2 de janeiro de 2011

O retorno


O ano novo começa chuvoso e frio, mas diferente para Ela, que percebeu vários erros que cometeu ao longo do ano que findou.


Bastaram quatro dias de distância para que pudesse ver o que estava bem à frente dos olhos verdes que derramavam lágrimas enquanto a chuva caía escondendo as mesmas.


Não foi a virada do dia igual a todas as outras viradas, pois todos os dias em qualquer época do ano têm uma meia-noite anunciando que as próximas vinte e quatro horas estão começando... Foi a ausência que sentiu, a distância que a separava de quem ama que a fez chorar naquela noite iluminada por fogos de artifício coloridos, lindos e quentes...


Nunca uma dor foi tão lancinante e Ela demorou muito tempo para perceber a falta que o ombro dele faz; a dor que a ausência dele causa.


Se todos pudessem prever as consequências que o mínimo de seus atos causaria, pensar nelas com seriedade, primeiro as imediatas, depois as prováveis, e ainda as possíveis e imagináveis, não chegariam a dar o primeiro passo para longe do primeiro pensamento que os tivesse feito parar.


Ela voltou. E com ela voltou o amor que nunca se foi. O amor que acreditava findo, que temia estar destruído pelos anos de convivência, ou simplesmente esquecido em algum canto da memória.


O calendário causa um frisson exagerado... Podemos fazer um ano novo todos os dias, basta estourar uma champagne, brindar e fazer promessas que nunca serão esquecidas, e que sempre serão cumpridas se forem verdadeiras.


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