O caldeirão do inferno está congelando hoje e a Alma também, está aprendendo a ser fria, a não esperar por alento ou por calor de ninguém, quer apenas paz, mas no meio do inferno não consegue sentir nada além de dor.Nada a faz esquecer algumas promessas, algumas frases...
Olhos que são como janelas, uma boca que transbordava sede e um abraço que a fez esquecer qualquer perigo naquela noite.
Tudo o que quer é mais um momento que não tem, não está em lugar algum...
E a Alma segue cambaleando, sorrindo por fora e destruída por dentro, sem sentido, sem sentimentos, sem noção de tempo ou de espaço, sem direção, sem destino...
As músicas ecoam em seus ouvidos como que impulsionando para lá, para fora dela, para dentro dele.
Livros gritam seu nome e ela o procura nos escombros do que foi a felicidade, revira o caos, mas ele não está... Aparece quando menos espera e consegue fazê-la transbordar o vinho que toma, exalar devassidão e esquecer do pudor, ou do medo, ou do resto...
Enquanto a Alma tentar esquecer o desejo estará sendo esquecida, isso não a faz sofrer, o que a transtorna é deixar as coisas inacabadas, se não tem um desfecho, não tem um adeus. E ela precisa de um ou de outro, ou do desfecho, ou do adeus... Talvez dos dois...
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