E prosseguiu por um período sonhando em sentir aquilo que ambos desejavam, mas que só ela admitia.
O óbvio aconteceu, esfriou como uma sopa numa noite gelada, que nem se faz necessário soprar antes de sorver... Apenas um gole, um beijo, mas nada mais fez sentido a partir do último momento juntos.
Não existem culpados, nem mesmo o destino, que se mostrou cruel e traiçoeiro, pode ser responsabilizado pela partilha dos sonhos a dois sonhados por ela.
Tantos planos, tantas vontades, vinhos, pêssegos, chocolate, êxtase... Sentidos aguçados, pele eriçada, uma voz chamando no meio da escuridão produzida pelas sombras de sua vida. E nada mais existiu desde a última canção escondida num instrumento empoeirado, abandonado em qualquer canto do quarto, um violão sem acordes e as letras "a" faltando por conta de uma luva que aquecia as mãos.
Belas canções antigas e tristes compartilhadas em momentos de solidão, e uma nuvem de desejo pairando, sensível e sublime, além do seu alcance, bem acima do seu mal.
E o que tem pra hoje é uma espera, um suplício, ou até mesmo uma súplica de que o tempo se encarregue de fechar as chagas que este pseudo amor produziu... Por enquanto...
Maybe ... to be continued
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