24 de março de 2011

Abalando as estruturas da Alma...





Tudo evapora diante dos olhos verdes que não são mais os mesmos, num pluralismo de inconsistências e inconstâncias, segue numa busca por ninguém que não está em lugar nenhum.


Os sonhos, antes almejados, não passam de realidades concretizadas sem fundamento algum... Saudades de alguém que não esteve, de algo que não teve, de um tudo que não é nada além de fumaça.


Num sincronismo absurdo de nada e tudo, a Alma sente uma ânsia violenta de não ser e não sentir... Queria apenas o torpor verde e a sensação de ausência de si mesma.


Sem perceber, diz coisas que magoam ou ofendem e só se dá conta mais tarde do que deveria. Nunca se policia e isso a destrói aos poucos e destrói também laços que um dia foram como nós.


Age impensadamente, toma atitudes que geram desconforto e caos total e como numa sangria, vira boi de piranha no rio que atravessa sem perceber, servindo aos que a devoram como quem serve a própria cabeça numa bandeja ornada de flores brancas.

3 comentários:

  1. Maravilhoso ... sad, but true !!!!

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  2. Belo título obrigada mais uma vez pela lembrança..... rsrs

    Trair nossos conceitos para satisfazer nossos desejos...
    Insegurança talvez seja isso
    A minha insegurança destrói meus caminhos pois Enquanto houver um lobo entre os bons, a insegurança estará presente, a maior insegurança não é ter medo dos outros e sim sentir o medo de nós mesmos..
    Faça como eu estou deixando a comodidade do casulo pela insegurança do mundo. Mas se não fizer isso, jamais aprenderei a voar.....

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  3. Adorei Cris, e o blog ta lindo tbm!

    Bjaum

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