26 de dezembro de 2010

La fée verte – où est qui tu as?


Existe?


Sim e vejo tulipas nas pernas como Oscar. Coisa de poeta.


Poderia jogar uma colméia de abelhas num quarto fechado, apenas para ouvir os gritos dos que estivessem lá dentro.


Faria uso de espadas e punhais para ferir os que me odeiam.


Há moedas em meus olhos e meu corpo queima em chamas, é incinerado. Só me resta a alma e ela voa junto com o verde do copo rumo ao meu interior, me conhecendo por dentro gole a gole, palavra a palavra, linha após linha.


Um exército parte para a guerra dentro de mim, suas bandeiras flamulam a cada sopro de ar que inspiro e tudo o que consigo sentir é uma agitação, um leve bambear de pernas e um torpor suave como o amanhecer de um dia de verão, quente como o sol de meio-dia. Arde, ofusca e acalma.


Sinto sede, a cada gole mais sede, mais vontade... E uma flecha certeira me atinge a jugular, sufocando, afogando meus pensamentos nesse mar verde – anis.

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