14 de abril de 2011

Suspiro...



 

Como se derrubasse meu pudor com seu membro vivo latejando dentro de mim.

Pulsando como o coração de quem está caindo... Na imensidão de não ser o que sente e nem sentir o que é.

Latente como a necessidade de ser tua, me preencho com suas medidas e desapareço no meio da gente.

E apareço só nos teus sonhos mais sórdidos e devassos, ensaiando voltas e cavalgadas por lugares distantes onde só uma realidade irreal pode me levar.

Agora não importa quem você é, desde que seja o numero 1 dentro do meu 0, não espero sentir nada além de uma equação que me permita desvendar os números que cercam nossos corpos

Uma equação com raízes reais que servem de medida certa para o meu e o seu sonho.

Na realidade inconstante que transcende as leis da física e se sublimam.

Sonhos que revelam com um leve toque sobre o corpo, uma melada sensação de algo absorto, que molha as noites e constrói as vontades molhando o solo árido e seco de um coração preso a um passado que não floriu e que rega a mão presente e cansada de estar sozinha


 

Que essas flores mortas sirvam de adubo para novas sensações que nascerão diante das pernas abertas e de sua boca com sede, para brindar a mão que homenageia meu corpo.

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