Você é o mediano, o vulgar, sem expressividade, é o estagnado, aquele que se acomodou dentro de seus limites estreitos e que, ainda assim, acredita estar um passo à frente dos mortais.
É negligente, mas crê que sua postura diante da vida e das outras pessoas é a ideal, pois “a seu ver” é dessa forma que se coloca em vantagem. Julga-se um excelente observador, mas é completamente inábil neste aspecto
É aquele que se acha crítico, mas é alienado, pois enquanto critica a mim, o meu trabalho, as minhas atitudes, não percebe (ou se recusa a perceber) que sua vida, seu trabalho e suas atitudes são, no mínimo, improdutivas, estéreis.
Acredita que o conhecimento é, não um bem comum, mas algo que pode ser apropriado (unicamente por você) e que existe uma verdade única, absoluta, inquestionável.A sua. Faz isso porque tem preguiça de refletir, de debater, de questionar e quando tenta agir desta forma fracassa, pois é intelectualmente limitado e não consegue elaborar argumentos consistentes que sustentem suas afirmações.
Cria para si uma realidade paralela, na qual todos lhe são inferiores e subordinados. Usa isso como mecanismo para sentir-se mais capaz e disposto. Isolado nessa ilusão, não sabe lidar com as frustrações do mundo real.
Não consegue ser diplomático, é autoritário, forja uma autoridade que não possui, ou se faz valer da de amigos e conhecidos, para se impor sobre os demais; possui recursos culturais, mas não sabe fazer bom uso deles.
Enxerga a arte e a literatura como artefatos estáticos, inertes, meros adornos que servem para rebuscar a sua pseudo-erudição. É incapaz de explorar as entrelinhas, pois a sua visão é superficial, está presa ao óbvio e recrimina aqueles que têm um raciocínio independente, acreditando que o fato de não aceitar suas análises impedirá o desenvolvimento de suas reflexões.
Julga-se completo, acha que ninguém tem nada de bom para lhe oferecer, pois tudo o que existe de proveitoso já está contido em você. E dessa forma se torna vazio, sem conteúdo, infértil. Age como se o respeito fosse unilateral, exigindo de todos e não dando a ninguém. É arrogante, presunçoso e soberbo, o que só revela sua fragilidade e seu desequilíbrio.
Em última análise, um fracassado. Mas seu fracasso não é material, é subjetivo, interior e se exterioriza através de suas atitudes mesquinhas, de usa cupidez. Fecha-se em uma redoma de arrogância e acaba condenando-se a um estado de ignorância provocado não pela falta de acesso ou por condições precárias de sobrevivência, mas pela opção por uma vida pequena e vulgar. Acredita ser superior, mas se esquece de que está cada vez mais imerso na vala comum da pobreza intelectual, espiritual e emocional.
No mais, Boa sorte.

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