O que sai da boca é o que mais machuca. Palavras vão direto ao coração, atingem a alma e por mais que se peça desculpas ou que se tente desculpar, nunca mais é a mesma coisa. O que se quebra não se conserta, mesmo que se remende, que se cole, ficam os vestígios do "acidente", provando que houve uma "emenda" ali.As certezas se desfazem, e se refazem na velocidade da luz, voam e se desmancham na imensidão de um firmamento imaginado de uma forma e concretizado de outra totalmente diferente.
A dor é tanta que causa náuseas, sufoca e queima o peito. O orgulho, por mais que grite, não se faz ouvir, e o nome desse sentimento é amor.
A imagem concretizada surpreendeu, o primeiro impacto foi alucinante, realmente não era o esperado, esperava menos, mas a felicidade durou pouco tempo.
Por causa de uma promessa, manteve a palavra acreditando que seria em vão, mesmo assim a palavra foi mantida e o alívio veio em gotas, como uma chuva rápida que refresca o solo árido de um coração que ficou seco por um tempo.
Palavras novamente, agora mútuas, promessas da lembrança do quanto se é importante, terminaram com um ciclo de tristeza e incerteza, acabando por trazer recordações e certezas de que não se pode definitivamente evitar a dor, ou o que quer que seja. É inevitável...
A esperança em vasta espessura muda de novo o endereço da correspondência, mas não muda o rosto da lembrança...
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