Os joelhos não estão onde gostariam de estar, estão no rosto, os braços também estão fora do lugar, estão em torno das pernas, os sentimentos continuam nele que, cada vez mais distante e mais ausente, se vai para longe...
Quer esquecer , mas não pode.
Fora da cama sonha, sua mente se transforma, o sangue ferve,mas o tempo é frio...
Verte água para esquecer, mas não consegue, o sal a faz recordar o mar que o levou, e a água se derrama mais ainda dela.
O mar, infinito e verde, como os olhos que o fitavam e que agora choram sem poderem vê-lo.
Sozinha caminha entre seus cacos e tenta colá-los, mas é inútil, não é capaz de refazer o vaso quebrado, não é capaz de resolver o que não fez no passado.
Nunca antes sentiu-se tão só, tão alheia e omissa a si mesma, tão impotente diante da vida.
A festa, que é a vida, continua, mas a música a faz chorar e sangrar na alma, "...Eu tive que fantasiar apenas para sobreviver..."
Não é mais a mesma doce e ingênua, está cada vez mais ácida...

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