29 de julho de 2011

saudade...

Que saudade é essa que sinto?
De mergulhar nos teus olhos
E me perder no infinito

Que vazio me consome!
Ecoa o grito de minh’alma
A clamar por teu nome

Por entre lembranças
Vaga minha mente
Do sabor do teu beijo
Do teu abraço quente

Saudade
É o que resta agora
O desejo que você volte
Uma esperança que me consola

Meu reino...

No reino da saudade
O mar é como os olhos
Profundos e verdes
No reino da saudade
Não há os lábios
Para matar a sede
O vento sopra frio
E não há os braços
Para aquecer
No reino da saudade
Passo meus dias
A procurar por você 

28 de julho de 2011

Vazio da Alma vazia.

Foi vedado a Ela o direito de sonhar, já não imagina, já não visualiza, já não sabe mais se quer sentir saudades... Percebe que a cada dia a distância aumenta, e a culpa e sempre das oportunidades.
O caldeirão do inferno não tem mais a mesma graça sem o motivo para falar, a ausência e a distância sempre causam sofrimento, e agora a distância ficou um pouco maior... Não são mais apenas dez minutos, jamais será a mesma coisa, nunca mais terá um gosto para recordar, não terá mais seus braços e o olhar apaixonante a fitando, não sonhará mais.
Basta!
O amor, assim como a dor, inevitavelmente tende a ser substituído por algo mais excitante... Quando passa-se a enxergar o que não se quer ver, deve-se procurar estar presente nas vidas e nos sonhos dos que desejam isso.
Insistir não é mais viável. Retiradas estratégicas sempre são as melhores saídas para que o sofrimento da "perda" seja menor.
Quando sentir falta do carinho, não se acanhe, busque pela presença.Vá de encontro à saudade e a açoite com a mesma vontade demonstrada com os beijos da noite da prova...

27 de julho de 2011

POESIA

P elas mãos de um anjo
O s céus se abrem
E strelas sucumbem
S ozinhas no breu
I gnoradas e solitárias
A mam.

Inevitável

O que sai da boca é o que mais machuca. Palavras vão direto ao coração, atingem a alma e por mais que se peça desculpas ou que se tente desculpar, nunca mais é a mesma coisa. O que se quebra não se conserta, mesmo que se remende, que se cole, ficam os vestígios do "acidente", provando que houve uma "emenda" ali.
As certezas se desfazem, e se refazem na velocidade da luz, voam e se desmancham na imensidão de um firmamento imaginado de uma forma e concretizado de outra totalmente diferente.
A dor é tanta que causa náuseas, sufoca e queima o peito. O orgulho, por mais que grite, não se faz ouvir, e o nome desse sentimento é amor.
A imagem concretizada surpreendeu, o primeiro impacto foi alucinante, realmente não era o esperado, esperava menos, mas a felicidade durou pouco tempo.
Por causa de uma promessa, manteve a palavra acreditando que seria em vão, mesmo assim a palavra foi mantida e o alívio veio em gotas, como uma chuva rápida que refresca o solo árido de um coração que ficou seco por um tempo.
Palavras novamente, agora mútuas, promessas da lembrança do quanto se é importante, terminaram com um ciclo de tristeza e incerteza, acabando por trazer recordações e certezas  de que não se pode definitivamente evitar a dor, ou o que quer que seja. É inevitável...

Rosa dos ventos...

Nem tudo parece ser como realmente é. Algumas coisas ainda estão em desordem.
Há um frenesi de corpos e bocas, mas não há os corpos e bocas. Não há ninguém aqui. Apenas uma alma perdida e sozinha, como uma rosa dos ventos que não sabe pra qual lado apontar, uma bússola quebrada, sem norte.
Que direção me leva até você?

17 de julho de 2011

Psicodelícia


Sinapse de neurônios psicodélicos e coloridos na tela do computador. Um líquido verde e delicioso se fazendo presente em mim, nada além de uma combinação perfeita, harmônica e inebriante!
Uma dose dos meus olhos, com gelo ou sem, à escolha... Brilha!! Intensa, fascina e transforma tudo em volta num  verde anis profundo como o mar, quente causa torpor e calma, depois euforia.
Uma fada aparece e se mete entre você e seus demônios...
Eu quero mesmo é que tudo exploda. E que seja luminosa, a explosão, que ecoe pelos quarteirões e faça tremer teus vidros, quebrar tuas janelas. Que perturbe teu sono e te faça ir pra rua pra ver o que aconteceu.
Você não vai me encontrar lá. Eu não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre. Eu sou o acidente, e eu sou grave.
Estou Grave... Estou em você e você sequer percebe, não tem noção da gravidade de mim, e da urgência que sou.

15 de julho de 2011

Nada.

Algumas vezes eu preciso de outros prazeres,de razões para sobreviver,ou para existir.
Mas eu permaneço só em meus pensamentos.
Meu universo está fechado para todo o sempre. Eu te amei 
Somente o ruído me compreende e me mostra a minha vida.
Além das minhas lágrimas.
Que fluem,há o meu coração.
Que espera pela luz.
Queria apenas perder devagar qualquer noção de vida...
 E deslizar lentamente no esquecimento... 
Queria que  a sombra que eu sou desaparecesse finalmente no nada
que eu sou. 
Desaparecesse.
Finalmente no nada...

Experiência... Que venha!!

Passou, o dia terminou e a noite vem chegando mansa, tranquila, calada como o breu que a acompanha...
O que se comemora nos aniversários? Mais um ano que se viveu, mais uma primavera completada, mais uma linha de expressão... que expressa o quê?
Mágoas, dores, rancores, algemas, delírios, lágrimas...
A festa??
Ahh a festa, se eu pudesse escolher onde seria , não estaria muito longe daqui, desse mundinho, das quatro paredes que agora me cercam, inertes como eu.
Festejo sim, mais um ano, mais uma primavera, a sabedoria e o conhecimento que esse ano me proporcionou, as dores que esse ano causou, as lágrimas que foram derramadas durante esse ano que passou pra mim, pois aprendi muito com elas também.
Começo agora um ano a mais, uma nova primavera, na qual sempre é inverno e frio.
Que me trará mais lágrimas, mais dores, mais dissabores e a esperança de que ele se complete e de que eu escreva sobre ele daqui um ano, com mais um ano de experiência...

14 de julho de 2011

Verbo...


não verbaliza,
não gesticula,
não ouve,
ou não quer,
não sabe,aprender
pra que?sentir
o que? nada,
tudo, antes e agora.
Amanhã? Não dá...
o verbo é já!

13 de julho de 2011

Sabores.

A herdeira que segue estrela principal da própria história é só mais uma puta que vive de migalhas do amor ofertado e pago às putas de fora, num caldeirão que queima toda a lucidez e a onde a indiferença é o tempero do prato principal.
A necessidade do corpo e a ausência de si mesma nele, dão o toque final ao sarcástico e cômico menu de sua vida...
Com o que saciar a fome?Com o que é oferecido em casa ou com o que tem para comprar fora?
Ás vezes o que se compra fora é mais saboroso, pode ter mais gosto, um sabor diferente,o sabor de lascívia e luxúria que não há mais ali. Não é um ato condenável, é a lei da oferta e da procura.
Porém, seu tempero é totalmente diferente, com direito a iguarias e especiarias das mais variadas, tudo servido com vontade e devassidão, nada de muito sal para não reter líquidos que se bebem direto na fonte, ou de temperos picantes, para não disfarçar o sabor quente do prato.
A entrada, mais leve e suave, deixa o apetite mais aguçado e depois do prato principal a sobremesa dá um toque final ao espetáculo gastronômico que sabe criar, algo inusitado a base de chocolate, tudo servido com vontade e acompanhado de vinho tinto e seco.
Inacabados, alguns pratos ficaram pela metade, não por falta de fome, mas por falta de tempo, e por culpa de  uma vontade insana que dá e passa.
Entender o que? Não há o que entender, há o que saborear, e um gosto ficou, um sabor de vontade, de desejo, que aguçou o apetite e aumentou a sede, mas a espera faz a vontade cessar, e acaba que não acaba nunca... Ela sempre volta, então a mesa será posta pra te servir...

12 de julho de 2011

(*)hoppípolla

(*)...e venta pra dentro... e o cheiro de ar livre do seu cabelo eu golpeio o mais rápido que posso com meu nariz....

Os sonhos são trailers do futuro!
Sonhe, corra, grite, pule, brinque
Com que idade? Não importa...
A importância de sonhar
é o que importa...
Importa desejos, esperança, saudades
do que foi, do que é...
Incertezas
do que será, do que virá.
O trailer dura pouco tempo
O tempo do longa eu faço!

(*) sigur rós

9 de julho de 2011

A arte de dizer adeus - o desapego.

Elizabeth Bishop disse sábia e acertadamente “...Não é nenhum segredo...”
Entender os motivos que levam a pessoa que amamos a nos deixar é muito difícil. Superar que alguém que amamos quer ir embora, não deseja mais nossos carinhos, nossos afagos, nossa presença, e tudo o mais que oferecemos por escolha própria, é quase tão duro quanto aceitar a morte. Veja bem, imaginar uma pessoa te deixando sem ter escolha é bem diferente do que imaginar essa pessoa escolhendo isso.
Ninguém perde ninguém, simplesmente porque ninguém é de ninguém, mas quando amamos, tornamos o outro propriedade nossa, nossa morada, não por maldade...por amor, por apego, e esquecemos de pensar que o outro tem o direito de mudar e fazer de si a morada de outra pessoa, em outro lugar, e que o que construímos a dois e se tornou um inteiro, divide-se tornando-se metade novamente...Esquecer é difícil, se desapegar, aceitar a "partilha" é tão doloroso....eu sei como isso dói.Porém temos que parar e pensar sobre os motivos que levaram essa pessoa a nos deixar com metade de nós mesmos, e seguir nosso caminho, sem mágoa, sem dor, de queixo erguido e lutando para não cometer os mesmos erros.A verdade é que não aprendemos a dizer adeus, não nos ensinam a perder.Não aprendemos a dizer adeus nem a nós mesmos!
Quando nos deparamos crescidos diante do espelho, com um corpo e uma cabeça de adulto, nos deitamos ainda com aquela vontade incômoda de ser criança novamente, de não ter tantas responsabilidades e sofrimentos. Aprender a dizer adeus deveria constar de manuais para que a dor nos fosse comum, já que isso não nos é possível, que aprendamos então, a conviver com nossas escolhas e com as escolhas dos que amamos. Às vezes voamos tão alto, que não nos é permitido voltar... E enquanto isso outras pessoas tolhem as próprias asas não se permitindo voar.

A vida pode acabar...

Já realizei sonhos...muitos, ainda faltam alguns,
mas os que faltam são consequências da vida.
Já fiz amigos... inúmeros, e os amo a todos,
uns mais presentes, outros mais ausentes,
mas sempre amigos...ainda faltam alguns,
mas os que faltam são privilégios da vida.
Já tive amores... alguns,
e os que faltam são alheios à essa vida.
Já sofri dores... muitas, se faltam algumas
são inerentes à vida.
Já cometi erros... sempre falta algum
são pra acertar na vida.
Já acertei também... muito
se falta acertar ainda, é acaso da vida.
Já desejei... muitas coisas,
em relação aos desejos
não pretendo mais nada da vida.
Já vivi o bastante pra sonhar,amar,
sofrer, errar, acertar, desejar...
Se a vida acabar, não me falta nada da vida!

Ecos

Palavras fizeram o sono se perder... Foi embora com o último resquício de esperança de saciar a vontade de calar o "eco" que as letrinhas fizeram VEMMMMMMMMM...
Elas eram "gritadas" e e mãos geladas pelo frio da madrugada gelada, eram levadas quase que em desespero até o rosto, demonstrando que queria, que exigia a presença ausente.
Nem a fumaça dos cigarros, nem o torpor do vinho, nada aquecia, nada apagava o "quero você agoraaaaaaaa"
O desejo transformou-se em desespero, praticamente em raiva, enquanto a mesa servia de apoio para as pernas que se abriam num convite em direção aos olhos que a devoravam sem poder sentir seu gosto...

8 de julho de 2011

Lembranças

Voar...
É assim que se chama quando alguém vai embora pra longe?
Diz-se: voou o passarinho engaiolado, achou a porta da gaiola aberta e se foi...
Será essa a liberdade que almejava?
O que sobra daqui? Lembranças...
Quais serão as suas lembranças?
Algumas fotos, um perfume que você não se lembra e uma boca com sede de você...

7 de julho de 2011

Fragmentos

Se pudesse escolher um lugar onde estar, seria aí com certeza...
Mas eu não iria te amar como faço há tempos,
não iria correr pros teus braços,
não falaria de mim,
tampouco ouviria você falar de si,
não me queixaria da sua ausência,
não pediria explicações,
nem me sentiria culpada.
Olharia nos teus olhos,
que me absorveram por tanto tempo,
que me tiraram a concentração por inúmeras vezes,
que me iludiram, me enganaram
e não me deixaria levar por eles,
os fecharia com beijos e depois
seguraria sua mão e a colocaria no meu peito,
te faria sentir o que sinto , transmitiria pulsando
com o coração a dor que me você me causa.
Nesse momento, quando você finalmente percebesse
o mal que causa, e o Mau funcionamento de mim sem você
eu abriria a boca e falaria pra te abrir os olhos...
"Eu te amei, por longos anos, como ninguém conseguiu amar,
te desejei em todas as noites durante esses anos e sozinha,
te senti e me fiz sentir,
te implorei calor, amor, colo...
Enquanto eu perdi meu tempo fazendo isso
você  se deliciou da minha dor, me ignorou, me excluiu da sua vida,
me jogou no inferno, no mesmo inferno de onde me resgatou um dia
dizendo que me amava, que passasse o tempo que fosse não acabaria
que eu seria sua pra sempre, que nosso amor era único,
que não existia outro amor igual... que os cinco sentidos não eram suficientes,
que "nosso" amor transcendia a matéria, vinha da alma, vinha de outra vida
e duraria até a próxima...
Tudo mentira sua, tudo teatro!
Mas me recupero, já passei tempestades piores...
Só tenho mais uma coisa a dizer:
Ainda te amo, ainda sofro por você,
é uma dor que não passa e não acaba,
também é um sentimento que não se esquece,
mas também vou matar você dentro de mim,
como você fez comigo, preciso de um anjo que
voe comigo, não que me faça cair mais..."
E depois de dizer isso tudo, me viraria de costas e te deixaria
em paz  e acompanhado do que mais preza: Seu orgulho!

6 de julho de 2011

Agridoce.

Os joelhos não estão onde gostariam de estar, estão no rosto, os braços também estão fora do lugar, estão em torno das pernas, os sentimentos continuam nele que, cada vez mais distante e mais ausente, se vai para longe...
Quer esquecer , mas não pode.
Fora da cama sonha, sua mente se transforma, o sangue ferve,mas o tempo é frio...
Verte água para esquecer, mas não consegue, o sal a faz recordar o mar que o levou, e a água se derrama mais ainda dela.
O mar, infinito e verde, como os olhos que o fitavam e que agora choram sem poderem vê-lo.
Sozinha caminha entre seus cacos e tenta colá-los, mas é inútil, não é capaz de refazer o vaso quebrado, não é capaz de resolver o que não fez no passado.
Nunca antes sentiu-se tão só, tão alheia e omissa a si mesma, tão impotente diante da vida.
A festa, que é a vida, continua, mas a música a faz chorar e sangrar na alma, "...Eu tive que fantasiar apenas para sobreviver..." 
Não é mais a mesma doce e ingênua, está cada vez mais ácida...

Um pouco Mistinguett...

 Sensual como uma vedete de cabaré, cabelos curtos, ousada, cativante Ela faz delirar até o mais “são”. Às vezes sensível como uma flor que se despetala ao toque, outras vezes indestrutível!
Voz lenta, compassada, arrastada, gemida... Impetuosa e audaciosa!
Atitudes displicentes, mãos na cintura... Encanta, às vezes também canta.
Não depende de si o que se passa a sua volta, é totalmente explicável:
"É um tipo de magnetismo. Eu digo 'Chegue mais perto' e trago-os a mim." Linda Mistinguett... Esse traço não é comum, se fosse Ela não o teria afastado,  repelido, como sente que fez. O teria mantido ali, hipnotizado, preso ao espartilho ou às cintas-liga que a imaginação desenhou no semicírculo graduado a 180°; outras vezes completo com 360° no seu Moulin Rouge particular...

5 de julho de 2011

sem título.

As músicas que ouço fazem eco no meu interior, a vida passeia pelo mesmo caminho que eu, mas nunca consigo alcançá-la, queria poder correr até ela e dizer no seu ouvido sádico... eu tô aqui porra!
Não sou um anjo e nem tenho pretensões de ser... no lugar das auréolas eu tenho um tridente com o qual machuco todas as pessoas que amo.

4 de julho de 2011

Frio.

O caldeirão do inferno está congelando hoje e a Alma também, está aprendendo a ser fria, a não esperar por alento ou por calor de ninguém, quer apenas paz, mas no meio do inferno não consegue sentir nada além de dor.
Nada a faz esquecer algumas promessas, algumas frases...
Olhos que são como janelas, uma boca que transbordava sede e um abraço que a fez esquecer qualquer perigo naquela noite.
Tudo o que quer é mais um momento que não tem, não está em lugar algum...
E a Alma segue cambaleando, sorrindo por fora e destruída por dentro, sem sentido, sem sentimentos, sem noção de tempo ou de espaço, sem direção, sem destino...
As músicas ecoam em seus ouvidos como que impulsionando para lá, para fora dela, para dentro dele.
Livros gritam seu nome e ela o procura nos escombros do que foi a felicidade, revira o caos, mas ele não está... Aparece quando menos espera e consegue fazê-la transbordar o vinho que toma, exalar devassidão e esquecer do pudor, ou do medo, ou do resto...
Enquanto a Alma tentar esquecer o desejo estará sendo esquecida, isso não a faz sofrer, o que a transtorna é deixar as coisas inacabadas, se não tem um desfecho, não tem um adeus. E ela precisa de um ou de outro, ou do desfecho, ou do adeus... Talvez dos dois...

Resposta para uma sábia e difícil questão.

Talvez nem mesmo seja possível responder com exatidão ou em conformidade com o que se deseja ler como resposta, mas a saudade é um sentimento ambíguo, sente-se saudade de um tempo, de uma história da infância, daquela calça jeans que não serve mais, ou do corpo que se tinha quando ela servia, dos sapatos que se gastaram, mas que eram extremamente confortáveis, da boa e velha camiseta que usava pra dormir há anos, da sopa da avó que se foi, dos beijos do avô que partiu, do sorriso de um amigo querido que virou estrela, do som da chaleira da mãe avisando que o café tava quase pronto, daquela música que lembra alguém especial, do cheiro da brisa do mar, que sentia na praia quando esteve lá da última vez...
Sente-se saudade o tempo todo, mas a pior delas é a saudade do que ainda poderia estar acontecendo hoje e não está. A saudade do que se foi pra sempre,dos que se foram pra sempre, de alguém que nunca mais estará diante dos olhos mas que estará pra sempre no coração... na alma.
Essa saudade serve para que tente-se ao menos amar incondicionalmente quem está conosco, seja um amigo,  o pai, a mãe , filhos irmãos, professores, alunos... todos os que são queridos e que muitas das vezes não são "pensados", antes que virem fertilizante de narcisos.
Não se trata de um amor ferrenho, com descabimentos e angústia ou sofrimento, trata-se aqui de um amor que o ser humano, em sua grande maioria, desconhece. O amor que dá sem receber, que não se acanha em ofertar sem esperar a troca, o amor que te faz  dar esmolas no portão de casa, que te faz doar um livro pra uma criança carente, um litro de leite pra um bebê que não tem um lar, uma cesta básica pra alguma instituição de caridade, não apenas para abater do imposto de renda, simplesmente por amor ao próximo. Esse amor que te faz chorar vendo uma matéria de violência infantil, que te faz repudiar o jornal da record por noticiar só tragédias... Esse amor tem um nome: Ágape.

2 de julho de 2011

Somos o egoísmo que sentimos… Esse é pra você...

           Desejo que me aprisiona numa espera, que me desespera...
           De tanto querer sentir, pensei sobre como estava sentindo, e perdi o sentimento.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença” – dizia Clarisse, então, nostalgia é quando toda a comida cessou...
Saudade é um sentimento urgente, nostalgia não tem solução: a gente só se conforma. Saudade é a ausência provisória de alguém, nostalgia é a ausência eterna de um momento. Você me faz falta. É... Talvez eu não devesse estar falando isso, mas a saudade que eu senti hoje foi mais forte que qualquer "orgulho"
 Saudade de você me fazendo rir o tempo todo. Saudade do seu beijo, que me fez esquecer o mundo. Saudade das nossas conversas, e até das nossas pequenas brigas, de você achando que tudo que eu escrevia era pra você, ou  um tapa na sua cara...
Saudade até de você emburrado do nada,  de você tentando me enganar.
Saudade das nossas incertezas...
Saudade da esperança que eu tinha de ficar com você um dia, só um dia...
Saudade de tudo. 
Saudade de você.
            A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais, e faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz com que acreditemos realmente  que enlouquecemos, nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.
           Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?

Tudo tem um propósito

Nem sempre sabe-se qual é o motivo de algumas coisas  acontecerem, nem sempre se dá o devido valor às coisas que acontecem, mas nada, absolutamente nada, acontece por acaso.
Em todos os momentos que se cria ou se espera há um propósito, em algum momento se descobre qual é esse propósito.
Pode-se dizer que "aconteceu para que amadurecesse", ou "para que acordasse", ou até "para que aprendesse o que é sofrer".
O momento nem sempre chega quando se idealiza, demora mais ou menos, dependendo da intensidade do que se sente e do desejo de que aconteça. Também pode não acontecer e deixar vazio um espaço que poderia ser preenchido com uma plenitude descabida, alucinante e deliciosa.
O acaso, às vezes, recebe a culpa sem merecê-la, ele nunca é o vilão da história, se existe um; é justamente quem coloca a culpa nele.
Pensar muito antes de agir, talvez seja o pior mal da humanidade.Se todos fossem irracionais e seguissem seus instintos mais animais, não teria tanta gente frustrada, não haveria traição, pecado, culpa... ou até medo, a lei do mais forte é pra quem pode.
As "Balzaquianas" não se sentiriam tias de ninguém, e nem se achariam ridículas em determinadas situações, não haveria a monogamia, e ninguém sairia prejudicado, ou se sentiria culpado por foder alguém e realizar as vontades mais prementes dessa pessoa.
A luxúria não seria um pecado capital, os cabelos serviriam de arreio para as cavalgadas mais deliciosas e tudo seria lícito, todos seriam livres para fazer o que bem entendessem no momento que bem o quisessem. Ciúme? O que é o ciúme senão um sentimento ridículo de posse?
Ninguém é de ninguém e as pessoas não se dão conta disso por apostarem numa sociedade falida, com tradições mais falidas ainda. De dia todos perfeitos, à noite todos podres e pervertidos vivendo de acordo com as vontades e nem sempre podendo saciá-las, se acabando em bebida e cigarros, matando a si próprios aos poucos, acreditando que assim matam o desejo, mas ele nunca morre...

1 de julho de 2011

Ditado de mim.

Eu ponto de interrogação não sei bem quem sou ponto final
Na mesma linha letra maiúscula Apenas aconteço ponto de exclamação e faço e penso coisas vírgula que nem eu acredito ponto de exclamação na outra linha parágrafo letra maiúscula
Acredite dois pontos letra maiúscula se eu quero eu posso e corro atrás ponto final parágrafo
Mas vírgula acredite virgula nem sempre causo dor vírgula ou sinto arrependimento vírgula apenas busco o que quero ponto final letra maiúscula na mesma linha Fato ponto final
Uma incógnita ponto de exclamação parágrafo
Um canto de mim vírgula num canto do mundo ponto de exclamação parágrafo
Não passo de reticências

É o que tem pra hoje.

Quando se quer algo e não se pode, o que se faz? 
Cada um do seu lado, um querendo e o outro pensando... Consequencia disso? O nada.
Uma garrafa de vinho pela metade, cigarros mortos junto com partes do pulmão e do cérebro e uma vontade que chega a causar dores.
Tantas idas e vindas e nunca se chega a um ponto de partida, nem de chegada. 
Te vi  e você nem notou... não percebeu meus olhares, não viu o sorriso que se desenhou em meus lábios, não sentiu a palpitação do coração no meu peito, que gritava seu nome...
Estou acabando com as coisas inacabadas... Tentando matar você dentro de mim!