30 de agosto de 2011

Sem Sol...

O nunca é muito tempo?
Quantas vidas eu teria de ter para viver tudo o que quero? ... Nesta infelizmente não vou viver mais nada a não ser a mediocridade dela mesma. o igual, a mesmice, o tudo de novo agora.
Voltei à estaca zero, ao início e não posso voltar, nem avançar mais... ao menos em direção a você...
O que resta agora? um adeus, ou um recomeço?... Talvez os dois...
(*) Um girassol sem sol, um navio sem direção... (*)
Os dias serão noites eternas pra mim a partir de hoje.

24 de agosto de 2011

“Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que eu não tenho tido tempo de chorar.” (*) Drummond

Se a vida fosse como a gente quer, será que teria graça?
 Não... não teria não.
Não haveria pelo que lutar, não teríamos que correr contra o tempo, não choraríamos pelos que nos ignoram, não saberíamos das traições, não haveria desgaste emocional nem mental, cansaço físico, daqueles que derrubam a gente depois de um dia exaustivo então... nem em sonhos!! Maravilha?! Não...
A grandiosidade de se viver está justamente nesses pequenos "desdetalhes"...
Está em lutar, sofrer, chorar, correr contra o tempo, sentir dores lancinantes no corpo após um dia de trabalho...
Sentir a garganta secando a cada palavra, não ter vontade de nada que não seja dormir...
Você, que me lê, deve estar se perguntando: "O que essa doida vê de bom em tudo isso?"
Vejo a vida! Vejo as recompensas...
O sol, que mesmo encoberto pelo cinza, aparece pra clarear cada dia.
O vento, que gelado ao extremo, me lembra que posso me agasalhar.
A chuva, que dói como facada de tão fria, mas me recorda meu teto...
E os outros?
E as pessoas que vivem onde meus pés passam todos os dias?
Dormem no mesmo chão no qual os cães defecam?
Comem, muitas vezes, os restos de algum banquete burguês?
Será que estas pessoas, as que moram no caldeirão do inferno e dormem no chão, reclamam tanto da vida quanto os que, bem ou mal, comem, bebem, e se agasalham?
Será que elas se preocupam tanto com o que poderiam ter, ou comprar no final do mês , como os que recebem um salário?
E você? Já fez algo por elas hoje?
Ao menos pensou em uma criança que tem fome, ou em uma mãe em desespero por não poder alimentar e cuidar dignamente seu filho?
Acredito nas pessoas... Ainda acredito, mas será que elas acreditam em si mesmas?
Tanto questionamento, tanta energia desperdiçada e pessoas morrendo de frio e fome...

(*) "A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos..."

(*) Renato Russo

23 de agosto de 2011

Saudades...


Não se aprende a não sentir,
não se aprende a não causar,
mas existe...
Sente-se saudades sempre que algo especial acaba,
que alguém importante se vai,
que uma data marcante se afasta no calendário...
Sentir saudades é reviver o passado
e se machucou, não vale à pena ser lembrado,
se doeu merece esquecimento...
Saudade é um sentimento tão comum que beira à mediocridade,
Sinta algo que nunca sentiu...
Isso é sentir verdadeiramente.
Sentir é ter prazer,não é sofrer...
Decida não sentir mais tristeza,
certas pessoas não merecem a dor que tentam causar.
Não merecem agora e não merecerão nunca!

22 de agosto de 2011

Sonhos ...

Só me sinto liberta e sou verdadeiramente livre quando sonho.
É quando escrevo, que sonho acordada e a imaginação me revela o que é real e se mantém escondido em mim...
Que meus sonhos te tragam até aqui, já que minha realidade te afasta...
Que eles me guiem através dos caminhos que você traça com suas palavras.
Que me façam ler o que se passa através dos seus olhos.
E perceber com o toque dos teus dedos a doçura e a leveza que é te sentir.
Acordada ou dormindo, que esse sonho seja nosso um dia...

21 de agosto de 2011

Ecdise

À medida que minha alma cresce,
não caibo mais em mim,
sofro o processo do amadurecimento,
me doem os nervos,
me dói o coração,
me doem as cores
que procuro manter sempre claras e brilhantes.
Longo e tortuoso
o caminho também causa
Dor! Tremor! Abstinência!
Ausência de mim, dentro de um Eu
para o qual já não sirvo mais...
É necessário o doer,
o veneno amadurecer,
a alma não me caber,
para que, finalmente, eu aprenda
a endurecer!

20 de agosto de 2011

* Se gritar quebrasse os vidros do limite...

Gritando pra ver se alguém me ouve!
Cansada das mesmas coisas de sempre,
de querer sentir, de sentir que quero
espero, claro, sempre espero...
a vontade me espera, o desejo me espera
no escuro. Além do muro mudo que não diz
nada! Ressoam ecos de outro dia,
outro tempo, uma noite, sem saída...
Saindo de mim e indo até você, sinto
percebo, lembro, dias cinzas,
Não quero, não posso,
Desisto!

17 de agosto de 2011

Além do nada.

Não sai poesia de mim,
não faço das rimas um fim
não tenho alma poeta
oposta, omissa quieta.
Rascunho a vida inteira
tentando tornar verdadeira
a fala que acalenta e tenta
calar a dor que arrebenta
Caminho no sentido oposto
tapando, escondendo o rosto
corro em direção contrária
em fuga da vida ordinária
Mas ela me tem nas mãos
e convivendo com os nãos
cegos torturando a alma
que segue em busca de calma
Edito, corrijo, crio, repenso
desfazendo esse nó tenso
que leva ao topo da escada
e termina além do nada!




16 de agosto de 2011

Lembrando de um tempo não tão distante...

 A Alma se pegou pensando em mensagens de texto, em conversas  em fotografias,em momentos.
Em tantas coisas que compartilhou, que dividiu, mas faltou algo importante.
Faltou a essência, faltou o carinho, cumplicidade, matar demônios, fazer canções, compor poesia...
Faltou gritar, baixinho...pra que só ele ouvisse.
Sentir calor, sentir!
Perder a hora, o tempo, a noção, a razão...
Se entregar e receber de volta a entrega... Faltou...
Fez falta...
Faltou desatar o laço da caixinha de surpresas...
Faltou sucumbir...
Faltou emudecer...
Ensurdecer e
Enlouquecer juntos!
Faltou uma coreografia, uma garrafa, uns tantos cigarros e uma tarde inteira...
Faltou um sonho, uma realidade, uma sede saciada...
Faltaram bocas se buscando e buscando mais que as bocas...
Faltaram delírios, morangos e chocolate...
Faltou um tempo certo, uma hora certa, uma oportunidade...
Faltam as palavras certas...
Falta o texto certo...
Falta um anagrama...
Um Ele dentro dele e dela!

15 de agosto de 2011

Ela

Decidiu quebrar as regras
arriscou,
jogou,
perdeu...

Doeu?
Nem senti!

Não sente
vazio,
esgotado,
ausente...

Status?
ocupado,
invisível,
doente!

Jogou,
perdeu,
matou e
Morreu!

Adeus...

12 de agosto de 2011

Motivos.

Não há, não quer, não pode,
não sente, não vive, não segue,
não busca, não clama, não sofre,
não chora, não seca, não fere...
Não cria, não tenta... contenta?
Ir, vir, ficar,
rastejar, cair, levantar,
lutar, se ferir, perdoar...
Lamentar, sentir, amar!



10 de agosto de 2011

Meu amado Imortal.

Me tira o sono, povoa meus pensamentos 24h por dia, me faz verter água em desespero...
Como criança chorona eu tento, mas não sou capaz de te decifrar.
Busco perguntas das quais sei as respostas, escrevo linhas intermináveis de nada.
Faço citações e te busco nelas.
Permanece ao meu lado na cama, e nem assim me encontro.
Nem revolta tenho sentido, nada mais tem feito sentido.
O drama me faz rir, as convicções só se reforçam e por um instante a euforia...
Em seguida o nada! E eu em estado de aporia...
Perdida entre as linhas, cercada de livros e ninguém me fazendo companhia ...

2 de agosto de 2011

Instante.

No instante em que o instante vier, será.
Será Alma será Olhos Verdes, será Ela,
Será...
Apenas Eu e minha Alma, num mundo criado por nós.
Distante o instante não se faz instante
E o distante se faz constante...

Sorrisos.

Falsos, alegres
mentirosos, tristes,
Sempre sorrisos...
De contentamento,
De sarcasmo,
De nervosismo.
Dê ...
Um sorriso,
Sorrindo hoje...
Feliz!

Ainda estou dentro de você...

Escrevo, mas não como antes, escrevo.
Mas não poesias, romances, contos, apenas escrevo.
Não para me fazer entender ou ouvir, escrevo
para que me sintam presente.
Escrevo apenas para dar voz à alma que fui e que
sou ainda... Ainda estou dentro de você.

1 de agosto de 2011

Brincando com fogo.

O seu corpo exausto repousa ao meu lado enquanto o meu pede mais de você... Mais carícias, mais sensações, um pouco mais das delícias que você pode me dar.
Só você sabe onde e como me tocar, sabe como fazer minha mente girar e esquecer do mundo que gira, sabe me fazer tremer e sentir calor...
Meus sentidos me abandonam, os sons saem sem que eu os consiga controlar, você me fascina, me faz sentir como uma menina que brinca com fogo, mas não sente medo de se queimar, acende em mim a chama que propaga o calor no corpo todo, me torna quente, vermelha, me faz arder.
 Me ama... Me faz tua ...
Absorvo um pouco de você e te dou um pouco de mim e nessa troca nos tornamos um só coração, um único amor, uma vida; intensos como cada poente que descansa no horizonte, leito sereno do sol.
Juntos somos únicos, eu pra você e você pra mim, sempre e pra sempre assim...