4 de setembro de 2011

Melancolias de uma tristeza profunda



Às vezes parecia tudo vazio;
Tão difícil de encontrar
Nessas caminhadas com muitos desvios
Um abrigo para se apoiar
Muitas vezes, parece que sempre sozinho

Eu me feri, e senti as lágrimas
Lágrimas doloridas por passos cegos
Sem ter um equilíbrio certo
Quantas vezes a paz me deixava inquieto
Quantas vezes a raiva me deixava cego
Não conseguia sentir o que era mais correto
O que se abriga dentro de mim

Olhava o céu cinza, meio esquisito
E quantas vezes perdi a chuva caindo
Que lavaria o meu espírito...
Águas em meias torres de concreto
A natureza bela, que sempre insisti
Para olharmos...

Os sonhos sopram
A seiva da vida
Um colorar de mel
Ambígua vida
Um dual confronto
Se estima dentro de si

Laços contrapontos
Abandonar o antigo remoído
De mãos vazias e um sorriso
Tentando construir um novo conto

O cinza se alastrou, que já fazia parte de minha vida
Um arco-íris, um novo de sete cores
Quem contestou ou julgou a si refletir?
Variedades e principalmente escolhas;
Os sentidos dados de dentro de si...

Parece ser difícil filho!
Mas quem lhe disse, que nenhuma lágrima derramaria?
Não é o triste fim, a força que corrói extintos
É poder para o próximo contínuo de existir

Parece realmente que meu coração chora por dentro,
Os olhos escuros que lacrimejam sangue
De um interior ainda aprendendo com medo
Um conflito sobre o efeito da paz interior
E sobre o fogo que queima com a raiva do exterior

Temo que me machuque
Como o velho dilema do ouriço
Espinhos pediram...
Espinhos penderam...
Espinhos eu deixei...
Mas eu ainda vivo
Ainda me sinto triste
E agora encontro um sorriso na
Minha mais triste melancolia
Que existo...

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