Nau à deriva.
É assim que me sinto, sem direção,com o leme rodando como um cata-vento.
Como um ponteiro que não marca hora nenhuma, tempo nenhum;
nem para começar, nem para terminar.
Sem tempo de sentir nada, de fazer nada por mim...
Sem vontades ou desejos, sem angústias ou temores.
Sem inspiração, sem palavras, sem nada que valha à pena.
Desgovernada,
ou governada pelo vazio de não sentir mais nada.
Apenas um vestígio do que fui um dia,
de embarcação ao leo, me transformei
num mero barquinho de papel...
Em contato com o mar real me desmancho;
e então me acabo!

o barco afundou ??? Muito bom e muito triste
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