27 de setembro de 2011

A arte de afastar as pessoas.(1)

Talento nato para repelir alguns e apaixonar outros, isso tinha de sobra, mas faltava o dom de cativar, como no livro predileto.
Tïnha tudo para fluir com naturalidade, uma amizade nascida de certo descaso, até de repulsa momentânea. De onde vinha então essa afinidade entre eles? De vidas passadas? Da batalha de egos literários?
Não importa mais... Se afastaram, se perderam um do outro no meio do temporal de vaidade egocêntrica que causa certo "déjà-vu", como alguma voz que sempre sopra aos ouvidos: "te avisei", mas que ela insistia em não ouvir.
A verdade é que sempre quis mais do que podia, sempre sonhou com mais do que teria, enfim, opostos, ele com os pés totalmente no chão, pregados, um coração machucado, marcado pelo passado e ela sonhaqdora, romântica e infantil. Abobalhou-se com as palavras, queria estar com ele, ouvi-lo, lê-lo, sentí-lo... e não podia simplesmente porque ele a repelia.
Com que intuito então se aproximou dela daquela forma tão cativante a  raposa em que se transformara, usurpando a beleza do carinho que ela nutriu por ele um dia e transformando em um ódio-amor aquele sentimento que fora apenas um dos dois, o segundo... Sim ela o amou por determinado período de tempo indeterminado...

*to be continued

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