Elas aparecem sem que se possa perceber e fazem morada dentro do peito... As borboletas...Sempre coloridas, batem suas asas e provocam as sensações mais apaixonantes. Depois que se sente uma vez, é impossível continuar sem.
Borboletas viciam.
Primeiro um nó na garganta, depois uma dor no peito e um desejo de chorar de felicidade e aquele friozinho no abdômen causado pelo bater de suas asinhas...
Podem ir embora com uma simples palavra, mas sempre voltam.
Elas estão presentes hoje, têm estado desde que ele apareceu de mansinho, fazendo carinho com palavras doces e sutis, ouvindo os problemas, se preocupando, se mostrando ali ainda que distante às vezes...
Chegou sem motivo e foi ficando, criando seu espaço, abrindo em meio aos escombros o caminho que leva à alma que estava vazia e agora se sente plena outra vez.
Ele trouxe de volta as borboletas e juntos fazem morada dentro da alma... Sem elas seria apenas mais uma amizade, mas a arte de senti-las transformou o carinho novo em algo além das expectativas, algo real, sólido, sem preocupação com o que virá no futuro, filosofam e agem de acordo com o "carpe diem" e vivem cada dia juntos, um de cada vez, como viciados em borboletas que são, sem lembrar que o amanhã pode não existir, que o amanhã está longe de ser real, que o amanhã é amanhã...Estão juntos hoje e isso é o que importa para eles.São responsáveis por tornarem as vidas um do outro algo extraordinário... Um pelo outro e os dois pelas borboletas...
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