23 de agosto de 2013

Teus beijos apaixonados






Amo teus beijos apaixonado
Carregados de volúpia e desejos
Ensandecidos como devem ser os beijos
De dois corações entrelaçados.
                         
Teus beijos apaixonados antecipam

Dionisíacos tremores vivenciados

Pelo calor dos corpos causados

Das Almas que mutuamente se excitam.

Desejo teus beijos apaixonados
Como a uma droga os viciados
Abster-me, causa dor
 
Dos beijos apaixonados dados

De todos os sentimentos causados

O mais dolorido é o amor


Amor Eterno



Amo a lua que me faz pensar em você e as estrelas que me refletem seus olhos...
Amo o sol que me aquece o coração saudoso e o ar que me traz teu perfume...
Amo a água que me lava os olhos  e o fogo que me queima de desejo...
Amo a terra que me faz manter os pés no chão e o vento que me flutua tal qual folha de outono...
Amo teu cheiro, teu gosto e teu tempo pra mim...
Amo tuas mãos que me percorrem ao me tocar e teus olhos que me devoram ...
Amo tua boca que me sente ao me beijar...
Amo os sentidos que me permitem ser tua e o fato inexplicável de te amar...
Amo a chuva em minha janela cantando nossas músicas, chorando em meu telhado a vontade de você...
Amo o jeito que me olha e teu modo de falar...
Amo você e não me canso de te amar!

19 de agosto de 2013

Incógnitas...



Apesar de ter se passado tanto tempo ainda era como ela se lembrava, o beijo, o toque tudo era igual. As mesmas sensações de anos atrás a invadiram naquela manhã fria de inverno. Chovia, congelava, mas o calor daqueles braços a envolveram de forma inebriante.

Nada que acontecesse poderia fazê-la esquecer de todo o sentimento envolvido. Ele voltou, e ela , sem ao menos titubear entregou-se novamente àquele amor. O mesmo amor que a fez chorar antes, o mesmo amor que a orientou e desorientou aquele amor imenso e insano.

A única diferença foram as lágrimas que rolaram face abaixo, sem entendê-las, ela apenas as enxugou e beijou levemente aqueles olhos que a fitavam como que querendo absorvê-la inteira, sem pausa ou sem um novo período longo de tempo.

Não passou um segundo sequer sem beijá-lo, sem senti-lo, afinal também queria absorvê-lo, e não queria que ele tivesse de partir novamente, estava apaixonada e queria que aquele momento durasse, não suportaria vê-lo partindo e ao se despedir seguiu, sem olhar para trás, tentando imaginar como seria se não tivesse de ir. Como seria quando se vissem novamente? Por que lágrimas, se o momento era feliz?

 As janelas da alma não podiam lhe dar tais respostas, estavam embargadas pelas próprias lágrimas, mas as dela eram de felicidade, de êxtase, já as dele, seriam sempre incógnitas...