31 de dezembro de 2011

Pra quem não me deixa esquecer!

Eu sou você.
Através de
outros olhos e uma boca,
mas o mesmo coração com pressa
Os mesmos desejos...
Eu sou você quando falo
ou quando eu estou ouvindo...
E quando rimos
de tudo e qualquer coisa.
E também quando fingimos
só para ficarmos juntos,
só para ficarmos nos braços um do outro
e não sabermos mais...
Quais são os meus
e quais são seus...

20 de dezembro de 2011

Silêncio.

Eu perdi a minha força e minha vida.
E os meus amigos e a alegria;
Eu perdi o orgulho...

Acreditei que fosse um anjo.
Quando vi a verdade...
Eu pensei que era um amigo;
Quando eu entendi e senti,

Eu já estive com nojo.
E ainda é eterna a angústia.
E àqueles que passaram
Aqui  estão todos ignorados.

Se Deus fala, devemos responder-lhe.
A propriedade que me resta agora
É ter os que ficarão. 
Às vezes choro...

11 de dezembro de 2011

Arte e Vida.


Há quem a defina, eu a sinto! A vida é arte!Escrever é arte!
É manifestação de inspiração, de intuição, de percepção do que há ao redor de nós mesmos.
Que definição seria mais apropriada para a Arte do que a Vida?
O artista faz arte de acordo com seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas ideias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que a arte é a manifestação da vida, cada obra de arte é uma forma diferente de interpretação da vida.
Confesso que, ao ser perguntada sobre se escreveria algo, ou não, sobre arte, senti certo medo de não corresponder às expectativas, mas após pensar na minha arte, descobri que o medo é uma inspiração, e decidi arriscar, afinal escrever é minha arte, é minha forma de interpretar a vida.
Escrever é como brincar com lego. Monta-se, desmonta-se, encaixa-se, desmancha-se até se encontrar a forma perfeita de dispor as palavras.
Com os artistas, no geral, não é diferente, na pintura há a mistura ideal nas cores, nas formas; na escultura o ângulo correto do entalhe, na fotografia a luz apropriada, etc. Cada artista vê sua arte nascer, a concebe como a um filho e cada obra é única para si e para os demais.
A Arte, assim como a Vida, é subjetiva, e a interpretação dela depende apenas do sujeito que a observa, ou seja, uma obra não é para o artista o que é para o observador, o crítico ou outro artista.
Se viver é subjetivo e criar também é, vivenciar a arte de criar é sublime!
Fazendo Arte é que se vive a plenitude dela.

6 de dezembro de 2011

Desintoxicação

Droga!
Das mais pesadas...
A paixão:  causa torpor, ansiedade, abstinência, dor física, insanidade, irritabilidade, olhos vermelhos... lágrimas, acessos de fúria, de tristeza, perda de apetite, insatisfação absoluta etc.
Tantas consequências, tantos dissabores, tanta desolação.
Primeiro sente-se inatingível, depois a última das pessoas, vai-se de herói a carrasco em segundos, ou de algoz a vítima num flash, nunca se está pleno, sempre se sente a falta de algo, ou alguém.
O desfecho, quase sempre é a morte do amor que deveria nascer... um aborto do sentimento.

3 de dezembro de 2011

Desculpa

Desculpa se sou movida a sentimentos. Se só funciono com beijos, carinhos e palavras apaixonadas. Desculpa se preciso de dedicação especial, se sou insegura e não me garanto como você. Desculpa se exijo mais cuidados do que os que você pôde me dar.
 Desculpa se não olhei pros lados antes de atravessar a linha que leva ao amor. Desculpa se não pensei duas vezes antes de mergulhar de cabeça no nosso pseudo - romance, se me entreguei sem titubear, incondicionalmente.
Desculpa se sou humana, se erro tentando acertar. Desculpa se fui sincera, se confiei e busquei em você a compreensão que você não pôde me oferecer. Desculpa se acreditei em nós dois mais do que deveria, se me apego fácil e não sei gostar só um pouquinho.
Todavia, não sei se devo me desculpar, já que nem ao menos estou certa de que consigo te absolver.
Não sei se te perdôo pelas coisas que você fez sem pensar, pelas suas palavras amargas ou seu silêncio indiferente. Não sei se te perdôo pelas noites que não dormi, pelas madrugadas que chamei e você não me atendeu. Não sei se te perdôo pelas lágrimas que derramei e pelas que ainda insistem em escorrer pelo meu rosto.
Não sei se te perdôo por me julgar e criticar sem ao menos me ouvir ou tentar entender. Não sei se te perdôo por brincar com meus sentimentos, por desprezar o que senti e sinto por você, por me humilhar quando o que eu mais queria era teu alento. Não sei se te perdôo por tudo o que sofri por você.
Sei que você não quer minhas desculpas, que tampouco busca meu perdão. No entanto, insisto: desculpa se quero te odiar mesmo quando sei que isso não é possível...