31 de dezembro de 2011

Pra quem não me deixa esquecer!

Eu sou você.
Através de
outros olhos e uma boca,
mas o mesmo coração com pressa
Os mesmos desejos...
Eu sou você quando falo
ou quando eu estou ouvindo...
E quando rimos
de tudo e qualquer coisa.
E também quando fingimos
só para ficarmos juntos,
só para ficarmos nos braços um do outro
e não sabermos mais...
Quais são os meus
e quais são seus...

20 de dezembro de 2011

Silêncio.

Eu perdi a minha força e minha vida.
E os meus amigos e a alegria;
Eu perdi o orgulho...

Acreditei que fosse um anjo.
Quando vi a verdade...
Eu pensei que era um amigo;
Quando eu entendi e senti,

Eu já estive com nojo.
E ainda é eterna a angústia.
E àqueles que passaram
Aqui  estão todos ignorados.

Se Deus fala, devemos responder-lhe.
A propriedade que me resta agora
É ter os que ficarão. 
Às vezes choro...

11 de dezembro de 2011

Arte e Vida.


Há quem a defina, eu a sinto! A vida é arte!Escrever é arte!
É manifestação de inspiração, de intuição, de percepção do que há ao redor de nós mesmos.
Que definição seria mais apropriada para a Arte do que a Vida?
O artista faz arte de acordo com seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas ideias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que a arte é a manifestação da vida, cada obra de arte é uma forma diferente de interpretação da vida.
Confesso que, ao ser perguntada sobre se escreveria algo, ou não, sobre arte, senti certo medo de não corresponder às expectativas, mas após pensar na minha arte, descobri que o medo é uma inspiração, e decidi arriscar, afinal escrever é minha arte, é minha forma de interpretar a vida.
Escrever é como brincar com lego. Monta-se, desmonta-se, encaixa-se, desmancha-se até se encontrar a forma perfeita de dispor as palavras.
Com os artistas, no geral, não é diferente, na pintura há a mistura ideal nas cores, nas formas; na escultura o ângulo correto do entalhe, na fotografia a luz apropriada, etc. Cada artista vê sua arte nascer, a concebe como a um filho e cada obra é única para si e para os demais.
A Arte, assim como a Vida, é subjetiva, e a interpretação dela depende apenas do sujeito que a observa, ou seja, uma obra não é para o artista o que é para o observador, o crítico ou outro artista.
Se viver é subjetivo e criar também é, vivenciar a arte de criar é sublime!
Fazendo Arte é que se vive a plenitude dela.

6 de dezembro de 2011

Desintoxicação

Droga!
Das mais pesadas...
A paixão:  causa torpor, ansiedade, abstinência, dor física, insanidade, irritabilidade, olhos vermelhos... lágrimas, acessos de fúria, de tristeza, perda de apetite, insatisfação absoluta etc.
Tantas consequências, tantos dissabores, tanta desolação.
Primeiro sente-se inatingível, depois a última das pessoas, vai-se de herói a carrasco em segundos, ou de algoz a vítima num flash, nunca se está pleno, sempre se sente a falta de algo, ou alguém.
O desfecho, quase sempre é a morte do amor que deveria nascer... um aborto do sentimento.

3 de dezembro de 2011

Desculpa

Desculpa se sou movida a sentimentos. Se só funciono com beijos, carinhos e palavras apaixonadas. Desculpa se preciso de dedicação especial, se sou insegura e não me garanto como você. Desculpa se exijo mais cuidados do que os que você pôde me dar.
 Desculpa se não olhei pros lados antes de atravessar a linha que leva ao amor. Desculpa se não pensei duas vezes antes de mergulhar de cabeça no nosso pseudo - romance, se me entreguei sem titubear, incondicionalmente.
Desculpa se sou humana, se erro tentando acertar. Desculpa se fui sincera, se confiei e busquei em você a compreensão que você não pôde me oferecer. Desculpa se acreditei em nós dois mais do que deveria, se me apego fácil e não sei gostar só um pouquinho.
Todavia, não sei se devo me desculpar, já que nem ao menos estou certa de que consigo te absolver.
Não sei se te perdôo pelas coisas que você fez sem pensar, pelas suas palavras amargas ou seu silêncio indiferente. Não sei se te perdôo pelas noites que não dormi, pelas madrugadas que chamei e você não me atendeu. Não sei se te perdôo pelas lágrimas que derramei e pelas que ainda insistem em escorrer pelo meu rosto.
Não sei se te perdôo por me julgar e criticar sem ao menos me ouvir ou tentar entender. Não sei se te perdôo por brincar com meus sentimentos, por desprezar o que senti e sinto por você, por me humilhar quando o que eu mais queria era teu alento. Não sei se te perdôo por tudo o que sofri por você.
Sei que você não quer minhas desculpas, que tampouco busca meu perdão. No entanto, insisto: desculpa se quero te odiar mesmo quando sei que isso não é possível...

27 de novembro de 2011

Parênteses

Você é a melhor coisa que eu (não) tive.
E eu sou a melhor coisa que você (não) teve.
Talvez isso mude ...
Ainda há tempo pra nós,
Num lugar não tão distante,
Um espaço cósmico para dois...
Vinho e Fada (Bomba!)
E um encontro cabalístico...
Eterno, etéreo (Explosão)
Radiante e radioativo.
Intuitiva  percepção.

Às almas desalmadas ... pela distância.

              I ntuição, percepção
                       N ão importa a definição.
                             V erdade ou não
                                     I nsana tentação
                                             N a digital imensidão,
                                                   O rientada desorientação
                                                     V ertendo sedução
                                              E xtinguindo a razão
                                      R asgando  a visão
                               I ntrincada da emoção
                       T ransformando em escuridão
               A luz no coração
     S ensível desolação...

25 de novembro de 2011

(3)

Bem conveniente... "A mão que afaga é a mesma que apedreja"...
É bem simples se achar sempre certo , não enxergar o ponto de vista alheio, não evoluir e não abrir mão das próprias convicções. Foi muito fácil julgar os erros que cometi, mas reconhecer as virtudes... ahh é outra história, um próximo episódio, talvez mais complexo que um poema de Augusto dos Anjos.
Ao invés de dar tanta importância ao que escrevo, por que não presta atenção ao que eu nunca cheguei a te dizer?
O que te convém é a zona de conforto, e fui eu quem tirou você dela, de algum modo...
Se manter fechado, enclausurado num "Eu" que você criou pra se defender do mundo é satisfatório pra você? Se manter apático e manter uma distância segura de mim te faz bem? Que seja assim então... Mas saiba que é muito fácil "excluir" meus vestígios, mas me apagar da memória talvez não seja. As pessoas permanecem e o que se diz e se prova com ações não tem volta.
Sabe, a gente se cansa de tatear no escuro às voltas com suposições, um dia você vai perceber que a imagem que vê refletida no espelho não passa de uma máscara, e que quando ela cair do teu rosto, a maquiagem que você criou para sua vida se desmanchará como sal na água e verterá pela sua realidade invisível.

7 de novembro de 2011

Eu

Sou companhia, mas posso ser solidão...
tranquilidade e inconstância,
pedra e coração.
Sou abraços, sorrisos,
ânimos, bom humor,
sarcasmos, preguiça e sono.
Reviro em cólicas
orgulhosa
achei que pudesse controlar
enfileirar memórias
escolher rostos
ponderar tolices...
Mas sou Eu
e não me basto!

6 de novembro de 2011

Afogo-me

Em lágrimas que não terão sua atenção
nem sequer saberás delas
a menos que me tenhas no coração

Em sonhos que serão esquecidos
no futuro embaralhado
em versos que não serão lidos

Nos livros e na leitura
a fiel companhia
na madrugada escura

Na saudade e na promessa
esquecida em um canto
da estação de quem tem pressa

Na tempestade que cai lá fora
chovendo dentro de mim
me tortura e me devora.

3 de novembro de 2011

Um brinde ao passado

Vinho!
Elixir dos deuses que me consumiu os sentidos tantas vezes e agora  faz companhia na solidão...
Hoje, nada mais faz sentido, o passado veio  assombrar na madrugada insone trazendo lembranças que deveriam ser esquecidas, deveriam estar perdidas num canto qualquer da estante junto do livro editado.
Lemnbranças que trouxeram  consigo o gosto do vinho... e a saudade de um tempo que não existe mais e que por força do "destino" ou da inconsequência de alguns atos, talvez não exista nunca.
Um brinde ao passado que  traz a saudade de tudo que não se viveu!
As lembranças ficam, os sentimentos permanecem, a saudade dura a eternidade das vidas passadas e futuras...

2 de novembro de 2011

Reio

Estive aí
Sei que estive
No seu mundo particular
Peculiar...
Permaneci
O tempo de perceber
Uma quimera almejada
Abandonada...
Morreu
No interior do Eu
Subjetiva e sufocada
desfocada...
A quimera
Feneceu  em descanso
No coração fechado
Para balanço!

27 de outubro de 2011

Imprevisível

As melhores coisas da vida são as imprevisiveis.
Se pudéssemos prever o futuro, não haveria mais futuro,
não existiria a surpresa, o acaso...
O mesmo acaso que nos uniu há tempos,
e que nos separa por enquanto...
O futuro tem de ser imprevisível!
Mas você continua; metamórfico e ambulante,
vai e volta como as vontades.
Se modifica e continua igual... Aqui.
Enquanto for Eterno... Dura!

E a criatura se volta contra o criador!

Ensina!!
Não ... Não passe teus conhecimentos adiante
Não faças da tua vida um instante
Não esqueças teus livros na estante...

Aprende!!
Só doi se o real existiu
Só ama se jamais se feriu
Só levanta se acaso caiu...

Esquece!!
O pássaro sempre voa
Um grito sempre ecoa
A vida nem sempre perdoa...

26 de outubro de 2011

Nem tudo é o que parece perfeito...

Perfeito existe?
Talvez exista um dia perfeito, um céu perfeito, um livro perfeito, um momento perfeito, mas não vai muito além disso.
Momentos;  estes sim são felizes e perfeitos, depois que passam num instante, se descobre que a felicidade e a perfeição são efêmeras. Duram apenas a fração do tempo de que se precisa daquela felicidade, daquele momento, nada mais.
A vida não é plena, feliz ou perfeita. Há os instantes dolorosos, tristes, difíceis, vazios, cinzas, chuvosos...
Trovoadas de decepção seguidas quase que momentâneamente de relâmpagos de euforia... A dicotomia da alma humana...
Quando se pensa que acabou, começa tudo de novo. Os mesmos sentimentos, a mesma ausência sempre presente, quanto mais se quer menos se tem... E segue fechado o tempo que não há mais.

11 de outubro de 2011

Apenas mais um sonho...

Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, foram feitas pra um dia darem certo!! Acredite... os sonhos não são eternos...
Entrei como se conhecesse cada centímetro do lugar, nenhuma palavra foi dita, nem mesmo um simples "oi", falávamos com os olhos. A espera finalmente chegava ao fim, deixei a bolsa ali mesmo no chão, na porta, me sentei na cama, descalcei as sandálias e você me pegou pelas pernas e me fez girar 90°... ahhh os ângulos... me deitou e se encaixou entre minhas pernas. Sua boca me percorreu o rosto, os olhos, a boca o pescoço, o colo... as mãos subiram por minhas pernas e os sons enfim começaram a fluir, entre os gemidos e os suspiros abafados não éramos mais que um. As roupas se misturaram no chão e os corpos se fundiram num êxtase alucinado cheio eternidade...
A pele eriçada pelo toque suave das mãos denunciava o delírio contido há tempos e o sentimento que pareceu adormecido enfim despertou, aflorou em jatos para dentro da fonte... Um recomeço o mesmo sentimento, os desejos  mais escondidos deram voz ao último suspiro de realização. Acordei sentindo seu gosto...

9 de outubro de 2011

(2)

E prosseguiu por um período sonhando em sentir aquilo que ambos desejavam, mas que só ela admitia.
O óbvio aconteceu, esfriou como uma sopa numa noite gelada, que nem se faz necessário soprar antes de sorver... Apenas um gole, um beijo, mas nada mais fez sentido a partir do último momento juntos.
Não existem culpados, nem mesmo o destino, que se mostrou cruel e traiçoeiro, pode ser responsabilizado pela partilha dos sonhos a dois sonhados por ela.
Tantos planos, tantas vontades, vinhos, pêssegos, chocolate, êxtase... Sentidos aguçados, pele eriçada, uma voz chamando no meio da escuridão produzida pelas sombras de sua vida. E nada mais existiu desde a última canção escondida num instrumento empoeirado, abandonado em qualquer canto do quarto, um violão sem acordes e as letras "a" faltando por conta de uma luva que aquecia as mãos.
Belas canções antigas e tristes compartilhadas em momentos de solidão, e uma nuvem de desejo pairando, sensível e sublime, além do seu alcance, bem acima do seu mal.
E o que tem pra hoje é uma espera, um suplício, ou até mesmo uma súplica de que o tempo se encarregue de fechar as chagas que este pseudo amor produziu... Por enquanto...

Maybe ... to be continued

7 de outubro de 2011

A ignorância do ser humano assusta.

Um homem visivelmente alcoolizado atravessava a rua fora da faixa para pedestres com o semáforo fechado para ele, uma freada absurda para que o atropelamento fosse evitado e um motorista desce de seu carro... Agride, derruba, bate, esmurra, espanca até o sangue escorrer daquela face amedrontada que nem sequer sabia o que estava acontecendo, não estava lúcido o suficiente nem ao menos para atinar que quase fora atropelado...
Tragédias ocorrem todos os dias, mas nem todos os dias eu as vejo...
Racional ou não? Animal...

27 de setembro de 2011

A arte de afastar as pessoas.(1)

Talento nato para repelir alguns e apaixonar outros, isso tinha de sobra, mas faltava o dom de cativar, como no livro predileto.
Tïnha tudo para fluir com naturalidade, uma amizade nascida de certo descaso, até de repulsa momentânea. De onde vinha então essa afinidade entre eles? De vidas passadas? Da batalha de egos literários?
Não importa mais... Se afastaram, se perderam um do outro no meio do temporal de vaidade egocêntrica que causa certo "déjà-vu", como alguma voz que sempre sopra aos ouvidos: "te avisei", mas que ela insistia em não ouvir.
A verdade é que sempre quis mais do que podia, sempre sonhou com mais do que teria, enfim, opostos, ele com os pés totalmente no chão, pregados, um coração machucado, marcado pelo passado e ela sonhaqdora, romântica e infantil. Abobalhou-se com as palavras, queria estar com ele, ouvi-lo, lê-lo, sentí-lo... e não podia simplesmente porque ele a repelia.
Com que intuito então se aproximou dela daquela forma tão cativante a  raposa em que se transformara, usurpando a beleza do carinho que ela nutriu por ele um dia e transformando em um ódio-amor aquele sentimento que fora apenas um dos dois, o segundo... Sim ela o amou por determinado período de tempo indeterminado...

*to be continued

17 de setembro de 2011

Adiando...

Sonhos adiados...perdidos no tempo
que se espera o que jamais se terá...
Sem alarmes e sem surpresas,
tudo igual como sempre,
nada muda, incluindo a tristeza
que invade a alma.
Distrações não são convenientes,
tudo lembra que é sempre igual
Sem delírios, sem pudores, sem palavras...
Chega de sonhos...
a realidade é linda e cruel!

6 de setembro de 2011

Casmurrando-me

Simples assim... Mataram esperanças e sonhos, e agora , com esses cadáveres, é que se vê de fato a realidade.
O amor pode sim ser feito apenas do sentir, algo transcendente, além da carne e dos corpos, além dos toques, dos devaneios, dos jogos de gato e rato que se joga a dois.
Algumas pessoas têm o dom de salvar vidas, de ganhar as outras nos pequenos detalhes, com simples gestos e demonstrações, ou apenas palavras. Causam paixões e desejos que nenhuma outra , mesmo ao lado, causaria... Então o que fazer com os cadáveres??
Trancá-los aqui, deixá-los quietinhos e escondidos, apodrecendo, transformando-se, talvez, em "pó de pirlim-pim-pim", para que eu possa voar através deles algum dia, para que o menino me surja nos sonhos e me leve através da noite, até as estrelas mais longínquas, brilhantes e quentes, onde enfim eu possa ser apenas Eu.

5 de setembro de 2011

A felicidade enfim nascerá...

A vida se abre em flor novamente, quase me perdi nesse trajeto insólito, quase acabei literalmente com tudo... com você e comigo mesma.
Sinto muito ter sido tão fraca, sinto por ter te feito sofrer...
Eu sei que sofreu, mesmo não estando por aqui ainda, percebeu minhas angústias e minhas dores, sentiu o que eu senti, chorou comigo por uma semana inteira...
Uma semente de paz está germinando...
Você vem pra me fazer uma pessoa melhor, pra transformar minha vida e meu ser inconstante,me sinto mais viva e muito mais feliz só de saber que você existe.
Estou em paz agora, estou feliz, me desapegando dos sonhos e dos planos que vinha fazendo, ou melhor, estou remontando todos os sonhos e planos e incluindo você neles...
Sim, você está a partir de agora, em todos os meus sonhos e planos, é parte de mim...
Estarei sempre te protegendo, te amando incondicionalmente, buscando a felicidade com você... Cuidarei  para que nada te machuque, não serei sempre perfeita, ninguém é, mas o que eu puder; farei e o que não puder, tentarei fazer assim mesmo...
A felicidade já nasceu, está aqui dentro, protegida, amada, cuidada... Esperando o momento certo de iluminar minha vida.
Tenho um anjinho em mim... E por essa razão sou hoje feliz!

4 de setembro de 2011

Melancolias de uma tristeza profunda



Às vezes parecia tudo vazio;
Tão difícil de encontrar
Nessas caminhadas com muitos desvios
Um abrigo para se apoiar
Muitas vezes, parece que sempre sozinho

Eu me feri, e senti as lágrimas
Lágrimas doloridas por passos cegos
Sem ter um equilíbrio certo
Quantas vezes a paz me deixava inquieto
Quantas vezes a raiva me deixava cego
Não conseguia sentir o que era mais correto
O que se abriga dentro de mim

Olhava o céu cinza, meio esquisito
E quantas vezes perdi a chuva caindo
Que lavaria o meu espírito...
Águas em meias torres de concreto
A natureza bela, que sempre insisti
Para olharmos...

Os sonhos sopram
A seiva da vida
Um colorar de mel
Ambígua vida
Um dual confronto
Se estima dentro de si

Laços contrapontos
Abandonar o antigo remoído
De mãos vazias e um sorriso
Tentando construir um novo conto

O cinza se alastrou, que já fazia parte de minha vida
Um arco-íris, um novo de sete cores
Quem contestou ou julgou a si refletir?
Variedades e principalmente escolhas;
Os sentidos dados de dentro de si...

Parece ser difícil filho!
Mas quem lhe disse, que nenhuma lágrima derramaria?
Não é o triste fim, a força que corrói extintos
É poder para o próximo contínuo de existir

Parece realmente que meu coração chora por dentro,
Os olhos escuros que lacrimejam sangue
De um interior ainda aprendendo com medo
Um conflito sobre o efeito da paz interior
E sobre o fogo que queima com a raiva do exterior

Temo que me machuque
Como o velho dilema do ouriço
Espinhos pediram...
Espinhos penderam...
Espinhos eu deixei...
Mas eu ainda vivo
Ainda me sinto triste
E agora encontro um sorriso na
Minha mais triste melancolia
Que existo...

30 de agosto de 2011

Sem Sol...

O nunca é muito tempo?
Quantas vidas eu teria de ter para viver tudo o que quero? ... Nesta infelizmente não vou viver mais nada a não ser a mediocridade dela mesma. o igual, a mesmice, o tudo de novo agora.
Voltei à estaca zero, ao início e não posso voltar, nem avançar mais... ao menos em direção a você...
O que resta agora? um adeus, ou um recomeço?... Talvez os dois...
(*) Um girassol sem sol, um navio sem direção... (*)
Os dias serão noites eternas pra mim a partir de hoje.

24 de agosto de 2011

“Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que eu não tenho tido tempo de chorar.” (*) Drummond

Se a vida fosse como a gente quer, será que teria graça?
 Não... não teria não.
Não haveria pelo que lutar, não teríamos que correr contra o tempo, não choraríamos pelos que nos ignoram, não saberíamos das traições, não haveria desgaste emocional nem mental, cansaço físico, daqueles que derrubam a gente depois de um dia exaustivo então... nem em sonhos!! Maravilha?! Não...
A grandiosidade de se viver está justamente nesses pequenos "desdetalhes"...
Está em lutar, sofrer, chorar, correr contra o tempo, sentir dores lancinantes no corpo após um dia de trabalho...
Sentir a garganta secando a cada palavra, não ter vontade de nada que não seja dormir...
Você, que me lê, deve estar se perguntando: "O que essa doida vê de bom em tudo isso?"
Vejo a vida! Vejo as recompensas...
O sol, que mesmo encoberto pelo cinza, aparece pra clarear cada dia.
O vento, que gelado ao extremo, me lembra que posso me agasalhar.
A chuva, que dói como facada de tão fria, mas me recorda meu teto...
E os outros?
E as pessoas que vivem onde meus pés passam todos os dias?
Dormem no mesmo chão no qual os cães defecam?
Comem, muitas vezes, os restos de algum banquete burguês?
Será que estas pessoas, as que moram no caldeirão do inferno e dormem no chão, reclamam tanto da vida quanto os que, bem ou mal, comem, bebem, e se agasalham?
Será que elas se preocupam tanto com o que poderiam ter, ou comprar no final do mês , como os que recebem um salário?
E você? Já fez algo por elas hoje?
Ao menos pensou em uma criança que tem fome, ou em uma mãe em desespero por não poder alimentar e cuidar dignamente seu filho?
Acredito nas pessoas... Ainda acredito, mas será que elas acreditam em si mesmas?
Tanto questionamento, tanta energia desperdiçada e pessoas morrendo de frio e fome...

(*) "A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos..."

(*) Renato Russo

23 de agosto de 2011

Saudades...


Não se aprende a não sentir,
não se aprende a não causar,
mas existe...
Sente-se saudades sempre que algo especial acaba,
que alguém importante se vai,
que uma data marcante se afasta no calendário...
Sentir saudades é reviver o passado
e se machucou, não vale à pena ser lembrado,
se doeu merece esquecimento...
Saudade é um sentimento tão comum que beira à mediocridade,
Sinta algo que nunca sentiu...
Isso é sentir verdadeiramente.
Sentir é ter prazer,não é sofrer...
Decida não sentir mais tristeza,
certas pessoas não merecem a dor que tentam causar.
Não merecem agora e não merecerão nunca!

22 de agosto de 2011

Sonhos ...

Só me sinto liberta e sou verdadeiramente livre quando sonho.
É quando escrevo, que sonho acordada e a imaginação me revela o que é real e se mantém escondido em mim...
Que meus sonhos te tragam até aqui, já que minha realidade te afasta...
Que eles me guiem através dos caminhos que você traça com suas palavras.
Que me façam ler o que se passa através dos seus olhos.
E perceber com o toque dos teus dedos a doçura e a leveza que é te sentir.
Acordada ou dormindo, que esse sonho seja nosso um dia...

21 de agosto de 2011

Ecdise

À medida que minha alma cresce,
não caibo mais em mim,
sofro o processo do amadurecimento,
me doem os nervos,
me dói o coração,
me doem as cores
que procuro manter sempre claras e brilhantes.
Longo e tortuoso
o caminho também causa
Dor! Tremor! Abstinência!
Ausência de mim, dentro de um Eu
para o qual já não sirvo mais...
É necessário o doer,
o veneno amadurecer,
a alma não me caber,
para que, finalmente, eu aprenda
a endurecer!

20 de agosto de 2011

* Se gritar quebrasse os vidros do limite...

Gritando pra ver se alguém me ouve!
Cansada das mesmas coisas de sempre,
de querer sentir, de sentir que quero
espero, claro, sempre espero...
a vontade me espera, o desejo me espera
no escuro. Além do muro mudo que não diz
nada! Ressoam ecos de outro dia,
outro tempo, uma noite, sem saída...
Saindo de mim e indo até você, sinto
percebo, lembro, dias cinzas,
Não quero, não posso,
Desisto!

17 de agosto de 2011

Além do nada.

Não sai poesia de mim,
não faço das rimas um fim
não tenho alma poeta
oposta, omissa quieta.
Rascunho a vida inteira
tentando tornar verdadeira
a fala que acalenta e tenta
calar a dor que arrebenta
Caminho no sentido oposto
tapando, escondendo o rosto
corro em direção contrária
em fuga da vida ordinária
Mas ela me tem nas mãos
e convivendo com os nãos
cegos torturando a alma
que segue em busca de calma
Edito, corrijo, crio, repenso
desfazendo esse nó tenso
que leva ao topo da escada
e termina além do nada!




16 de agosto de 2011

Lembrando de um tempo não tão distante...

 A Alma se pegou pensando em mensagens de texto, em conversas  em fotografias,em momentos.
Em tantas coisas que compartilhou, que dividiu, mas faltou algo importante.
Faltou a essência, faltou o carinho, cumplicidade, matar demônios, fazer canções, compor poesia...
Faltou gritar, baixinho...pra que só ele ouvisse.
Sentir calor, sentir!
Perder a hora, o tempo, a noção, a razão...
Se entregar e receber de volta a entrega... Faltou...
Fez falta...
Faltou desatar o laço da caixinha de surpresas...
Faltou sucumbir...
Faltou emudecer...
Ensurdecer e
Enlouquecer juntos!
Faltou uma coreografia, uma garrafa, uns tantos cigarros e uma tarde inteira...
Faltou um sonho, uma realidade, uma sede saciada...
Faltaram bocas se buscando e buscando mais que as bocas...
Faltaram delírios, morangos e chocolate...
Faltou um tempo certo, uma hora certa, uma oportunidade...
Faltam as palavras certas...
Falta o texto certo...
Falta um anagrama...
Um Ele dentro dele e dela!

15 de agosto de 2011

Ela

Decidiu quebrar as regras
arriscou,
jogou,
perdeu...

Doeu?
Nem senti!

Não sente
vazio,
esgotado,
ausente...

Status?
ocupado,
invisível,
doente!

Jogou,
perdeu,
matou e
Morreu!

Adeus...

12 de agosto de 2011

Motivos.

Não há, não quer, não pode,
não sente, não vive, não segue,
não busca, não clama, não sofre,
não chora, não seca, não fere...
Não cria, não tenta... contenta?
Ir, vir, ficar,
rastejar, cair, levantar,
lutar, se ferir, perdoar...
Lamentar, sentir, amar!



10 de agosto de 2011

Meu amado Imortal.

Me tira o sono, povoa meus pensamentos 24h por dia, me faz verter água em desespero...
Como criança chorona eu tento, mas não sou capaz de te decifrar.
Busco perguntas das quais sei as respostas, escrevo linhas intermináveis de nada.
Faço citações e te busco nelas.
Permanece ao meu lado na cama, e nem assim me encontro.
Nem revolta tenho sentido, nada mais tem feito sentido.
O drama me faz rir, as convicções só se reforçam e por um instante a euforia...
Em seguida o nada! E eu em estado de aporia...
Perdida entre as linhas, cercada de livros e ninguém me fazendo companhia ...

2 de agosto de 2011

Instante.

No instante em que o instante vier, será.
Será Alma será Olhos Verdes, será Ela,
Será...
Apenas Eu e minha Alma, num mundo criado por nós.
Distante o instante não se faz instante
E o distante se faz constante...

Sorrisos.

Falsos, alegres
mentirosos, tristes,
Sempre sorrisos...
De contentamento,
De sarcasmo,
De nervosismo.
Dê ...
Um sorriso,
Sorrindo hoje...
Feliz!

Ainda estou dentro de você...

Escrevo, mas não como antes, escrevo.
Mas não poesias, romances, contos, apenas escrevo.
Não para me fazer entender ou ouvir, escrevo
para que me sintam presente.
Escrevo apenas para dar voz à alma que fui e que
sou ainda... Ainda estou dentro de você.

1 de agosto de 2011

Brincando com fogo.

O seu corpo exausto repousa ao meu lado enquanto o meu pede mais de você... Mais carícias, mais sensações, um pouco mais das delícias que você pode me dar.
Só você sabe onde e como me tocar, sabe como fazer minha mente girar e esquecer do mundo que gira, sabe me fazer tremer e sentir calor...
Meus sentidos me abandonam, os sons saem sem que eu os consiga controlar, você me fascina, me faz sentir como uma menina que brinca com fogo, mas não sente medo de se queimar, acende em mim a chama que propaga o calor no corpo todo, me torna quente, vermelha, me faz arder.
 Me ama... Me faz tua ...
Absorvo um pouco de você e te dou um pouco de mim e nessa troca nos tornamos um só coração, um único amor, uma vida; intensos como cada poente que descansa no horizonte, leito sereno do sol.
Juntos somos únicos, eu pra você e você pra mim, sempre e pra sempre assim...

29 de julho de 2011

saudade...

Que saudade é essa que sinto?
De mergulhar nos teus olhos
E me perder no infinito

Que vazio me consome!
Ecoa o grito de minh’alma
A clamar por teu nome

Por entre lembranças
Vaga minha mente
Do sabor do teu beijo
Do teu abraço quente

Saudade
É o que resta agora
O desejo que você volte
Uma esperança que me consola

Meu reino...

No reino da saudade
O mar é como os olhos
Profundos e verdes
No reino da saudade
Não há os lábios
Para matar a sede
O vento sopra frio
E não há os braços
Para aquecer
No reino da saudade
Passo meus dias
A procurar por você 

28 de julho de 2011

Vazio da Alma vazia.

Foi vedado a Ela o direito de sonhar, já não imagina, já não visualiza, já não sabe mais se quer sentir saudades... Percebe que a cada dia a distância aumenta, e a culpa e sempre das oportunidades.
O caldeirão do inferno não tem mais a mesma graça sem o motivo para falar, a ausência e a distância sempre causam sofrimento, e agora a distância ficou um pouco maior... Não são mais apenas dez minutos, jamais será a mesma coisa, nunca mais terá um gosto para recordar, não terá mais seus braços e o olhar apaixonante a fitando, não sonhará mais.
Basta!
O amor, assim como a dor, inevitavelmente tende a ser substituído por algo mais excitante... Quando passa-se a enxergar o que não se quer ver, deve-se procurar estar presente nas vidas e nos sonhos dos que desejam isso.
Insistir não é mais viável. Retiradas estratégicas sempre são as melhores saídas para que o sofrimento da "perda" seja menor.
Quando sentir falta do carinho, não se acanhe, busque pela presença.Vá de encontro à saudade e a açoite com a mesma vontade demonstrada com os beijos da noite da prova...

27 de julho de 2011

POESIA

P elas mãos de um anjo
O s céus se abrem
E strelas sucumbem
S ozinhas no breu
I gnoradas e solitárias
A mam.

Inevitável

O que sai da boca é o que mais machuca. Palavras vão direto ao coração, atingem a alma e por mais que se peça desculpas ou que se tente desculpar, nunca mais é a mesma coisa. O que se quebra não se conserta, mesmo que se remende, que se cole, ficam os vestígios do "acidente", provando que houve uma "emenda" ali.
As certezas se desfazem, e se refazem na velocidade da luz, voam e se desmancham na imensidão de um firmamento imaginado de uma forma e concretizado de outra totalmente diferente.
A dor é tanta que causa náuseas, sufoca e queima o peito. O orgulho, por mais que grite, não se faz ouvir, e o nome desse sentimento é amor.
A imagem concretizada surpreendeu, o primeiro impacto foi alucinante, realmente não era o esperado, esperava menos, mas a felicidade durou pouco tempo.
Por causa de uma promessa, manteve a palavra acreditando que seria em vão, mesmo assim a palavra foi mantida e o alívio veio em gotas, como uma chuva rápida que refresca o solo árido de um coração que ficou seco por um tempo.
Palavras novamente, agora mútuas, promessas da lembrança do quanto se é importante, terminaram com um ciclo de tristeza e incerteza, acabando por trazer recordações e certezas  de que não se pode definitivamente evitar a dor, ou o que quer que seja. É inevitável...

Rosa dos ventos...

Nem tudo parece ser como realmente é. Algumas coisas ainda estão em desordem.
Há um frenesi de corpos e bocas, mas não há os corpos e bocas. Não há ninguém aqui. Apenas uma alma perdida e sozinha, como uma rosa dos ventos que não sabe pra qual lado apontar, uma bússola quebrada, sem norte.
Que direção me leva até você?

17 de julho de 2011

Psicodelícia


Sinapse de neurônios psicodélicos e coloridos na tela do computador. Um líquido verde e delicioso se fazendo presente em mim, nada além de uma combinação perfeita, harmônica e inebriante!
Uma dose dos meus olhos, com gelo ou sem, à escolha... Brilha!! Intensa, fascina e transforma tudo em volta num  verde anis profundo como o mar, quente causa torpor e calma, depois euforia.
Uma fada aparece e se mete entre você e seus demônios...
Eu quero mesmo é que tudo exploda. E que seja luminosa, a explosão, que ecoe pelos quarteirões e faça tremer teus vidros, quebrar tuas janelas. Que perturbe teu sono e te faça ir pra rua pra ver o que aconteceu.
Você não vai me encontrar lá. Eu não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre. Eu sou o acidente, e eu sou grave.
Estou Grave... Estou em você e você sequer percebe, não tem noção da gravidade de mim, e da urgência que sou.

15 de julho de 2011

Nada.

Algumas vezes eu preciso de outros prazeres,de razões para sobreviver,ou para existir.
Mas eu permaneço só em meus pensamentos.
Meu universo está fechado para todo o sempre. Eu te amei 
Somente o ruído me compreende e me mostra a minha vida.
Além das minhas lágrimas.
Que fluem,há o meu coração.
Que espera pela luz.
Queria apenas perder devagar qualquer noção de vida...
 E deslizar lentamente no esquecimento... 
Queria que  a sombra que eu sou desaparecesse finalmente no nada
que eu sou. 
Desaparecesse.
Finalmente no nada...

Experiência... Que venha!!

Passou, o dia terminou e a noite vem chegando mansa, tranquila, calada como o breu que a acompanha...
O que se comemora nos aniversários? Mais um ano que se viveu, mais uma primavera completada, mais uma linha de expressão... que expressa o quê?
Mágoas, dores, rancores, algemas, delírios, lágrimas...
A festa??
Ahh a festa, se eu pudesse escolher onde seria , não estaria muito longe daqui, desse mundinho, das quatro paredes que agora me cercam, inertes como eu.
Festejo sim, mais um ano, mais uma primavera, a sabedoria e o conhecimento que esse ano me proporcionou, as dores que esse ano causou, as lágrimas que foram derramadas durante esse ano que passou pra mim, pois aprendi muito com elas também.
Começo agora um ano a mais, uma nova primavera, na qual sempre é inverno e frio.
Que me trará mais lágrimas, mais dores, mais dissabores e a esperança de que ele se complete e de que eu escreva sobre ele daqui um ano, com mais um ano de experiência...

14 de julho de 2011

Verbo...


não verbaliza,
não gesticula,
não ouve,
ou não quer,
não sabe,aprender
pra que?sentir
o que? nada,
tudo, antes e agora.
Amanhã? Não dá...
o verbo é já!

13 de julho de 2011

Sabores.

A herdeira que segue estrela principal da própria história é só mais uma puta que vive de migalhas do amor ofertado e pago às putas de fora, num caldeirão que queima toda a lucidez e a onde a indiferença é o tempero do prato principal.
A necessidade do corpo e a ausência de si mesma nele, dão o toque final ao sarcástico e cômico menu de sua vida...
Com o que saciar a fome?Com o que é oferecido em casa ou com o que tem para comprar fora?
Ás vezes o que se compra fora é mais saboroso, pode ter mais gosto, um sabor diferente,o sabor de lascívia e luxúria que não há mais ali. Não é um ato condenável, é a lei da oferta e da procura.
Porém, seu tempero é totalmente diferente, com direito a iguarias e especiarias das mais variadas, tudo servido com vontade e devassidão, nada de muito sal para não reter líquidos que se bebem direto na fonte, ou de temperos picantes, para não disfarçar o sabor quente do prato.
A entrada, mais leve e suave, deixa o apetite mais aguçado e depois do prato principal a sobremesa dá um toque final ao espetáculo gastronômico que sabe criar, algo inusitado a base de chocolate, tudo servido com vontade e acompanhado de vinho tinto e seco.
Inacabados, alguns pratos ficaram pela metade, não por falta de fome, mas por falta de tempo, e por culpa de  uma vontade insana que dá e passa.
Entender o que? Não há o que entender, há o que saborear, e um gosto ficou, um sabor de vontade, de desejo, que aguçou o apetite e aumentou a sede, mas a espera faz a vontade cessar, e acaba que não acaba nunca... Ela sempre volta, então a mesa será posta pra te servir...

12 de julho de 2011

(*)hoppípolla

(*)...e venta pra dentro... e o cheiro de ar livre do seu cabelo eu golpeio o mais rápido que posso com meu nariz....

Os sonhos são trailers do futuro!
Sonhe, corra, grite, pule, brinque
Com que idade? Não importa...
A importância de sonhar
é o que importa...
Importa desejos, esperança, saudades
do que foi, do que é...
Incertezas
do que será, do que virá.
O trailer dura pouco tempo
O tempo do longa eu faço!

(*) sigur rós

9 de julho de 2011

A arte de dizer adeus - o desapego.

Elizabeth Bishop disse sábia e acertadamente “...Não é nenhum segredo...”
Entender os motivos que levam a pessoa que amamos a nos deixar é muito difícil. Superar que alguém que amamos quer ir embora, não deseja mais nossos carinhos, nossos afagos, nossa presença, e tudo o mais que oferecemos por escolha própria, é quase tão duro quanto aceitar a morte. Veja bem, imaginar uma pessoa te deixando sem ter escolha é bem diferente do que imaginar essa pessoa escolhendo isso.
Ninguém perde ninguém, simplesmente porque ninguém é de ninguém, mas quando amamos, tornamos o outro propriedade nossa, nossa morada, não por maldade...por amor, por apego, e esquecemos de pensar que o outro tem o direito de mudar e fazer de si a morada de outra pessoa, em outro lugar, e que o que construímos a dois e se tornou um inteiro, divide-se tornando-se metade novamente...Esquecer é difícil, se desapegar, aceitar a "partilha" é tão doloroso....eu sei como isso dói.Porém temos que parar e pensar sobre os motivos que levaram essa pessoa a nos deixar com metade de nós mesmos, e seguir nosso caminho, sem mágoa, sem dor, de queixo erguido e lutando para não cometer os mesmos erros.A verdade é que não aprendemos a dizer adeus, não nos ensinam a perder.Não aprendemos a dizer adeus nem a nós mesmos!
Quando nos deparamos crescidos diante do espelho, com um corpo e uma cabeça de adulto, nos deitamos ainda com aquela vontade incômoda de ser criança novamente, de não ter tantas responsabilidades e sofrimentos. Aprender a dizer adeus deveria constar de manuais para que a dor nos fosse comum, já que isso não nos é possível, que aprendamos então, a conviver com nossas escolhas e com as escolhas dos que amamos. Às vezes voamos tão alto, que não nos é permitido voltar... E enquanto isso outras pessoas tolhem as próprias asas não se permitindo voar.

A vida pode acabar...

Já realizei sonhos...muitos, ainda faltam alguns,
mas os que faltam são consequências da vida.
Já fiz amigos... inúmeros, e os amo a todos,
uns mais presentes, outros mais ausentes,
mas sempre amigos...ainda faltam alguns,
mas os que faltam são privilégios da vida.
Já tive amores... alguns,
e os que faltam são alheios à essa vida.
Já sofri dores... muitas, se faltam algumas
são inerentes à vida.
Já cometi erros... sempre falta algum
são pra acertar na vida.
Já acertei também... muito
se falta acertar ainda, é acaso da vida.
Já desejei... muitas coisas,
em relação aos desejos
não pretendo mais nada da vida.
Já vivi o bastante pra sonhar,amar,
sofrer, errar, acertar, desejar...
Se a vida acabar, não me falta nada da vida!

Ecos

Palavras fizeram o sono se perder... Foi embora com o último resquício de esperança de saciar a vontade de calar o "eco" que as letrinhas fizeram VEMMMMMMMMM...
Elas eram "gritadas" e e mãos geladas pelo frio da madrugada gelada, eram levadas quase que em desespero até o rosto, demonstrando que queria, que exigia a presença ausente.
Nem a fumaça dos cigarros, nem o torpor do vinho, nada aquecia, nada apagava o "quero você agoraaaaaaaa"
O desejo transformou-se em desespero, praticamente em raiva, enquanto a mesa servia de apoio para as pernas que se abriam num convite em direção aos olhos que a devoravam sem poder sentir seu gosto...

8 de julho de 2011

Lembranças

Voar...
É assim que se chama quando alguém vai embora pra longe?
Diz-se: voou o passarinho engaiolado, achou a porta da gaiola aberta e se foi...
Será essa a liberdade que almejava?
O que sobra daqui? Lembranças...
Quais serão as suas lembranças?
Algumas fotos, um perfume que você não se lembra e uma boca com sede de você...

7 de julho de 2011

Fragmentos

Se pudesse escolher um lugar onde estar, seria aí com certeza...
Mas eu não iria te amar como faço há tempos,
não iria correr pros teus braços,
não falaria de mim,
tampouco ouviria você falar de si,
não me queixaria da sua ausência,
não pediria explicações,
nem me sentiria culpada.
Olharia nos teus olhos,
que me absorveram por tanto tempo,
que me tiraram a concentração por inúmeras vezes,
que me iludiram, me enganaram
e não me deixaria levar por eles,
os fecharia com beijos e depois
seguraria sua mão e a colocaria no meu peito,
te faria sentir o que sinto , transmitiria pulsando
com o coração a dor que me você me causa.
Nesse momento, quando você finalmente percebesse
o mal que causa, e o Mau funcionamento de mim sem você
eu abriria a boca e falaria pra te abrir os olhos...
"Eu te amei, por longos anos, como ninguém conseguiu amar,
te desejei em todas as noites durante esses anos e sozinha,
te senti e me fiz sentir,
te implorei calor, amor, colo...
Enquanto eu perdi meu tempo fazendo isso
você  se deliciou da minha dor, me ignorou, me excluiu da sua vida,
me jogou no inferno, no mesmo inferno de onde me resgatou um dia
dizendo que me amava, que passasse o tempo que fosse não acabaria
que eu seria sua pra sempre, que nosso amor era único,
que não existia outro amor igual... que os cinco sentidos não eram suficientes,
que "nosso" amor transcendia a matéria, vinha da alma, vinha de outra vida
e duraria até a próxima...
Tudo mentira sua, tudo teatro!
Mas me recupero, já passei tempestades piores...
Só tenho mais uma coisa a dizer:
Ainda te amo, ainda sofro por você,
é uma dor que não passa e não acaba,
também é um sentimento que não se esquece,
mas também vou matar você dentro de mim,
como você fez comigo, preciso de um anjo que
voe comigo, não que me faça cair mais..."
E depois de dizer isso tudo, me viraria de costas e te deixaria
em paz  e acompanhado do que mais preza: Seu orgulho!