Perdem-se horas do dia tentando encontrar sentido ao que já não há. Pensa-se e repensa-se mil vezes se o que se sente é real, não se pode acreditar que a vida pare e deixe esse sentimento agir.
Um sentimento que, proibido pela moral e bons costumes sociais, afetaria mais vidas do que se possa imaginar.
Há que se viver o momento sempre, fazer com que as oportunidades surjam e se concretizem; pedir, implorar, convidar a felicidade para a vida. Mas nem sempre a felicidade está disposta a dar o ar da graça...
O ano acaba e as coisas continuarão iguais, nem sempre é possível alterar a situação em que as almas se encontram. E nem mesmo fazer com que se encontrem.
A alma caminha rumo ao nada, sem futuro, sem norte, sem nada que a faça ter esperança de encontrar a felicidade.
Talvez a felicidade esteja bem em frente aos olhos verdes, mas ela não enxerga, e deixa-a ir embora, ou simplesmente pede que se retire, não acreditando que seja real mesmo. Ignora, deleta, bloqueia...
Sempre a mesma história, repetitiva e cansativa, estar ou não depende só dela. Sentir depende de mais alguém.
Sentir além dos cinco sentidos é possível, basta acreditar.
O sexto sentido existe e persegue até nos momentos mais inusitados.
Percebe-se a presença de alguém que não está ali, sente-se um perfume que não está em ninguém por perto, encontra-se um rosto na multidão que não esta lá...
A presença, sempre ali, não deixando esquecer que existe.
Uma insanidade temporária com um tempo que não acaba.
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