29 de janeiro de 2011

Tudo evapora ou vira fumaça.


Assim como as lembranças do que passamos juntos um dia... Como a fumaça que se esvai entre meus dedos, ou que eu mando direto pra dentro de mim sem sentir um pingo sequer de pena do meu corpo, que apodrece e escurece aos poucos.
O calor queima, por dentro e por fora o que resta das recordações dos dias felizes que vivi do seu lado.
Não vou mais desejar sua atenção ou sua presença. Você decidiu me apagar de sua memória e se apagou das minhas páginas, então, que sua vontatde seja feita, não vou te buscar nem no presente nem no passado que vivemos.
Você está longe de mim, e a distância que nos separa não é apenas física, você decidiu assim quando simplesmente me "excluiu" de você, excluindo textos e comentários.
É uma pena que uma história tão linda, de mais de dez anos termine assim, com a exclusão das lembranças.
Destrua CD's, apague os arquivos e as fotos que te lembrem de mim, estarei fazendo o mesmo. Será a última coisa que faremos em comum por nós dois...
Termine de esquecer que te amei um dia. Esquecerei quem fui e darei continuidade ao que sou hoje, não haverá mais sombras ou "se's" na minha vida, não terei mais medo nem precisarei mais de anjos.

24 de janeiro de 2011

O Mar e a Vida


Sempre me senti atraída pelo mar, selvagem e livre.

Queria ser como ele... Profundo... Fundo...

Sempre sonhei em rejeitar a miséria da vida.

Queria ser como ela... Profunda ... Funda...

O mar, assim como a vida,

Me Inunda... Me Afunda...

21 de janeiro de 2011

Tudo ao seu tempo...passa.


Tanta saudade hoje...
Saudades de você, saudades de mim... De quem eu era quando estava com você.
Fomos felizes não fomos?
Estivemos juntos, andamos juntos, brincamos, passamos noites inteiras jogando conversa fora, falando bobagens, nos amamos...
O tempo se encarrega de afastar as pessoas, mas afasta apenas o corpo físico, as almas, os corações sempre estarão ligados de uma maneira que não pode ser desatada... Um nó de marinheiro, capaz de segurar as velas mesmo nas piores tempestades.
Nós estaremos para sempre na memória um do outro, passe o tempo que passar, nos manteremos um dentro do coração do outro...
A solidão tem feito morada dentro de mim desde que você se foi.
Não saberia mais "ser" sem a companhia dela, que tem estado tão presente em toda essa ausência que me tornei.
Sempre vazia sigo o caminho em todos os dias insanos que a vida me dá e a contradição das palavras se alterna com a sobriedade dos mesmos dias...
E nessa tormenta meu veleiro segue, levando o Nada e Ninguém para a terra do Nunca.

20 de janeiro de 2011

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.


Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...
Você não sabe o que diz, é contraditório...
Você explica uma, duas vezes e nem assim se faz entender.
Tem o dom de iludir, de enganar. E quando diz a verdade ninguém te acredita...
Você mente até para si próprio.
Sabe qual é a verdade?
Voce se preocupou em não se machucar e machucou a mim.
Eu corri todos os riscos, quis me entregar e voce não teve vontade.
Eu me ofereci por inteiro e você se contentou com metade de mim...
Qual é a graça de saber o fim da história?
Quando se parte rumo ao nada, nem mesmo no absinto se encontra alívio para determinadas dores...
Eu andei num labirinto e você numa estrada em linha reta, chegou antes de mim no fim.
Eu gritei por liberdade e você deixou a porta se fechar e passou a chave.
Se é verdade que tudo passa, então por que o amor fica parado?
Meu desejo se confunde com a vontade de não ser, de não sentir...
Me esqueça, mas nunca esqueça o meu amor...

18 de janeiro de 2011

Vida Regressiva...



10 -anos felizes ao seu lado...

9 - meses à espera de cada uma de nossas jóias.

8 - horas em média que durmo por noite abraçada à você.

7 - dias na semana em que nos amamos.

6 - dias que passei longe de você em dez anos...

5 - anos da nossa jóia mais velha.

4 - cantos do mundo onde eu iria por você.

3 - anos da nossa jóia mais nova.

2 - corações batendo no mesmo rítmo, o meu e o seu.

1 - único amor na minha vida! Você

0 - motivos pra te esquecer - Te amo!

14 de janeiro de 2011

Cuidado com o que diz... Eu quero paz.

O som insistente do aparelho móvel me lembra constante e sonoramente que a bateria deve ser recarregada. Eu precisava de um aviso sonoro que me avisasse o momento de reabastecer minhas palavras. Não consigo escrever uma linha sequer, como escrevia há um mês, com a paixão e a vontade com que o fazia há um mês...
Um mês... Pensando em quantidade é muito pouco tempo.
Os advérbios de intensidade não deveriam ser usados, tornam a frase ambígua. Ou é muito, ou é pouco... O tempo.
O tempo nunca é o bastante. Não foi o bastante pra você ficar e não será o bastante pra eu te esquecer... Passe o tempo que passar, sempre me lembrarei de você.
Engraçado como a morte é traumática. Deveria ser apenas uma passagem, um modo diferente de enxergar a vida... A morte... Pode ser um amigo, um pássaro, um gato de estimação, ela sempre gera danos irreparáveis, e minhas palavras morreram e se decompõem em frente aos meus olhos e aos olhos dos que me leem, como se decompuseram os corpos que enterrei e como há de se decompor o meu quando eu me for.
Palavras... O que são além de palavras? Sejam ditas,escritas, lidas... são apenas palavras. E passam. Nem sempre fazem sentido ou causam impacto. Não são o início, tampouco o fim de nada, não causam desastres, não provocam guerra e não promovem a paz.
O que rege a humanidade não são as palavras, são as ações.
Um livro não se faz somente de palavras, é necessária a ação de escrevê-lo, de imaginá-lo de compor suas linhas.
O amor não começa pelo "eu te amo". Começa com a ação de demonstrar carinho, com os beijos, com os toques, as carícias... Ações.
As guerras não surgem de palavras de ódio trocadas. É a ação do primeiro disparo, o primeiro soco, a primeira ofensa... As ações geram o ódio que leva à guerra.
Um rompimento, não é apenas dito, ou escrito, antes disso existe a ação de ausentar-se.
Enfim, o amor morre, o ódio morre, as guerras morrem, o rompimento morre... as palavras morrem... Basta que as ações que os geram morram. E elas sempre morrem.

"Teoria do caos"


Algum sádico abriu uma torneira do outro lado do mundo e em consequência se abriram as comportas do inferno do lado de cá?

Tudo o que está acontecendo com todas estas pessoas em locais isolados cobertos de água e lama, é culpa de quem?

Ah!!... É a vontade de Deus... Tinha me esquecido...

Mas os milagres acontecem não é? Há sobreviventes dos desastres acreditando que aconteceu para eles um milagre...

Então, por que Deus salvou algumas centenas de pessoas e outras não? Milagre incompleto? Falha no sistema?

Qual foi a culpa dos que morreram e das famílias que perderam seus entes e pertences debaixo da lama e dos escombros? Todos foram pessoas más e não merecem os milagres?

Como crianças que esperam o papai noel no natal, centenas de pessoas ainda esperam que a chuva cesse...

A fúria da natureza... A Ira de Deus... É isso.

São os atos das pessoas que levam o mundo ao caos.

Do mais simples ao mais elaborado dos atos, todos têm consequências, até mesmo o ato de escrever estas linhas terá uma consequência que não se pode prever... E o simples bater de asas de uma borboleta pode gerar um tufão do outro lado do mundo...

9 de janeiro de 2011

As sombras


As sombras e a escuridão me dizem "Boa Noite"!

Nenhuma palavra, nenhuma menção, nada... É tudo vazio e solidão.

O brilho das estrelas é mínimo e não é capaz de iluminar a noite.

Ouço os gatos no telhado, ouço o vento, suspiros... Sinto a brisa e o cheiro do solo molhado pela chuva.

Estou distante de mim como uma espectadora que assiste a uma história e não interage, inerte.

Imersa em um oceano de sentimentos confusos e perdidos... Como uma pérola a ser retirada da concha que sofre até dar o melhor de si ao mundo... Eu.

Cabe a nós conquistar espaços e não somente ocupá-los por um tempo e eu não fiz isso.

O caos, a agitação, as tempestades, trovões e relâmpagos furiosos... Tudo é devastador; mas é efêmero e passa, o tempo se abre, o nevoeiro se dissipa e as águas se acalmam.

Não se pode ver as perdas, apenas sentí-las e eu sinto... Te perdi.

Agora trago as sombras nos olhos e a tristeza no coração.

6 de janeiro de 2011

Intuição.

Quem é mulher sabe do que é melhor para si, mesmo que não aceite a princípio.
Tem um terceiro olho no coração, tem um sexto sentido para as decepções...
As lembranças não são feitas de momentos, os momentos é que se tornam lembranças. Há uma diferença muito sutil entre ser lembrado e se fazer lembrar.
Quando nos deparamos com as infelicidades antes mesmo de se tornarem infelicidades e mesmo assim aceitamoes e tentamos torná-las momentos felizes, a vida nos mostra que estávamos certas.
É impossível sentir falta do que magoa, do que faz mal.
O passado deixa marcas, as pessoas realmente deixam suas pegadas em nossas almas, como se fossem feridas que não cicatrizam facilmente. Algumas estarão sempre em nossas memórias, serão lembradas com amor, com saudade, outras se farão lembrar pelo modo como se ausentaram de nossas vidas. Estas certamente serão esquecidas cedo ou tarde, e eu esquecerei de você.

Uma Noite.


Olhando pela janela, vejo a chuva forte então eu percebo que todos os meus sentimentos circulam ao redor do meu coração.

Ouço sua voz, sinto seu toque na escuridão, no vazio que me tornei.

Ainda sinto teus beijos...

Foi uma noite à ser lembrada, não consigo esquecer dos teus olhos, do teu rosto...

Quero que as estrelas te enviem uma mensagem; como um farol dentro da noite, e te contem como me sinto só e que uma parte de mim foi embora com você.

Quando olho no espelho, te vejo no brilho dos meus olhos, sinto você aqui...

Estes sentimentos que eu não posso simplesmente apagar são apenas sonhos infinitos.

Eu não consigo libertar meu coração inquieto.

Seria uma noite para se lembrar. Mas o tempo não foi suficiente pra fazer com que você ficasse.

3 de janeiro de 2011

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh - Grite!


Transparente ...

A vida mostra, aponta com o dedo sádico quem realmente importa ser lembrado, quem é quem realmente.

Pode até demorar, mas a verdadeira face das pessoas acaba aparecendo de uma maneira ou de outra. Basta ter paciência.

É como se a vida inteira não passasse de um ledo engano, um conto de fadas , cheio de ilusões e desencontros, lotado de mentirinhas inocentes que comovem quem ouve ou assiste de longe. Como ela própria (a vida) é dona da verdade, tudo se esclarece.

E ela aplaude de pé as vitórias e as derrotas, como se tivesse dupla personalidade, com um sarcasmo próprio de si, toma o controle remoto, avança, para, retrocede, faz o que quer, transformando as pessoas em marionetes , presas por um fio tênue, que pode ser rompido a qualquer momento terminando com tudo.

Talvez seja bom, mas por outro lado, há que se aprender a lidar com as emoções, para que os sentimentos não se atropelem e façam retroceder o filme que passou outra vez.

Sarcástica e sádica. É assim a vida que nós, pobres mortais, prezamos tanto.

Sigamos então com ela em slow motion, pra tudo que é efêmero, como os momentos felizes, durem mais tempo.

Se o desencanto bater na porta da alma, é só apertar o botão do foda-se e deixar no modo on, passando a fase do desencanto, aperte o feedback e assista de camarote os erros cometidos, se tiver discernimento corrija-os, se não, mantenha o botão no modo on.

2 de janeiro de 2011

O retorno


O ano novo começa chuvoso e frio, mas diferente para Ela, que percebeu vários erros que cometeu ao longo do ano que findou.


Bastaram quatro dias de distância para que pudesse ver o que estava bem à frente dos olhos verdes que derramavam lágrimas enquanto a chuva caía escondendo as mesmas.


Não foi a virada do dia igual a todas as outras viradas, pois todos os dias em qualquer época do ano têm uma meia-noite anunciando que as próximas vinte e quatro horas estão começando... Foi a ausência que sentiu, a distância que a separava de quem ama que a fez chorar naquela noite iluminada por fogos de artifício coloridos, lindos e quentes...


Nunca uma dor foi tão lancinante e Ela demorou muito tempo para perceber a falta que o ombro dele faz; a dor que a ausência dele causa.


Se todos pudessem prever as consequências que o mínimo de seus atos causaria, pensar nelas com seriedade, primeiro as imediatas, depois as prováveis, e ainda as possíveis e imagináveis, não chegariam a dar o primeiro passo para longe do primeiro pensamento que os tivesse feito parar.


Ela voltou. E com ela voltou o amor que nunca se foi. O amor que acreditava findo, que temia estar destruído pelos anos de convivência, ou simplesmente esquecido em algum canto da memória.


O calendário causa um frisson exagerado... Podemos fazer um ano novo todos os dias, basta estourar uma champagne, brindar e fazer promessas que nunca serão esquecidas, e que sempre serão cumpridas se forem verdadeiras.