolo,
Uma palavra, uma paga
E belas flores
Sem perfume,
Mas isso é um bálsamo
Para a alma ...
Vou abrir as janelas
do meu computador!
Entre!
Traga-me
Este delicioso sorrir
Estes seus sons que não ouço há tempos!
Diga-me
Suas histórias de idade, de viagens...
Eu não posso olhar em seus olhos,
Mas eu sei sentir seus olhos,
E suas palavras
Siga em frente
No meu coração.
O mundo parece tão pequeno
Por trás desta rede!
E você só,
Eu não sei onde...
Sem passaporte,
Você cruza a fronteira,
O limite do impossível,
E traz paz e consolo,
Uma palavra, uma paga
E belas flores
Sem perfume,
Mas isso é um bálsamo
Para a alma ...
Vou abrir as janelas
Assim, você pode entrar! ...
Tomar um café
Contar-me sobre você,
Permitir-me rir o seu riso
E deixar-me enxugar suas lágrimas,
Se necessário.
Você não é apenas um nome
Escondido atrás de uma arroba,
Você tem uma alma
E asas,
Como os anjos de verdade ...
Você tem um "eu"
Que precisa e deve ser respeitado,
Que precisa ser amado.
Do virtual à realidade...
Meu café não tem sabor
E meu bolo também,
Quando eles são virtuais.
Mas meu carinho
E meu amor
São, em toda a rede
Tudo o que tenho de mais real.
Assim! ...
Sem bater!
Sente-se!
Há bolo, café,
E carinhos,
Apenas esperando por você
Por trás dessa tela de computador...
Tomar um café
Contar-me sobre você,
Permitir-me rir o seu riso
E deixar-me enxugar suas lágrimas,
Se necessário.
Você não é apenas um nome
Escondido atrás de uma arroba,
Você tem uma alma
E asas,
Como os anjos de verdade ...
Você tem um "eu"
Que precisa e deve ser respeitado,
Que precisa ser amado.
Do virtual à realidade...
Meu café não tem sabor
E meu bolo também,
Quando eles são virtuais.
Mas meu carinho
E meu amor
São, em toda a rede
Tudo o que tenho de mais real.
Assim! ...
Sem bater!
Sente-se!
Há bolo, café,
E carinhos,
Apenas esperando por você
Por trás dessa tela de computador...
29 de janeiro de 2012
Talvez...
e aí talvez as palavras fluam de mim
como as lágrimas que teimam em rolar.
Talvez a noite que vive em meus dias se dissipe ainda,
e aí talvez o sol brilhe em meus olhos como nunca antes.
Talvez os minutos que se arrastam acelerem,
e aí talvez durem apenas
os sessenta segundos que deveriam.
Talvez o tempo, que é longo demais sem você, se acabe,
e aí talvez eu possa enfim, apenas dormir à noite
sem o fantasma que assombra minha alma.
Talvez a solidão se canse de mim,
e aí talvez eu sinta a presença que espero
há tanto. A ausência do sentir.
19 de janeiro de 2012
O meu lugar está em mim.
Por um caminho sem volta e irrecuperável
O que passou não faz mais sentido
O que está por vir ainda é segredo
Quisera poder fugir
Para onde não hovesse tristezaSilêncio
Decepção
Dor
Onde a saudade
Não me pusesse as garras
Onde a alma se libertasse
Das amarras
Um lugar onde as lembranças
Não fizessem diferença
E onde não existisse a descrença
De que o lugar existe
Distante
Inatingível
Alheio
Dentro de mim
Intacto
Inexplorado
Inacessível
Coração!
16 de janeiro de 2012
Sem tempo
Fez-se a hora dos horrores
Murchas e caídas como a vida dos miseráveis
Fenecem no caos das ruas molhadas pela chuva
Ouvindo o grito sonoro da escuridão.
Badaladas de tempos em tempos
Sinalizando o fim...
Pela janela vejo passar o tempo
Quanto tempo?
O tempo que ainda há em mim...
14 de janeiro de 2012
Eu Nulo.
Caminho no dia claro.
A luz não mais incomoda ou afugenta.
Emocional e intensa
Confusa e desorganizada
Borderline...
Me deixe sangrando!
O vazio e o tédio persistem
as sombras voltam...
7 de janeiro de 2012
Os companheiros que fazem minha solidão feliz...
a fumaça que me mata aos poucos,
os livros... Todos dentro de mim.
Buscando aliviar a dor
que antes era bem vinda e agora
não passa de dor,
caminho quieta no escuro,
página após página,
linha após linha,
nesse emaranhado no sense
que se agrupa em capítulos de mim...
Sem um fim,
o livro permanece fechado.
Um dia quando quiser me ler,
quem sabe eu me abra,
afinal, livros e olhos fechados nunca dizem nada.
4 de janeiro de 2012
Não é preciso estar só para sentir... Solidão.
Niilista demais
Estou, sou e me sinto só
Ainda que cercada de gente por todos os lados
Não passo de uma ilha.
Gostaria de ter algumas verdades
Mas hoje me sinto ignorante sobre tudo.
Onde está a verdadeira poesia das coisas
Lá está minha alma
Dilacerada em versos metrificados
Presos por decassílabos malditos
Que se transformaram em grilhões.
Solitária, a canção não é mais ouvida
Ausente, o coração não é mais sentido
Imenso, o mundo me amedronta
Mas o perigo me instiga.
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