26 de junho de 2011
Gramática
Totalmente subordinada a você, que hoje é minha oração principal, eu caminho... Substantiva subjetiva, às vezes objetiva direta ou indireta, dependendo do verbo que se usa.
Penso... Verbo transitivo direto, que te faria feliz... Outra vez objetiva direta, quem faz, faz alguma coisa...''A ideia de que você vai se arrepender é ridícula...completiva nominal. Entendo você, o medo afasta as pessoas. Pode até não ser medo, e sim insegurança, uma trava? Quem sabe, com jeitinho eu te destrave um dia... Todas coordenadas, não dependem umas das outras para existirem.
Eu continuo subordinada, tentando ser explicativa, mas consigo apenas te afastar...
Período: "Nota-se que consigo apenas te afastar."
Nota-se = oração principal
Que consigo = oração subordinada substantiva subjetiva.
Apenas te afastar = oração subordinada substantiva objetiva direta.
Tempo? Tanto faz... É sempre a mesma coisa...
23 de junho de 2011
Olhos negros
Me olha com teus olhos negros
Quero respirar o ar que você respira,
Olhar com teus olhos negros...
Nos seus olhos vejo vida e poesia
Aqui neste meu universo
Nunca encontrei olhos assim
Negros como os que você tem.
Quero escutar com teus ouvidos minhas palavras,
Tocar com teus dedos minha pele esquiva
E perseguir por teu corpo teus sentimentos
Para descobrir o que eles escondem...
Para entender o que você sente por mim
Conheci um céu sem sol
E um homem sem solo
Um santo na prisão
Uma canção triste sem dono
E conheci teus olhos negros
E agora sei que não posso viver sem eles
Tento compreender o vazio que o teu amor me deixa
E me convencer de que esta imagem
Que tenho às vezes frente a mim
Fragmentada
Desarticulada
Intermitente
Imprevisível
Esporádica
Oculta,
Me deseja...
22 de junho de 2011
Intrínseca.
Entre meus anjos e meus demônios, no caldeirão do inferno, tudo o que sou passa a fazer sentido.
De um lado o que eu quero ser, do outro o que eu me tornei...
Mascarada, prossigo sem medo de que me descubram, pois não há como. Sou duas, espaçosa o suficiente para me preencher.
O antes e o depois de uma menina que está no passado, que tinha sonhos, queria ser princesa, e poderia ter sido se a vida não lhe tivesse tolhido as asas.
Um misto de calor e frio que aquece e congela almas em um piscar de olhos verdes.
Uma alusão metafórica de alguém que existe intrínseca em mim...
Importância...

Já não sou importante.
Também já não importa...
O sentimento que toma conta de minha alma hoje é o que importa...
E sinto...
Sinto não ter importância.
Sinto não ser importante.
Sinto não ter se importado.
Sinto a importância de me importar.
Sinto que não importa o quanto me importe.
Sei que não importa... mas me importo.
E o que realmente importa, já não importa...
Também já não importa...
O sentimento que toma conta de minha alma hoje é o que importa...
E sinto...
Sinto não ter importância.
Sinto não ser importante.
Sinto não ter se importado.
Sinto a importância de me importar.
Sinto que não importa o quanto me importe.
Sei que não importa... mas me importo.
E o que realmente importa, já não importa...
Não importa o quanto eu me importe...
Nada mais importa...
21 de junho de 2011
Metalinguagem (atendendo um pedido especial)
Deixa que a medida do teu verso caiba na medida das minhas sílabas internas.
Deixe que teu poema concreto deságue entre minhas pernas.
Deixa que a aliteração da tua rima me excite... me exceda por cima.
Deixa que a libido da tua elipse escorra na minha narrativa.
Deixa que a metáfora da tua estética lateje na estrofe da minha prosa.
Deixa em mim tua língua poética finaliza tua poesia e goza...
20 de junho de 2011
Você vem comigo?
Quebrei o meu coração na estrada e passo o fim de semana costurando os pedaços de volta. Lápis e bonecas passam por mim...
Por que Caminhar fica tão chato quando se aprende a voar?
Não sou do tipo caseira... Desligue-se!
E quem sabe o que poderá encontrar?
Não confessarei todos os meus pecados, tenha certeza que eu tentarei, mas nem sempre se pode ganhar.
Você vem comigo?
E eu não vou recuar porque a vida já me machucou. Não desisto fácil assim.
Também não vou chorar e sou muito jovem para morrer.
Eu não posso esconder o que fiz, ou quem sou. As cicatrizes me lembram de quão longe vim...
A quem se interessar:
Apenas corra com tesouras quando você quiser se machucar...
Você vem comigo?
Você é um tolo se disser não. Não é assim que a vida acontece?
As pessoas temem o que elas não conhecem...
Venha passear nos meus pensamentos... Nos meus sonhos, na minha Alma.
19 de junho de 2011
Conversa de alguém que sente...
Temos coisas em comum, temos gostos parecidos, uma proximidade atemporal... Fugimos da realidade juntos e isso é bom demais.
Sentimos o que o outro sente, falamos bobagens, falamos sério, falamos de poesia, falamos do tempo, do trabalho, de música, de ginástica, de livros, de tudo...
Nos conhecemos, nos sentimos, sabemos quando o outro não está bem apenas através das palavras, às vezes nem é preciso falar nada... Sentimos isso.
Nos frustramos juntos, nos afastamos, mas sempre voltamos um para o outro... Pode até demorar, mas acabamos nos entregando às sensações outra vez. O que é que nos mantém assim, o que é que faz com que nos desejemos tanto assim?
Te mantenho aí, mas queria você aqui,bem onde você queria estar também... Em mim e comigo!
18 de junho de 2011
Num tempo suave que faz a Alma levitar...
Os desejos, as sensações, tudo vem à tona como que emergindo do fundo de mim em forma de lembranças.E eu flutuo, como Alma que sou, até sua mente, até as recordações dos nossos momentos, dos quais sem querer você também se lembra, nos quais você queria estar agora,ainda que não tenha plena consciência disso. É de Alma que você precisa, são os Olhos Verdes que você busca, é a Ela que você quer, mas você não sabe... Quando sentir sua presença, seu toque, seu gosto, vai se questionar por quê demorou tanto a ceder o seu tempo, a se encaixar num tempo suave que faz a Alma levitar...
17 de junho de 2011
Boletim meteorológico da Alma.
Previsão de tempo bom, tempo e período compatíveis, com algumas nuvens para encobrir a saudade, mas quente e intenso.
No decorrer do período pancadas de vontade e precipitações alongadas de desejo.
No decorrer do período nos falamos...
Nos perdemos e nos encontramos.
Clima ameno, sem mudanças bruscas de comportamento ou temperamento.
Desabamentos de pudor, também são esperados no decorrer do período.
As áreas de risco devem ser visitadas.
15 de junho de 2011
[Libertando o coração]
Não se prenda
Tentando descobrir uma explicação,
Tateando no escuro pela direção...
Tudo é vago, tudo é efêmero
Como a poesia, como o mar e sua imensidão.
Forte e traiçoeiro...
Momentos que se foram no nevoeiro
Momentos...
Sem sentido, sem sentimento, sem sensações
Apenas momentos que passaram e deixaram
Saudade, dor e desilusões...
12 de junho de 2011
Amormetria.
Dê-me um apoio (centro)
Num piscar de olhos me transformo em um compasso
Giro 90º, 180º, 270º, 360º graus
Volta completa na circunferência chamada vida.
Dê-me uma régua ou uma trena
Com ela conseguirei medir ou não nossa distância
Que parece infinita.
Dê-me um transferidor para medirmos os graus do nosso amor.
Um esquadro
Quem sabe ele possa nos enquadrar.
Dê-me um ponto
Por ele passarei infinitos segmentos de sentimentos
Paixão, amor, raiva, ressentimento, gratidão...
Só não me limite com dois pontos
Pois, não saberia que segmento de sentimento
Passaria por eles.
9 de junho de 2011
Não é fácil.
Nem é difícil. Não escrevo para que me entendam e sim para que me sintam. Sentir é tudo, e como dizia o Fernando... Sinta quem lê!
Ambiguidade, bipolaridade, chamem do que bem entenderem, não sou mais uma na vitrine, sou apenas eu.
Previsível? Quando quero sim, por que não?
Irônica, sarcástica e quase sempre engraçada, mas sempre sozinha, por melhor acompanhada que esteja. A minha sombra e a minha companhia é sempre a mesma velha conhecida.
A primeira pessoa é inevitável hoje. A terceira pessoa não está aqui, quem esta aqui é Ela, ou a Alma, ou até mesmo os Olhos Verdes. Metalinguisticamente inseridos em mim...
Ambiguidade, bipolaridade, chamem do que bem entenderem, não sou mais uma na vitrine, sou apenas eu.
Previsível? Quando quero sim, por que não?
Irônica, sarcástica e quase sempre engraçada, mas sempre sozinha, por melhor acompanhada que esteja. A minha sombra e a minha companhia é sempre a mesma velha conhecida.
A primeira pessoa é inevitável hoje. A terceira pessoa não está aqui, quem esta aqui é Ela, ou a Alma, ou até mesmo os Olhos Verdes. Metalinguisticamente inseridos em mim...
8 de junho de 2011
O Anjo no caldeirão do inferno.
Uma manhã tensa, um frio que cortava os lábios e uma claridade que feria os olhos verdes molhados e salgados.
Tudo parecia triste e nervosamente normal, até um anjo aparecer...
Entre as lágrimas e os soluços, a Alma recebia um carinho novo, de um estranho, de um anjo preocupado com o estado lastimável e a crise nervosa que a acometiam.
Sua vida passava diante de seus olhos enquanto o anjo falava, todos os problemas naquele momento pareceram tão pequenos.
Custou um pouco ainda a reconciliar os pensamentos, a voltar para o ponto onde estava a espera do ônibus que a levaria de volta à sua realidade medíocre.
Mas o anjo não lhe saiu da cabeça, tampouco suas palavras de carinho.
Ainda existem pessoas no mundo que se interessam pelo semelhante, que sofrem quando alguém sofre, que enxugam o pranto sem pedir nada em troca, que estendem a mão...
Ainda existem anjos que recobrem com as asas e com amor uma Alma que chora sozinha...
Tudo parecia triste e nervosamente normal, até um anjo aparecer...
Entre as lágrimas e os soluços, a Alma recebia um carinho novo, de um estranho, de um anjo preocupado com o estado lastimável e a crise nervosa que a acometiam.
Sua vida passava diante de seus olhos enquanto o anjo falava, todos os problemas naquele momento pareceram tão pequenos.
Custou um pouco ainda a reconciliar os pensamentos, a voltar para o ponto onde estava a espera do ônibus que a levaria de volta à sua realidade medíocre.
Mas o anjo não lhe saiu da cabeça, tampouco suas palavras de carinho.
Ainda existem pessoas no mundo que se interessam pelo semelhante, que sofrem quando alguém sofre, que enxugam o pranto sem pedir nada em troca, que estendem a mão...
Ainda existem anjos que recobrem com as asas e com amor uma Alma que chora sozinha...
6 de junho de 2011
Sinto falta...
Sinto falta da sua voz, do seu toque tímido, dos carinhos, dos olhares... dos intensos, dos fugidios... dos ângulos, das conversas, da fumaça compartilhada.
Sinto falta de você.
Sinto falta da sede da sua boca, que se eu fechar os olhos posso desenhar.
Sinto falta de quem eu fui com você... espaçosa o suficiente para me preencher.Sinto falta... Você sempre me entendia quando eu estava mal.
Sinto falta de sermos dois... adoráveis pervertidos...
Por que todo mundo acha que o amor resolve tudo?
Sinto falta de você.
Sinto falta da sede da sua boca, que se eu fechar os olhos posso desenhar.
Sinto falta de quem eu fui com você... espaçosa o suficiente para me preencher.Sinto falta... Você sempre me entendia quando eu estava mal.
Sinto falta de sermos dois... adoráveis pervertidos...
Por que todo mundo acha que o amor resolve tudo?
5 de junho de 2011
Bálsamo.
Mergulhei no brilho dos seus olhos... Perdi-me! Bebi do néctar dos seus lábios... Embriaguei-me! Agora me sinto a maior das egoístas por te querer só para mim...
Simples assim... As janelas dizem e a alma entende, e tudo se transforma em ausência quando não se está junto. Cada minuto é um eterno suplício sem você, cada instante ao seu lado dura uma fração de segundo, o velho louco do Einstein sabia do que tava falando, será que ele sentia?
A relatividade é cruel, e ser escravo do relógio é uma tortura... Meu relógio sempre marca a hora errada, e o momento certo nunca chega. Voltas e voltas completas e nenhum momento certo. O que é dos ângulos sem que se tenha alguém os apreciando, ainda que de longe?
O tempo, tão incerto, talvez já se tenha ido, junto com as palavras trocadas através dos dedos, sentidas através das telas, aspiradas com a fumaça que enegrece os pulmões e diminui o próprio tempo...
A espera tem sido longa, tem sido unilateral, e o sentir também se tornou uma estrada de mão única, cheia de semáforos vermelhos... Pare! Pare! Pare!
Os semáforos se abrem um dia, e tudo fica verde, como os olhos e como o líquido que desce pelo corpo trazendo sensações e lembranças de momentos que só eu e você compartilhamos...
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