Outra vez o ano se inicia, o ciclo se renova e as pessoas fazem promessas de ano novo. Promessas estas que dificilmente se cumprirão... Vou parar de fumar, vou guardar dinheiro, vou me dedicar mais ao trabalho, ou ao lar... Coisas que se diz no momento de comemoração, de comoção e bebedeira.
Eu decidi que não faço mais nenhuma promessa; primeiro porque não as cumpriria se fossem feitas assim, de supetão, segundo porque quando se deseja realmente realizar algo, não se sai alardeando aos 4 ventos em meio a fogos de artifício e taças.
Aprendi que se deve perdoar, esquecer e começar de novo no primeiro dia do ano e nem mesmo isso eu consigo... Sim, sou fraca, não sei perdoar, não esqueço, e guardo mágoas eternas. Não acho bonito admitir, nem acredito que vá mudar em relação a isso, se tivesse de fazê-lo, já teria feito, simplesmente é parte de mim, mas aprendo com meus erros, então pode-se concluir que estou em constante aprendizado.
A vida nos prega peças e seguimos remando contra uma correnteza incessante e quando já quase sem forças chegamos ao destino almejado, percebemos que nada fizemos, que foi tudo um jogo que acabou sem vencedores, um empate sórdido e cruel entre a vida e a descrença no futuro.
Amarguras que chegam e nos cercam, secam as lágrimas e atrofiam os sonhos de um coração que, desejoso de calmaria, se atira ao mar, esperando que as ondas o embalem.
No mais, apenas a esperança de mais um ciclo, um ano novo, acalenta a alma de quem ainda espera...
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